Planos Econômicos Brasileiros
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Planos Econômicos Brasileiros


RESUMO

A história econômica brasileira possui como uma de suas principais características as altas taxas de inflação e os constantes planos econômico.

A década de 80 marca um período singular. Altíssimas taxas de inflação atrelados a alto nível de endividamento externo caracterizam este período como a década perdida. Três planos de estabilização e duas reformas monetárias sinalizam que a luta contra o "dragão da inflação" foi perdida.

Já na década de 90, novos planos surgiram. Choques repentinos na economia, feriados bancários, "confiscos" de ativos financiamentos, não conseguiram deter a inflação.

O ano de 1994 marca uma guinada de rumo no combate a inflação. È indiscutível a estabilização monetária efetuada pelo plano real, mas o custo desta estabilização foi muito alto. A explosão das dívidas interna e externa, altas taxas de desemprego e os ataques especulativos ao real evidenciam que em determinados aspectos o plano real é muito deficiente.


INTRODUÇÃO

Este trabalho tem o objetivo de esclarecer algumas metas usadas pelo governo brasileiro, os chamados planos de estabilização econômica, desde 1986 até os dias atuais, citando mudanças e como funcionam tais. Voltado como uma base de estudo para os alunos do curso de administração.

Após um período violento na história do Brasil, fora eleito o primeiro presidente civil em mais de 20 anos. A ansiedade de todo o país pela sua posse e por uma reorganização da sociedade amedrontada ainda pelo regime militar, era nítida.

Apesar de indireta a eleição de Tancredo Neves é recebida com entusiasmo pela maioria dos brasileiros. Tancredo não chega a assumir a presidência, por motivos de saúde, e José Sarney toma seu lugar provisoriamente no dia seguinte, em 15 de março de 1985. E em 21 de abril morre, aos 75 anos de idade, Tancredo Neves. Em 22 de abril, Sarney é investido oficialmente no cargo e governa até 1990, um ano a mais que o previsto.

Aqui começa a prática dos planos econômicos brasileiros.


O PLANO CRUZADO

O plano cruzado nasceu em fevereiro de 1986 e foi lançado em 1º de março do mesmo ano, pelo então ministro da Fazenda Dílson Funaro

Como forma de combate a inflação, grande objetivo do plano, o governo utilizou diversas medidas que se tornaram bastante populares, dentre as quais se destacam as principais:

  • Reforma monetária que estabeleceu o cruzado (CZ$) como o padrão monetário nacional, e a taxa de conversão foi fixada em mil cruzeiros por um cruzado;
  • Congelamento dos preços;
  • Não estabelecimento de metas para as políticas fiscais e monetárias; ( o objetivo
  • O reajuste salarial passou a ser realizado por um "gatilho salarial", que era acionado sempre que a inflação ultrapassava 20%;
  • Congelamento dos salários pela média dos seis meses anteriores;
  • Seguro-Desemprego garantia, atribuída ao trabalhador em caso de dispensa sem justa causa ou em virtude do fechamento de empresas.

Com relação ao não estabelecimento de metas para as políticas fiscais e monetária, o objetivo implícito da política monetária durante os primeiros meses do plano era acomodar o desenvolvimento e o aumento da demanda de moeda estável, e sobre a política fiscal o governo anunciou um pacote que possuía como objetivo eliminar a necessidade de financiamento do setor público.

O Plano Cruzado tem efeito imediato de conter a inflação e aumentar o poder aquisitivo da população. O país é tomado por um clima de euforia. Milhares de pessoas passam a vigiar os preços no comércio e denunciar as remarcações feitas. São os "fiscais do Sarney". Cresce o consumo em todas as classes sociais. Porém, quatro meses depois o plano começa a fazer água. As mercadorias desaparecem das prateleiras dos supermercados, os fornecedores passam a cobrar lucro sobre a diferença de valor da moeda, ágio, e a inflação volta a subir. O governo mantém o congelamento até as eleições, tentando extrair maiores dividendos políticos do plano, o que mais tarde deu certo com a maior vitória eleitoral da história da República. A economia, no entanto, fica desorganizada e a inflação disparada.

Logo após as eleições de 1986, 21 de novembro, o Plano Cruzado II foi posto em prática e libera os preços de produtos e serviços, libera os preços dos aluguéis para serem negociados entre inquilinos e proprietários e altera o cálculo da inflação, que passa a ser medida com base nos gastos das famílias com até cinco salários mínimos.

