Projeto Comunitário - Clube de Mães
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Projeto Comunitário - Clube de Mães

UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
2007

PROJETO CLUBE DE MÃES


RESUMO

Santa Rosa é considerada o berço nacional da soja, e efetivamente é esta a principal atividade econômica do município. O cultivo de milho e trigo também são culturas relevantes, bem como a criação suína, mas é a soja a mola-propulsora da economia local.

Porém, nos últimos anos, tem-se percebido um grande declínio no que se refere ao retorno financeiro dessas atividades ao produtor rural, o que faz com que se busque formas alternativas de renda. Neste intuito, propôs-se desenvolver um projeto de panificação familiar com o Clube de Mães Santa Teresa, de Lajeado Manchinha, localidade situada no interior deste município.

Além da produção de pães, cucas e assemelhados, a referida panificadora dedicou-se a aproveitar em maior escala o leite, obtendo, a partir dos seus derivados, uma fonte de renda extra para as famílias locais ao mesmo tempo em que incentiva uma maior diversificação rural através da bovinocultura leiteira.

Palavras-chave: Retorno financeiro - panificação familiar - leite.

INTRODUÇÃO

Em nossa região, especificamente em relação à soja, no que se refere à rentabilidade financeira, este cultivo já teve o seu apogeu e hoje encontra-se em franca decadência. O crescimento da produção e aumento da sua capacidade competitiva com outros mercados sempre esteve associada aos avanços científicos e à disponibilização de novas tecnologias direcionadas a este setor.

A partir da década de 1960, a pesquisa com a cultura da soja no Brasil concentrava-se principalmente na região Sul do País, atuando, preferencialmente, na adaptação de tecnologias introduzidas dos Estados Unidos. E foi também no Rio Grande do Sul, uma década mais tarde, que a referida cultura encontrou condições para se estabelecer e expandir de forma intensa, no que se mostrou fundamental a boa adaptação que as cultivares introduzidas dos EUA tiveram em relação às condições climáticas de nossa região.

Assim, o rápido desenvolvimento do cultivo de soja no País fez surgir um novo e agressivo setor produtivo, o qual se tornou a base econômica da grande maioria dos agricultores locais. É importante destacar ainda que, nos últimos anos, o Brasil vem empreendendo grande esforço para melhorar sua competitividade internacional e aumentar a produtividade do cultivo da soja, o que causou um crescimento da produção nacional na ordem de 10% ao ano, segundo dados fornecidos pela Agromil (2006, s.p.).

A explícita riqueza natural do Brasil, pela elevada disponibilidade de terras férteis, água e condições climáticas adequadas (salvo intempéries) também contribuíram para o aumento da produção desta oleaginosa. Todavia, também quanto ao seu cultivo, impera a lei da oferta e da procura: quanto mais soja se produz, menor será o valor pago ao produtor rural.

De modo paralelo, as estiagens afetam diretamente o agricultor que, por vezes, perde a totalidade de sua produção devido à falta de água em fases importantes do desenvolvimento da planta. Não raro também ocorre o contrário: o excesso de chuvas em períodos críticos do vegetal pode fazer sucumbir o trabalho de um ano inteiro.

E o anteriormente referido, isto é, o que foi dito em relação à soja, pode ser perfeitamente estendido aos outros cultivos: tanto o trigo quanto o milho vêm se mostrando culturas arriscadas e de retorno duvidoso, principalmente devido às intensas mudanças climáticas verificadas nos últimos tempos.

Além da agricultura, a criação suína e bovina já não se mostram tão rentáveis ao agropecuarista local, pois os investimentos são altos e o preço pago pelo litro de leite ou pelo Kg do animal abatido quase não compensam os custos da sua produção.

Vindo a piorar ainda mais este quadro, as já referidas estiagens e/ou chuvas excessivas contribuem substancialmente no sentido de agravar a situação do agropecuarista, afetando diretamente na produção leiteira e também no desenvolvimento dos animais destinados à venda aos açougues e frigoríficos da região.

Por tudo isso, visando encontrar formas alternativas das famílias locais elevarem sua renda mensal, propô-se a criação de uma panificadora familiar a ser autogerida pelo Clube de Mães Santa Teresa. Assim, as componentes do referido clube, trabalhando em conjunto num sistema de autogestão empresarial dividirão proporcionalmente os investimentos com equipamentos, custos de produção e manutenção, compartilhando, da mesma forma, os lucros obtidos com a venda de pães, pães-de-ló, cucas, bolos, tortas, bolachas, roscas, pizzas, pastéis, empadas, negrinhos, brigadeiros e outros produtos semelhantes.

