Metodologia do Ensino Superior
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Resumo do livro: METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR



Autor: Antonio Carlos Gil, 3ª Edição, São Paulo, Editora Atlas S.A. , 1997


Professor Universitário

A formação do Professor Universitário

Professores de ensino fundamental e médio, de modo geral, passam por um processo de formação pedagógica, já os professores dos cursos universitários não chegam a passar por qualquer processo sistemático de formação didática. Na maioria dos casos, eles alegam que por lidaram com adultos não necessitam da formação didática.

A desvalorização da preparação pedagógica dos professores universitários deve-se à própria universidade, que não valoriza os docentes.

Requisitos técnicos

É primordial que o professor antes de ministrar sua aula, tenha conhecimento e profundidade no assunto. Ele precisa obter uma cultura geral, conhecimentos e habilidades pedagógicas, procurando se aperfeiçoar sempre.

Metodologia e Didática do Ensino Superior

O Conselho Federal de Educação, por meio da Resolução nº 12/83, determinou que os cursos de Especialização (Pós-graduação lato-sensu) destinassem pelo menos um sexto de sua carga horária mínima para disciplinas de conteúdo pedagógico. Os mais frequentes são Metodologia do Ensino Superior, que procura esclarecer o professor acerca da elaboração de planos de ensino, e Didática do Ensino Superior que é mais complexo e amplo, pois não só envolvem conteúdos, mas também componentes intuitivos e valorativos.


O Compromisso Social do Professor

Educação e Sociedade

Para que se tenha uma história de Pedagogia, temo que considerar tanto as doutrinas pedagógicas quantos os fatos educacionais concretos, que têm sua origem na ação dos governos ou de segmentos da sociedade, porém serão consideradas somente as principais perspectivas pedagógicas deste século e suas relações com os modelos de atuação do professor em sala de aula.

As perpectivas Educacionais

A perspectiva clássica: esta perspectiva vê os alunos como instrumentos passivos, capazes de aprender e aceitar orientações, e são considerados imaturos para iniciar qualquer atividade significativa. A abordagem clássica é a de adaptar os alunos à tarefa de aprendizagem. A perspectiva clássica pode ser vista como capaz de incorporar inovações, pelo menos no que se refere à tecnologia de ensino.

A perspectiva humanista: esta perspectiva centraliza-se no aluno, a preocupação é adaptar o currículo ao aluno, são classificados por seus críticos como utópicos ou românticos, porque enfatizam mais a liberdade que a eficiência. A abordagem humanista é influenciada por educadores como Paulo Freire e também pelo psicólogo Carl Rogers, que propõe o ensino centrado no aluno em que o papel fundamental do professor é o de facilitador da aprendizagem.

A perspectiva Moderna: esta perspectiva absorve uma tendência da humanista com a clássica. Para John Dewey a escola deveria harmonizar as necessidades individuais das crianças com os valores coletivos e prioridades da sociedade. Esta perspectiva tornou-se a mais adequada para uma sociedade moderna e democrática, sua ênfase se dá no processo ensino-aprendizagem, na orientação para a solução de problemas.

Ensino e Aprendizagem

Uma questão de ênfase: a ênfase colocada no ensino ou na aprendizagem torna-se, pois importante indicador do modelo de atuação do professor. Os conceitos de ensino são: instrução; orientação; comunicação e transmissão de conhecimentos. Já os conceitos de aprendizagem são: descoberta, apreensão, modificação de comportamento e aquisição de conhecimentos direcionado ao aluno.

Os Planos de Ensino

O Planejamento das Atividades Educacionais: O planejamento de ensino envolve quatro elementos necessários e suficientes para a sua compreensão: processo, eficiência, prazos e metas. O Planejamento Educacional envolve um processo sistematizado, com maior eficiência às atividades educacionais para, em determinado prazo, alcançar o conjunto das metas estabelecidas, bem como a preparação, acompanhamento e aperfeiçoamento.

Níveis de Planejamento

Planejamento Educacional: Prevê a estruturação e o funcionamento do sistema educacional como um todo, está a cargo das autoridades educacionais, no âmbito do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Educação e dos órgãos estaduais municipais.