O plano provoca um aumento generalizado dos preços, onde em um só dia aumentaram em: 60% o preço da gasolina; 120% os telefones e energia; 100% as bebidas; 80% os automóveis; 45% a 100% os cigarros.

Vários problemas manifestaram-se no decorrer da implantação do Cruzado. Alguns deles foram:

  • A impossibilidade do congelamento abranger todos os preços da economia;
  • Alguns preços foram congelados antes de serem alinhados, corrigidos;
  • O fim da correção monetária e a diminuição da taxa de juros estimularam o consumo e desestimularam a poupança;
  • Em virtude do congelamento das taxas de câmbio, as importações foram estimuladas e as exportações desestimuladas, causando assim uma diminuição das reservas cambiais;
  • Suspensão por tempo indeterminado do pagamento de juros da dívida externa aos bancos credores.

Como consequência, a revolta da população foi visível e muito intensa.

Deu-se, em Brasília, uma manifestação que depois ficou conhecida nacionalmente como "Badernaço", no dia 27 de novembro de 1986, degenerou em saques, depredações e incêndios, nas cercanias do centro do poder. Perplexo, o Palácio do Planalto, até a pouco voltado para o cortejo das multidões, lança contra ela tanques de combate Urutu. Sem vítimas a revolta ficou marcada em dezenas de lojas e órgãos públicos.

A popularidade presidencial desceu a níveis baixos.

A falta de rumos do governo da Nova República, o custo de vida cada vez mais insuportável e a absoluta falta de perspectivas de melhoras, irritou os empresários, que não se sentiam seguros para investir, e desesperou os trabalhadores, que além da perda real do salário, viam-se ameaçados de perder o emprego por causa da recessão.

Toda essa conjuntura que se formou contribuiu plenamente para o fracasso do Plano cruzado e o então ministro da fazenda Dilson Funaro deixou o cargo e foi substituído pelo senhor Bresser Pereira.


PLANO BRESSER

DECRETO LEI 2335/87, DE 12 DE JUNHO DE 1987

Também no governo Sarney, em 29/04/87, cinco meses após o nascimento do "Cruzado II" ( edição do cruzado II em 21/11/86), com uma inflação em 05/87 de 23,26%, inflação esta alimentada pelo déficit público (governo gasta mais do que arrecada), o ministro da fazenda Dilson Funaro é substituído por Luís Carlos Bresser Pereira.

Em 12/06/87, o novo Ministro da Fazenda; Luiz Carlos Bresser Pereira, com os mesmos objetivos dos Planos Cruzados, ou seja, combater a inflação e criar condições favoráveis para um desenvolvimento auto-sustentado, lança o "PLANO BRESSER", voltado para o equilíbrio das contas públicas. (assistência aos problemas gerados a partir dos gastos públicos).A fim de deter o déficit público, elimina o subsídio do trigo e adia as grandes obras já planejadas, como a Ferrovia Norte – sul, o pólo petroquímico do Rio de Janeiro e o Trem Bala entre Rio e São Paulo.

Com o novo plano em ação, é decretado pelo governo, congelamento de preços, aluguéis e salários pelo prazo máximo de 90 dias. Além do congelamento, aumenta as tarifas públicas, extingue o gatilho salarial e no plano externo mantém a moratória. Foi instituída a U.R.P. – Unidade de Referência de Preços para fins de reajustes de preços e salários.

Após o período de 90 dias, a regra salarial determinava reajustes mensais com base na média da inflação do trimestre anterior, determinada pela média mensal da variação do IPC ocorrida no trimestre anterior, e aplicada a cada mês do trimestre subsequente. Nesta fase de flexibilização de preços, as regras estabelecidas para reajustes eram controladas e fiscalizadas. A flexibilidade de preços finalizaria, quando, configurada a estabilização de preços, tornar-se –possível a plena atuação da economia de mercado.

Foi garantido aos trabalhadores, a título de antecipações, o reajuste mensal dos salários, em proporção idêntica à variação da URP, excetuando o mês da data base. Estas antecipações seriam compensadas nas datas bases.

Poucos meses após a implantação do plano, a inflação voltou a crescer, graças às pressões para aumento dos preços dos bens que tinham ficado defasados quando do congelamento. Como as empresas temiam novo congelamento de preços no final do ano, foram feitas remarcações defensivas que contribuíram para o aumento da inflação. Além disso, a atividade econômica continuou desacelerando. Devido a moratória a pressão dos países credores foi também um dos fatores que arruinaram esse plano.