Estes alimentos serão produzidos nas próprias residências das integrantes do referido grupo, de modo alternado, ou em um local previamente escolhido e equipado com toda a infra-estrutura necessária para a realização das atividades planejadas. Quanto à venda, esta se efetuará através do sistema "porta-em-porta" e também no comércio de Santa Rosa, geralmente às sextas-feiras, pelas senhoras componentes do Clube de Mães Santa Teresa. Segundo Viana (2006, p. 1):

Autogestão é quando um organismo é administrado pelos seus participantes em regime de democracia direta. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os empregados participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa que tem auto-gestão.

Pretende-se, com estas atividades, não somente incrementar a renda mensal das famílias envolvidas, mas também elevar a auto-estima dessas mulheres, transformando os encontros para a produção de pães, doces e outros confeitos em agradáveis e prazerosos momentos de comunhão, onde cada qual tenha a oportunidade de se sentir útil e valorizada pelo trabalho realizado.

De acordo com Sabbi (1999, p. 157): APara que possamos colaborar com as pessoas que trabalham conosco, no que se refere a auto-estima, precisamos ajudá-las a desenvolver uma noção de valor próprio, a gostarem de si mesmas e a terem auto respeito.

Assim sendo, visto que as culturas tradicionais já não proporcionam a mesma lucratividade de outrora, percebe-se a necessidade de encontrar formas alternativas de renda, capazes de ajudar a fixar o homem do campo em sua propriedade, combatendo, deste modo, o êxodo rural. Neste sentido, uma panificadora familiar apresenta-se como uma ótima alternativa, visto que não só auxilia como instrumento gerador de renda, mas também como um fator de união e aumento da auto-estima das componentes do Grupo de Mães Santa Teresa.

1 DADOS DO CLUBE DE MÃES

Nome: Clube de Mães Santa Teresa
Endereço: Linha Lajeado Manchinha
Município: Santa Rosa
UF: RS
CEP: 98900 000
Data da fundação: 15 de agosto de 1981
Número de sócias: 45 associadas
Nome da atual presidente do clube: Olmira Duarte
Nome da atual madrinha do clube: Dirce Bravo

2 CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO

2.1 Título

Panificação familiar: uma alternativa de incremento de renda.

2.2 Área de abrangência

A área de abrangência do presente projeto restringe-se à localidade de Linha Lajeado Manchinha, situada no município de Santa Rosa (RS).

2.3 Público alvo

a) Membros do Clube de Mães Santa Teresa, de Linha Lajeado Manchinha, Santa Rosa, totalizando 45 associadas e suas respectivas famílias;

b) Professores, alunos, pais e demais moradores da referida comunidade.

3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo geral

Conscientizar as sócias do Clube de Mães Santa Teresa e, em extensão, suas famílias, sobre a importância da panificação familiar e consumo de leite, bem como orientar quanto à necessidade da higiene e saúde das vacas leiteiras, objetivando obter uma produção láctea de qualidade.

3.2 Objetivos específicos

a) Conscientizar as associadas sobre a relevância da questão, tornando-as agentes de melhoria de condições sociais e econômicas da família e da própria sociedade onde estão inseridas;

b) Promover uma maior integração entre a escola e a comunidade rural, visando construir um ambiente harmonioso e participativo, onde o conhecimento possa desenvolver-se de forma mais plena;

c) Identificar os diferentes tipos de produtos que podem ser produzidos em uma padaria residencial, enaltecendo os que se mostrarem mais apropriados , em especial, aqueles derivados do leite visando seu melhor aproveitamento;

d) Detectar as doenças mais comuns incidentes no gado leiteiro, bem como a melhor forma de combatê las através da fitoterapia animal;

e) Incentivar o aumento do consumo de leite, através de receitas práticas, saborosas e naturais, que se mostrem atrativas tanto para jovens quanto adultos;


f) Motivar às associadas a permanecerem na propriedade rural, propondo alternativas e práticas que se mostrem rentáveis, coibindo, assim, o êxodo rural.

4 JUSTIFICATIVA

O município de Santa Rosa (RS), onde se localiza o Clube de Mães Santa Teresa, é essencialmente agrícola e não é exceção dentre as localidades brasileiras que enfrentam crescentes problemas econômico sociais decorrentes de um modelo de desenvolvimento inadequado, que exauriu solos e outros recursos naturais por meio da adoção de práticas não-sustentáveis.