Planejamento curricular : O planejamento curricular é de natureza multidisciplinar, envolve a direção do estabelecimento de ensino, seu corpo docente e também especialistas na área. E tem como objetivo fundamental harmonizar as exigências de uma formação efetiva com os recursos humanos materiais e financeiros disponíveis.

Planejamento de Ensino: Faz parte do planejamento de ensino que o professor defina objetivos, conteúdo da disciplina, seleção de estratégias e recursos de ensino e também de avaliação. O professor precisa decidir objetivos a serem alcançados pelos alunos e facilitar a aprendizagem.

A Elaboração de Planos de Ensino

As várias modalidades de planos

O planejamento educacional desenvolvido pelas autoridades governamentais dá origem a planos nacionais, estaduais ou municipais de educação. Os planos são geralmente subdivididos em programas ou projetos. Do Planejamento Curricular se originam planos de curso que esclarecem acerca dos objetivos dos cursos que a escola oferece. Já a partir do planejamento em planos de ensino, elabora o plano da disciplina, que envolve as ações a serem desenvolvidas durante o ano letivo. A seguir, elabora os planos de unidade, que visam orientar sua ação em relação a cada uma das partes do plano da disciplina.


A Formulação dos Objetivos

A função dos objetivos

A função dos objetivos tenta definir com precisão o que se espera que o aluno seja capaz de fazer após a conclusão de um curso, disciplina ou unidade de ensino.

Histórico dos objetivos Educacionais: Herbert e Spencer são considerados os pioneiros no movimento de objetivos explícitos na educação. Franklin Bobbit propôs o estabelecimento de objetivos em termos bem definidos, sua obra How to make a curriculum, 1924 importante marco no movimento de objetivos explícitos na educação. Ralph Tyler, 1949 publica o livro Princípios básicos de currículo e ensino. Em 1956, Benjamin Bloom publica a Taxionomia dos Objetivos educacionais.

Objetivos Gerais e Específicos

Os objetivos gerais têm caráter finalístico e os objetivos específicos têm um caráter intermediário. O primeiro refere-se àquilo que o aluno será capaz de fazer após a conclusão da disciplina ou do curso. Já os objetivos específicos são utilizados para identificar os comportamentos esperados dos alunos ao final das unidades da disciplina ou das aulas ministradas.

Características dos Objetivos Úteis

Referências ao desempenho dos alunos: Os objetivos de aprendizagem referem-se ao desempenho do aluno, ou seja, indicam o que se espera que o aluno será capaz de saber ou fazer ao final de determinada unidade de ensino. É preciso que um objetivo seja clar e preciso, e que tenha realismo. Sugerem-se que os objetivos sejam expressos com frases iniciadas com verbos de ação que expressem claramente o comportamento esperado do aluno.

Classificação dos objetivos de aprendizagem

Os Domínios da aprendizagem: Os objetivos de aprendizagem podem ser classificados em três domínios: cognitivo, afetivo e psicomotor.

Cognitivo: ligados a conhecimentos, informações ou capacidades intelectuais, bem como: a) memorização; b) compreensão; c) aplicação; d) análise; e) síntese; f) avaliação.

Afetivo: relaciona-se com sentimentos, emoções, gestos ou atitudes, bem como: a) receptividade; b) resposta; c) valorização; d) organização; e) característica por um valor ou complexo de valores.

Psicomotor: enfatizam o uso e a coordenação dos músculos, são eles: a) movimentos de reflexos; b) movimentos fundamentais; c) habilidades perceptivas; d) habilidades físicas; e) movimentos de habilidade; f) comunicação não discursiva.


Conteúdos

A função dos conteúdos

O conteúdo passa a ser encarado como elemento para a concretização dos objetivos, exige muito conhecimento da matéria a ser lecionada e também do grupo de alunos a quem será apresentada e devem ser criteriosamente selecionados e organizados de forma racional.

Critérios para seleção dos conteúdos : Vinculação aos Objetivos (clareza, precisão e realismo); Validade (digno de experiências) ; Significação ( relacionado às experiências pessoais do aluno); Flexibilidade ( professor deve superar dificuldades e imprevistos que aparecerem); Utilidade (seleção dos conteúdos e interesses dos alunos); Adequação ao nível dos alunos (identificar o nível de maturidade e de adiantamento dos alunos para definição dos conteúdos); adequação do tempo (carga horária).