Fracassado nas previsões dos resultados, o plano também não obtém éxito, quanto ao controle da inflação. Provoca perdas salariais e retaliações de governo estrageiros, por causa do não pagamento da dívida externa. No final de 1987 a inflação chega a 366% e em 06/01/88 o ministro Bresser sai e no seu lugar entra Maílson da Nóbrega. 


PLANO VERÃO

DECRETO LEI Nº 7.730/89, DE 31 DE JANEIRO DE 1989

Ainda no Governo Sarney, o novo Ministro MAÍLSON DA NÓBREGA assume em 06/01/88 o ministério da fazenda com o propósito de realizar uma política econômica de "FEIJÃO COM ARROZ" ( assim o ministro classificou o novo pacote) , ou seja, conviver com a inflação sem adotar medidas drásticas, mas apenas ajustes localizados, a fim de evitar a hiperinflacão.

"No ano de 1988, a inflação aumentou progressivamente e o produto agregado quase não cresceu. O governo procurou administrar os preços sobre os quais tinha controle direto, os preços das tarifas públicas e a taxa de câmbio. Mesmo tentado diminuir as necessidades de financiamento do setor público, comprimindo os salários do funcionalismo, a administração de preços acabou aumentando o déficit público ainda mais".

"ao assumir o cargo o ministro deparou com uma inflação em torno de 366% em final de 1987 e no final de 1988 chega a 933%". Em 15/01/89, o ministro, apresenta o novo plano econômico, com o mesmo objetivo dos planos lançados anteriormente ( CRUZADO I/II e BRESSER), O "PLANO VERÃO ".a intenção era dar combate a inflação através do controle das dívidas dos setores públicos ( redução do déficit público ), privatização de empresas estatais, demissão de funcionários e contração da demanda interna.

O novo plano econômico: cria o CRUZADO NOVO, impõe outro congelamento de preços por tempo indeterminado; acaba com a correção monetária; propõe a privatização de diversas estatais e anuncia vários cortes nos gastos públicos com a exoneração dos funcionários contratados nos últimos cinco anos A unidade do Sistema Monetário brasileiro passa a denominar-se "CRUZADO NOVO", fica mantido o centavo para designar a centésima parte da nova moeda. O cruzado novo correspondente a Cz$ 1.000,00 ( um mil cruzados), e as importâncias em dinheiro escrever-se-ão precedidas do símbolo NCz$.(cruzado novo de 16/01/89 a 15/03/90 – 1.000 cruzeiros = 1,00 cruzado novo).

O governo realinhou os preços públicos e comprometeu-se com uma política fiscal austera. Além disso desvalorizou a taxa de câmbio para ampliar o saldo comercial. Na execução do plano, o governo subestimou os reajustes de preços ocorridos nas últimas semanas que o precederam. A inflação de janeiro surpreendeu o governo. O Plano Verão não pôde funcionar já que tinha sido completamente antecipado e, além disso, o governo não desfrutava de credibilidade. A inflação ficou fora de controle no ano de 1989.

A situação financeira do setor público é considerada uma das responsáveis pela crise econômica que o Brasil atravessa. Há dois indicadores que mostram a fragilidade das contas do governo: o déficit público e a evolução da dívida interna ( o montante devido pelo setor público ).

Os cortes nos gastos públicos não foram feitos, as previsões de redução do déficit público não foram cumpridas, o plano fracassa e a inflação dispara.

De fevereiro de 1989 a fevereiro de 1990, chega a 2.751%. Além de não evitar a elevação da inflação, o plano causa forte recessão. ( os índices de desemprego tornaram-se alarmantes).

Apesar dos esforços e sobressaltos, o presidente "Sarney" se despediu do poder com uma inflação de 84% ao mês. A economia brasileira começou os anos 90 em ritmo de hiperinflação.


PLANO COLLOR

O Plano Collor foi instituído pela lei 8.024/90 de 12 de abril de 1990, adotado pelo presidente da República Fernando Collor de Mello.

A moeda nacional passou a denominar-se CRUZEIRO, com o símbolo Cr$ e ficou mantido o centavo como a centésima parte da moeda.

O Banco Central do Brasil, providenciou as novas cédulas em Cruzeiro para a substituição do meio circulante e passou a serem expressos em Cruzeiro todos os valores contábeis, financeiros, cheques, títulos e tudo que possam traduzir em moeda nacional.