Em conseqüência disso, hoje se constatam situações de empobrecimento e precariedade na maioria das 40 famílias que vivem em Lajeado Manchinha e demais localidades rurais que compõem o referido município, além de ser preocupante o elevado índice de êxodo rural e a falta de perspectivas de trabalho no meio urbano.

Para reverter este quadro, modificando-o beneficamente, um esforço conjunto está sendo empreendido, congregando o poder público, iniciativa privada e sociedade civil, no sentido de adotar e implantar alternativas que ultrapassem a simples lógica do crescimento econômico para transformar se em uma questão social/cultural/humana mais ampla, preocupada com a qualidade de vida do homem, além de estabelecer uma relação de cuidados com o meio ambiente.

O projeto Panificação familiar: uma alternativa de incremento de renda, surgiu a partir da verificação de uma necessidade urgente e real, uma vez que as associadas do referido clube e seus familiares são do meio rural e dependem exclusivamente de atividades agropecuárias.

Observando se a extensa diversidade de práticas existentes, escolheu-se a produção de pães, cucas, pastéis e, em especial, produtos derivados do leite como fontes de renda alternativa, capazes de contribuir substancialmente para o sustento e manutenção destas famílias.

Além da panificação propriamente dita, fez se um estudo aprofundado sobre trabalho e consumo, direcionado à produção, industrialização e venda de derivados do leite, bem como uma pesquisa sobre alimentação, doenças, higiene e fitoterapia animal (uso de plantas medicinais, associadas ou não a outros produtos, usadas no tratamento preventivo e/ou curativo de animais), além de ser ressaltada a importância do consumo do leite e seu valor nutricional, estimulando as sócias do referido Clube de Mães a permanecer na propriedade rural, propondo alternativas e técnicas rentáveis, uma vez que no meio urbano impera um alto índice de desemprego.

Diante disso, os educadores da escola da localidade conscientizaram-se da necessidade de introduzir no currículo escolar conteúdos e atividades práticas de efetivo interesse dos alunos, contextualizando-os com a realidade que os cerca, colaborando na construção de um conhecimento prático, uma vez que geralmente os filhos dos agricultores tendem a dar continuidade ao trabalho dos pais, contribuindo, assim, também no desenvolvimento da comunidade escolar, o que por si só já justifica e ressalta a validade e importância deste projeto.

5 METAS

5.1 Descrição das metas

a) Conscientização das sócias do Clube de Mães Santa Teresa no sentido de valorizar suas habilidades natas e seus potenciais criativos, introduzindo no referido clube conceitos que abrangem a união, a fraternidade e o auxílio mútuo, entre outros aspectos positivos;

b) Adesão de todos os envolvidos na execução das ações propostas no projeto, resgatando conhecimentos culinários tradicionais e também incrementando a produção de novas receitas para posterior comercialização em Santa Rosa e demais cidades da região;

c) Promoção de atividades que visam a confraternização e também ações de inclusão social;

d) Abertura de novas alternativas de trabalho e geração de renda na comunidade local, absorvendo mão de obra familiar e matéria-prima disponível na própria região;

e) Aproximação entre escola e a comunidade, mesclando conteúdos pedagógicos com a valorização do saber popular;

f) Sensibilizar as famílias a consumir produtos higienicamente produzidos na própria comunidade, como pães e cucas, e também derivados do leite, como iogurte, queijo, nata, entre outros;

g) Reconhecer o trabalho do produtor rural, valorizando seus produtos e prezando pela sua qualidade;

h) Incentivar o jovem a permanecer na propriedade rural e aperfeiçoar seus conhecimentos em sua área, para melhorar a qualidade de vida e multiplicar os rendimentos;

i) Visitar uma propriedade próxima da escola, para verificar os manejos com gado leiteiro;

j) Visitar uma indústria de leite para verificar os procedimentos de industrialização leiteira e produção de seus derivados, com o objetivo de aumentar o leque de conhecimentos.

6 METODOLOGIA

Na atualidade os produtores rurais enfrentam muitos problemas quanto à produção agrícola, o que vem a ser uma conseqüência direta das estiagens e demais mudanças climáticas que vêm assolando a região nos últimos anos. Assim, percebe-se que uma das formas de aumentar a renda da família é a produção de pães, bolos cucas e derivados do leite, especialmente os doces, o que gera um retorno mensal estável ao produtor.

Busca se, através do Projeto Panificação familiar: uma alternativa de incremento de renda, propor formas alternativas de melhorar e aumentar a renda mensal da comunidade local, dando um maior retorno às famílias dos alunos que compõem o Clube de Mães Santa Teresa.