A Ordenação dos Conteúdos

Deverá haver uma ordenação criteriosa que simplifica a compreensão dos conteúdos, favorecendo o progresso da aprendizagem num espaço de tempo mais curto. Apresentação de conceitos e fórmulas que são tidos como importantes para o desenvolvimento do programa.


Estrátégias de Ensino-Aprendizagem

Conceituação de Aprendizagem

Ocorre aprendizagem quando em virtude da experiência, uma pessoa manifesta alteração de disposições, tais como atitudes, interesses ou valores, aquisição de conhecimentos, ou ao desenvolvimento de habilidades e atitudes em decorrência de experiências educativas, como aulas, leituras, pesquisas etc.

O Processo de Aprendizagem

A complexidade do problema: são eles: diferenças individuais (educação recebida, condições de vida); Motivação: (vontade de aprender ou não); Concentração: (depende da motivação) como por exemplo: indisposição orgânica, ansiedade, preocupações, Reação: (reagir ao que é apresentado) estar envolvido com a matéria e fazer exercícios; Realimentação (feedback); Memorização ( auditiva, visual, cinestésica) envolve também a compreensão, motivação e atenção; Transferência: ( oque foi aprendido pode ser aplicado a outras situações) semelhança entre a matéria e suas aplicações).

Como aplicar princípios Psicológicos à aprendizagem: a) reconhecer as diferenças individuais; b) motivar os alunos; c) manter os alunos atentos; d) participação; e) estimular reações dos alunos; f) criar condições para possibilitar a transferência; g) fornecer feedback; h) favorecer retenção.

Como ser um Facilitador da Aprendizagem

Carl Rogers recomenda o uso do ensino para a "facilitação"da aprendizagem e apresenta algumas qualidades do facilitador da aprendizagem: a) autencidade (facilitador deve ser uma pessoa real); b) apreço pelo estudante (apreciar o estudante, seus sentimentos, as suas opiniões, a sua pessoa); c) compreensão empática ( colocar-se na posição do estudante).

As Estratégias de Ensino Aprendizagem

O professor deve aplicar estratégias, ou seja, da aplicação dos meios disponíveis com vistas à consecução de seus objetivos para facilitar a aprendizagem dos alunos.


A Aula Expositiva

Caracterização

A aula expositiva é utilizada pelos professores com o objetivo de transmitir informações aos alunos, é considerado o procedimento mais adequado em todos os níveis de ensino. Ao mesmo tempo que é defendida por alguns professores como sendo a aula expositiva uma estratégia de ensino mais empregada, outros porém, a criticam, pois alegam que os fatos são transmitidos das fichas do professor para o caderno do aluno sem passar pela mente de nenhum dos dois.

Fundamentos Teóricos da Exposição

O modelo clássico de exposição: A idéia de que é possível ensinar os alunos por meio de explicação oral é tida no sentido clássico,mas este tipo de modelo de aprendizagem é considerada problemática, pois o professor preocupa-se em expor a matéria e niglencia a importância do interesse e da atenção do aluno.

Aplicação dos Princípios de Comunicação em Sala de Aula:

Em relação a fonte: O professor é a principal fonte de comunicação, de forma a transmitir adequadamente suas idéias e emoções e que devem seguir alguns cuidados como: a) definir como clareza os seus objetivos; b) fazer com que os alunos conheçam os seus objetivos; c) organizar as idéias; d) cuidar para que o tom de voz, a altura e o ritmo não desagradem aos alunos.

Em relação à mensagem: alguns cuidados devem-se ter em relação à mensagem que será transmitida: a) cuidar para que a mensagem se ajuste às características e necessidades dos alunos; b) elaborar a mensagem de forma clara, precisa e concisa; c) planejar a seqüência dos tópicos; d) considerar não apenas a seqüência lógica, mas também a psicológica; e) imprimir certo colorido emocional à mensagem; f) incluir , quando oportuno, anedotas e fatos pitorescos; g) propor situações problemáticas para manter os alunos em atitude reflexiva; h) apresentar as idéias mais importantes de formas diversas para não provocar monotonia; i) evitar a tentação de expor o tempo todo.