O presidente lançou o plano de estabilização da moeda, baseado em confisco monetário, congelamento de preços e salários, e reformulação dos índices de correção monetária.

Houve demissão em massa do funcionalismo público e extinção de autarquias, fundações e empresas públicas.

Em abril a inflação desabou de 45% ao mês para 7,87%. Porém, quatro meses depois "o tigre" ressuscitou. O índice já atravessava a faixa dos 12% ao mês.

A inflação já retomava a escalada dos velhos tempos, quando a equipe econômica teve uma nova idéia : O COLLOR II.

Em virtude do governo ter conseguido deter a inflação, no dia 01 de fevereiro de 1991 foi lançado o plano econômico COLLOR II

O mesmo possuía como metas principais:

  • A racionalização dos gastos públicos;
  • Cortes de despesas;
  • Decretação do fim da indexação.

E mais uma vez o plano não funcionou.


O IMPEACHMENT

Já em 1991 circularam suspeitas de envolvimentos de ministros e altos funcionários em uma grande rede de corrupção. Até a 1ª Dama Rosane Collor, dirigente da LBA, foi acusada de mal versão do dinheiro público. As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa companha da imprensa.

Em 1992 surgiram denúncias como o caso "Esquema PC" e "Ana Acioli", secretária de Collor que confirmou depósitos regulares feitos pelas empresas de Paulo César Farias (o PC) nas contas fantasmas movimentadas por ela.

Com toda a descoberta das fraudes, manifestações por todo o país se tornaram frequentes, como os estudantes em passeatas pedindo o impeachment do presidente.

Até que o Congresso Nacional, pressionado pela população, vota o impeachment presidencial. Afastou Collor do cargo, que teve seus direitos públicos cassados por 8 anos. Porém hoje, depois de tudo que fez contra o nosso país ele tem e está usando o direito de voltar a política.


O PLANO REAL

Após várias tentativas no combate à inflação, chegou-se a algumas conclusões:

  • A primeira foi que a política de congelamento é altamente problemática;
  • E de que os choques abruptos na economia criaram uma expectativa desfavorável nos agentes.

O Plano Real, começou a ser gerado em junho de 1993, com a introdução do PLANO AÇÃO IMEDIATA- PAI. O objetivo era criar condições necessárias para a implementação ex-post de um plano de estabilização econômica

O "PAI " elencou uma série de problemas enfrentados pela economia brasileira e uma série de medidas para contornar a situação.

Abaixo seguem algumas medidas:

  • Corte de gastos públicos, incluindo despesas correntes e de capital;
  • Renegociação rígida das dívidas dos Estados e Municípios;
  • Criação do IPMF, posteriormente mudado para CPMF.


O PLANO DE ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA

Implementado pelo governo, o plano de estabilização econômica, possuía três fases. A primeira fase foi chamada de Plano FHC (Fernando Henrique Cardoso) e tinha como principal meta um ajuste fiscal. Para a implementação deste, o governo utilizou as seguintes medidas:

  • Criação do Fundo social de Emergência;
  • Cortes no orçamento de 1994;
  • Proibição de emissão de novos títulos públicos.

A URV (Unidade Real de Valor) e o Real, na teoria nasceram há dez anos, nos estudos dos economistas Pérsio Arida, André Lara Resende e Francisco Lopes.

A teoria clássica dizia Que "a moeda podre expulsa a boa". André Lara Rezende propôs então a anti-lei: criar mecanismos pelos quais a moeda boa expulse a podre.

O principal objetivo do período da URV foi o de permitir um aumento substancial de preços e salários, e a eliminação da indexação retroativa, sem a necessidade de um subsequente congelamento de preços e salários para conter a inflação, como ocorreu nos planos de estabilização anteriores.

" O objetivo dessa Segunda fase foi a indexação total da economia, em URV, promovendo uma geral acomodação dos preços relativos. Com todos os preços em UVR, esperava-se quebrar a inflação enercial, que é expectativa de um aumento de preços, e que era, seguramente uma das mais importantes causas do processo inflacionário."

(Galvani, 1995. P. 13)

A estratégia formulada pelo governo permitiu um processo de desindexação da economia sem choques.

A conversão de cruzeiro para real deu-se no dia 1º de julho de 1994, e ficou estabelecido que Cr$ 2.750,00 equivalia-se a R$ 1,00. Por determinado período a economia conviveu com duas moedas: uma em extinção (o cruzeiro), e uma nova (o real). Com a reforma monetária tem-se o final da terceira fase do plano real.