6.1 Sensibilização da comunidade escolar sobre a importância do consumo de leite e o cuidado com a higiene pessoal e com o gado leiteiro na ordenha

Através de palestras ministradas pela representante da EMATER que atua na localidade, foi esclarecido acerca da importância do consumo diário de leite, durante toda a vida, uma vez que este alimento contém cálcio, o qual é de extremo valor para a formação óssea, sendo um dos alimentos mais completos que existem, contendo uma grande variedade de nutrientes essenciais ao crescimento, desenvolvimento e manutenção de uma vida saudável.

Os principais benefícios do leite são:

a) Trata-se de uma importante fonte de proteína;

b) Fornece vitaminas, principalmente A e D;

c) Supre as necessidades diárias de cálcio do ser humano;

d) Atua como regulador do sistema nervoso;

e) Colabora com o fator de resistência às infecções.

Além deste tema, nas referidas palestras foram abordados os hábitos de higiene que as pessoas necessitam ter quando manuseiam com alimentos, bem como quando é realizada a ordenha. Paralelamente, Neida, a representante da EMATER, ministra cursos de culinária, arranjos, pintura, etc, harmonizando e promovendo uma maior aproximação entre as sócias do Clube de Mães Santa Teresa, as quais passam a utilizar estes conhecimentos em seu dia-a-dia.

6.2 Produção de pães, cucas, doces e derivados específicos do leite

Contando com apoio da assistencionista Neida da EMATER e das sócias do clube, foi demonstrado aos alunos e à comunidade escolar a fabricação de produtos naturais derivados do leite, além de pães e assemelhados.

6.2.1 Iogurte

a) Ingredientes

1) Três litros de leite;
2) 200 ml de iogurte natural;
3) Açúcar e sabores naturais (morango, abacaxi, pêssego e outros).

b) Modo de preparo

1) Aquecer o leite até 80C;
2) Resfriar o leite em água gelada até atingir 40C. Após isto, retirar a panela da água fria e colocá-la sobre uma mesa;
3) Adicionar ao leite o iogurte natural;
4) Aquecer água a 43C visando colocá-la em uma caixa de isopor;
5) Colocar a mistura em um vidro fervido e tampar;
6) Colocar os vidros com a mistura na caixa de isopor, cuidando para que o seu nível não ultrapasse a borda do vidro;
7) Aguardar cinco horas para que ocorra a fermentação completa;
8) Ao estar no ponto, retirar da caixa de isopor e transferir para a geladeira, conservando o entre 2 a 10C, devendo ser consumido em sete dias.

6.2.2 Doce de leite

a) Ingredientes

1) 4 litros de leite;
2) 1 Kg de açúcar;
3) 4 g de bicarbonato de sódio;
4) 4 g de sal;
5) 20 g de amido de milho.

b) Modo de preparo

1) Misturar os ingredientes ao leite, usando apenas a metade do açúcar;
2) Iniciar o aquecimento do leite, em fogo alto, mantendo em constante agitação;
3) Quando o volume do leite estiver reduzido, adicionar o restante do açúcar;
4) Mexer vigorosamente o leite até estar no ponto;
5) Depois de dado o ponto, retirar do fogo e continuar batendo até adquirir a cremosidade desejada;
6) Após esfriar, embalar em potes de vidro ou de plástico, conservando os na geladeira, devendo ser consumidos em trinta dias.

6.2.3 Leite condensado

a) Ingredientes

1) 4 litros de leite;
2) 2 Kg de açúcar.

b) Modo de preparo

1) Mexer até ferver, mantendo a fervura até engrossar;
2) Após ter esfriado bater no liquidificador.

6.2.4 Pão-de-leite

a) Ingredientes

1) 1 Kg de farinha;
2) 1 copo grande de óleo;
3) 2 copos grandes de leite;
4) 3 ovos;
5) 4 tabletes de fermento;
6) 2 colheres de açúcar;
7) 1 colher de sal.

b) Modo de preparo

1) Bater no liquidificador o açúcar, óleo, leite e o fermento;
2) Colocar essa mistura numa bacia e em seguida adicionar a farinha e o sal misturando tudo. Acrescentar o restante dos ingredientes amalgamando-os até a massa se desprender da bacia;
3) Deixar a massa descansar por 45 minutos;
4) Dividir em quatro partes, abrir com o rolo e enrolar em forma de pão.