A POLÍTICA MONETÁRIA E FISCAL DO PLANO REAL

Falar sobre a política monetária e fiscal do Plano Real é acima de tudo entender o comportamento de juros na economia pós-real

O plano possui como principais pilastras a âncora cambial, salarial e os juros altos. O governo ao valorizar o câmbio, tenderia a incentivar as importações. Consequentemente, a concorrência aumentava no mercado interno, ocasionando assim um freio para a diminuição de preços.

Ao juntar-se a valorização cambial e a abertura comercial, observa-se um crescente déficit em transações correntes. Como o governo possuía a obrigação de no mínimo, fechar o balanço de pagamento com o saldo nulo, ele utilizava a taxa de juros como uma forma de atrair capitais de curto prazo para compensar o déficit em transação corrente.


PROBLEMAS DO PLANO

O período que vai de 1995 a 1998 possui como uma de suas grandes características o aumento de desemprego. Tal fenômeno pode ser explicado por dois fatores: o primeiro foi a valorização de câmbio que incentivou as importações, com isso, gerando mais emprego nos países exportadores e desincentivou as exportações, consequentemente diminuindo o quantum de trabalho ofertado no Brasil. A Segunda variável foi a política recessiva do governo federal, as elevadas taxas de juros influenciaram negativamente na economia

A elevada taxa de juros acompanhada dos baixos superávits primários ocasionaram um aumento espetacular da dívida interna. A figura abaixo demonstra a evolução da dívida pública .

Quando observa-se as variações do Produto Interno Bruto no período de 1994 a 1998, percebe-se claramente uma diminuição do crescimento. Como o crescimento do produto foi inferior as taxas de inserção de novas pessoas no mercado de trabalho o nível de desemprego aumentou vertiginosamente. A figura abaixo demonstra com precisão o aumento de desemprego na região metropolitana de São Paulo.

 

 
CONCLUSÃO

A elaboração deste trabalho nos mostrou detalhadamente os diversos métodos usados pelo governo para barrar a intensa inflação que assolava o país e consequentemente trazer desenvolvimento econômico.

Métodos estes, onde a mais sacrificada, como de costume , foi a população, composta de seus assalariados, dos produtores agrícolas e dos pequenos e médios empresários.

Com seus congelamentos de salários, que já erram humilhantemente baixos, e suas altas de juros, estes planos acabaram por resultar em maior desequilíbrio econômico e grandes índices de desemprego. Como exemplo, o Plano de "Inflação Zero", que com apenas 6 dias decretado, seu efeito foi o de um terremoto, sacudindo todo o país. Que pelo contrário, tal plano, pregava um paraíso econômico com inflação inexistente, preços inalterados, aumento real dos salários e desenvolvimento perene.

Mas como maior prejudicada, a população foi às ruas em forma de protesto e desabafo, mostrando sua indignação.

Contudo, após grandes períodos de recessão, nossa economia conta com mais um dos planos econômicos do governo, o REAL. Mas desse não podemos mostrar consequências finais, não se demostra tão vulnerável e felizmente benfeitorias já nos trouxe, em comparação dos planos anteriores.

Mas o mais significativo é sobressaltar a importância do VOTO, pois tais criadores de planos anteriores, diretamente ou não, fomos nós quem os colocamos no poder.


TRANSPARÊNCIA I

GOVERNO DE JOSÉ SARNEY (1985-1990)

PLANO CRUZADO

Maior dívida externa do planeta (100 bilhões de dólares, em 1985)

PLANO CRUZADO: (Plano de Estabilização Econômica), lançado em fevereiro de 1986) pelo ministro da Fazenda Dilson Funaro, implantando uma nova moeda, o CRUZADO. Foram cortados 3 zeros do Cruzeiro.

Metas do governo: Congelamento dos preços e salários; Seguro-Desemprego garantia e criação de um Gatilho Salarial.

Objetivo do Plano: Conter o processo inflacionário que assolava o país naquele momento.

Consequências:

  • Alto consumo e crescimento econômico;
  • estocagem de produtos;
  • desabastecimento;
  • pagamento de ágio (o consumidor pagava além do preço estabelecido para obter o produto).

Apesar do resultado positivo no começo, o plano mais tarde gerou inflação, levando-o a fracassar.

PLANO CRUZADO II: criado para corrigir o plano anterior.