6.2.5 Queijo

a) Ingredientes

1) 10 litros leite de boa qualidade;
2) Fermento láctico;
3) Coalho e sal.

b) Modo de preparo

1) Ferver o leite e deixá lo resfriar;
2) Misturar 10 ml de coalho e 3 colheres rasas de sal;
3) Esperar a coagulação e retirar o soro, colocando o numa forma e prensá lo, virando o após algumas horas até sair todo o excesso de líquido.

6.2.6 Bolo

a) Ingredientes

1) 04 ovos;
2) 21 colheres de água;
3) 21 colheres de açúcar;
4) 21 colheres de farinha;
5) 01 colher de fermento em pó;
6) 01 lata de leite condensado natural;
7) 01 lata de leite;
8) 01 colher de chocolate;
9) 01 colher de amido de milho.

b) Modo de preparo

1) As claras devem ser batidas até ficarem em ponto de neve. As gemas, por sua vez, precisam ser batidas com o açúcar até adquirirem uma consistência cremosa, e então acrescidas da água fervida, farinha e por último das claras em neve e o fermento em pó;
2) Feito isso, deve-se mexer muito bem a mistura para que os sabores fiquem homogêneos;
3) Após ser colocado na forma o bolo, deve-se assá-lo por trinta minutos a 200 C em um forno pré-aquecido;
4) Uma vez que o bolo esteja assado, deverá ser desenformado e partido ao meio;
5) Após isso, coloca-se bastante recheio entre as fatias e torna a ser montado;
6) Ao final, cobre-se tudo com merengue.

6.3 Palestra técnica de capacitação prática sobre fitoterapia animal

Contando com o apoio de um profissional qualificado (médico veterinário), o Projeto Panificação familiar: uma alternativa de incremento de renda, entrou para o estágio das palestras técnicas e oficinas práticas, onde os participantes tiveram a oportunidade de aprender mais sobre a medicina veterinária alternativa.

As palestra anteriormente mencionadas foram verdadeiros exercícios de aprendizagem, uma vez que fortaleceram o conhecimento que as sócias já possuíam, ampliando-o consideravelmente através da troca de idéias e o surgimento de novas práticas.

CONCLUSÃO

O Projeto Panificação familiar: uma alternativa de incremento de renda trouxe muita expectativa à comunidade de Linha Lajeado Manchinha, onde se buscou proporcionar múltiplas aprendizagens para todos os participantes do referido projeto.

As principais dúvidas das sócias do Clube de Mães Santa Teresa foram esclarecidas e as metas e objetivos propostos atingidos com êxito, sendo que houve um ótimo aproveitamento por parte de todos, onde os quais aprenderam técnicas vinculadas à realidade dos mesmos, ou seja, lições de aprendizados levados para toda a vida.

Ao iniciar o projeto havia muitas lamentações por parte das sócias e comunidade em geral referente a situação de penúria em que a agricultura se encontra. Todavia, criou se uma expectativa favorável no sentido de que através da venda de pães, cucas, bolos, pastéis e derivados específicos do leite, como iogurte, nata, queijo, etc, haja um bom retorno para as famílias da comunidade de Linha Manchinha.

Acredito que o Projeto Panificação familiar: uma alternativa de incremento de renda, foi desenvolvido no momento apropriado. Procurando com isso melhorar a renda local e o sistema produtivo do leite, resultando numa maior produtividade e qualidade a partir das técnicas aprendidas com a ação conjunta de todos os envolvidos no referido projeto, os quais não deixaram de medir esforços, em especial os membros do Clube de Mães santa Teresa.

Assim, afirmo que este projeto está apenas em seu início, e que farei de tudo o que estiver ao meu alcance para atender às necessidades de nossa querida comunidade, pois é para isso que nós, educadores, nos fizemos presentes: provocar mudanças e levar o aprendizado aos nossos alunos e seus familiares, os quais representam a maior riqueza do Brasil.

REFERÊNCIAS

A IMPORTÂNCIA DA SOJA. Disponível em Acesso em: 04 out. 2006.

ANTEAG: Autogestão: construindo uma nova cultura nas relações de trabalho. São Paulo: Mercatti Estúdio, 2000. 141 p.

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas técnicas para o trabalho científico: explicação das normas da ABNT. 13.ed. Porto Alegre: s.n., 2004.

SABBI, Deroni. Sinto, logo existo: inteligência, emoções e auto-estima. Porto Alegre: Alcance, 1999.

VIANA, Nildo. O que é autogestão? Disponível em . Acesso em: 04. out. 2006.