Metas:

  • novos congelamentos de preços
  • decretação da Moratória (não pagamento dos juros da dívida externa)

O plano tinha o objetivo de aumentar a arrecadação do governo em 4% do PIB

Consequências:

  • Saída de capital ( investimentos) do país;
  • Diminuição real dos salários;
  • Aumento do desemprego;
  • Insatisfação da população.

TRANSPARÊNCIA II

PLANO BRESSER

Lançado em 12 de julho de 1987.

Este programa não possuia a intenção de inflação zero, nem de desindexação (limitar o aumento de salários a inflação) plena da economia, procurava apenas diminuir a inflação e o déficit público.

MEDIDAS:

  • Congelamento dos preços e salários por 30 dias;
  • Flexibilização dos preços com reajustes mensais de preços e salários;
  • Estabelecimento de um novo indexador a URP(unidade de referência dee preços), para corrigir salários;
  • Adoção de uma política fiscal e monetária rigorosa, visando, assim, diminuir o déficit público e impedir o aumento da demanda.

Logo após a introdução do Plano Bresser a inflação declinou.

Porém, com medo de novos congelamentos, os agentes econômicos, os preços começaram a subir. Dentro deste contexto desfavorável, o então ministro Bresser Pereira pediu demissão.

PLANO VERÃO

Surgiu em 14 de janeiro de 1989.

O "Plano Verão" foi o terceiro plano de estabilização econômica e a Segunda reforma monetária, instituída no Governo Sarney, sendo elaborado pela supervisão do ministro Maílson Nóbrega (Fazenda).

MEDIDAS:

  • Reforma monetária: houve um corte de 3 zeros no cruzado;
  • Salários: a conversão dos salários tomou por base o poder de compra dos últimos 12 meses;
  • Os preços foram congelados;
  • Política fiscal: diminuição das despesas de custeio, demissão de servidores, privatizações e limitação nas emissões de títulos
  • Política monetária: elevação da taxa de juros reais a curto prazo e limitação do crédito.

O principal crédito do Plano Verão foi Ter tirado o país de uma rota hiperinflacionária, mas o cenário econômico do país era preocupante.

TRANSPARÊNCIA III

"PLANO COLLOR"

Lei nº 8.024/90, de 12 de abril de 1990.

Medida provisória nº. 168, de 1990, adotada pelo presidente da República FERNANDO COLLOR DE MELLO.

  • Moeda Nacional: CRUZEIRO
  • Símbolo: Cr$
  • Centésima parte da moeda : CENTAVO
  • Banco Central do Brasil providenciou as novas cédulas e moedas para a substituição do meio circulante.
  • Um Cruzeiro corresponde a um Cruzado Novo.
  • Serão expressos em Cruzeiros tudo o que se possa traduzir em moeda nacional.
  • Estabilização da moeda: confisco monetário, congelamento de preços e salários, e reformulação dos índices de correção monetária.

COLLOR I E COLLOR II

  • Inflação desabou, em abril, de 45% ao mês para 7,87%;
  • 4 meses depois o índice passava dos 12% ao mês;
  • 1º de fevereiro de 1991 foi lançado o COLLOR II ( por ter conseguido deter a inflação );
  • Metas de racionalização dos gastos públicos, cortes de despesas e decretação do fim da indexação (limitar o aumento de salários a inflação, que é o gatilho salarial);
  • Suspeitas e denúncias de corrupção;
  • IMPEACHMENT – fora do cargo de presidente e direitos públicos cassados;
  • Atualidade – Collor de volta a política.

TRANPARÊNCIA IV

PLANO REAL (1994)

Foi implantado em 1994

MEDIDAS:

  • Conter os gastos públicos;
  • Acelerar o processo de privatização;
  • Controlar a demanda;
  • Pressionar os preços pela facilitação das importações.

"No campo econômico, o governo enfrenta sérias dificuldades. A falta de resultados na política de combate à inflação, começa a desequilibrar o governo e o prestígio do próprio presidente da República."

Itamar Franco apoia a candidatura do ministro da Fazenda, FHC a presidência da República.

. Em 1995: FHC apresenta a disputa eleitoral como idealizador do Plano Real .


Alguns ajustes na economia:

Aumento da taxa de juros;

Desvalorização do câmbio.

O governo controla a inflação em níveis bastante baixos. Surgindo sinais de recessão, como a inadimplência, queda no consumo e demissões em massa.