É necessário também que o professor utilize outros canais de comunicação e que a mensagem não seja apenas ouvida, mas também vista, tocada, porque assim pode ocorrer a percepção.

Para influir positivamente no processo de recepcão e aceitação das mensagens, o professor pode: a) desenvolver a empatia; b) manter-se atendo para as reações dos alunos; c) criar em sala de aula um clima de apreço, aceitação e confiança; d) desenvolver nos alunos uma atitude permanente de curiosidade em relação à disciplina; e) identificar o nível de conhecimentos e as expectativas dos alunos; f) criar condições para que os alunos ofereçam retroalimentação.

O uso adequado da aula expositiva: A aula expositiva apresenta uma série de limitações, e que a torna inadequada em muitas situações, porém em termos econômico-administrativo a aula expositiva mostra-se muito mais econômica que outras estratégias; bastante flexível, é um meio rápido, pode ser dada por qualquer profissional que domine a matéria, mesmo que não disponha de maiores conhecimentos pedagógicos. À medida que a aula expositiva se aplica aos princípios da comunicação científica, ela se torna mais eficiente, e mostra-se adequada para: a) transmitir conhecimentos; b) apresentar um assunto de forma organizada; c) introduzir os alunos em determinado assunto; d) despertar a atenção em relação ao assunto; e) transmitir experiências e observações pessoais não disponíveis sob outras formas de comunicação; f) sintetizar ou concluir uma unidade de ensino ou em curso.


A Discussão

O Valor Pedagógico da discussão

A discussão é vista como uma das estratégias mais sucedidas em termos de aprendizagem e para o ensino superior, além de ser um divertimento intelectual é também um exercício de liberdade para os alunos. Também favorece a reflexão em termos de leitura ou exposição; desenvolve novos conhecimentos, oportunidade de fórmula princípios com suas próprias palavras, conscientização dos problemas, aceitação de informações ou teorias criticas.

Discussão com a classe toda: A estratégia de discussão em sala de aula precisa ser desenvolvida pelo professor com considerável habilidade e didática. Convém que as discussões sejam precedidas por alguma outra atividade, como leitura de um texto, uma preleção, demonstração ou dramatização. Para iniciar uma discussão o professor poderá fazer perguntas para estimular a participação e vencer as resistências dos alunos. Saber formular perguntas é para manter a discussão que devem ser estruturar para analisar relações, implicações ou causas de fatos ou fenômenos. É importante também que se crie um clima sem que seja desperdiçado e os estudantes com idéias relevantes se sintam livres para expressas suas opiniões. É comum que alguns professores encontrem algumas barreiras (resistências dos alunos) como: a) informação insuficiente; b) conclusões prematuras do professor; c) consenso prematuro dos alunos.

O Seminário

Outro tipo de discussão é o Seminário que vem da palavra latina semen (=semente) para semear ou fertilizar idéias. O seminário tem por objetivo estudar um tema, e geralmente é realizado em grupo sob a coordenação de um especialista.

Os seminários mostram-se úteis para: a) identificar problemas; b) reformular problemas sob ângulos diferentes; c) propor pesquisas para solucionar problemas; d) formular hipóteses de pesquisa; e) acompanhar o desenvolvimento de pesquisas; f) apreciar e avaliar os resultados de estudos e pesquisas. É importante ressaltar também que o objetivo do seminário não é só de expor o tema, mas si de criar condições para a discussão.

Discussão em pequenos Grupos

Fracionamento: Consiste em fracionar um grupo grande em pequenos grupos de modo a facilitar a discussão, é útil para obter informação rápida sobre expectativas, necessidades, problemas e propostas dos alunos.

Painel Integrado: É uma estratégia de fracionamento que se desenvolve em dois momentos. 1) a classe é dividida em pequenos grupos, cada qual com uma tarefa diferente e debatida dentro de determinado prazo. 2) Novos grupos constituídos por um elemento de cada um dos grupos formados anteriormente. Nesse novo grupo cada participante relata o que foi discutido no grupo anterior e a conclusão a que se chegou. O grupo passa a rediscutir as conclusões, completando-as se for o caso e anotando as modificações sugeridas.

Grupo de Verbalização e Grupo de Observação (GV/GO)

Os grupos são separados (metade dos alunos da classe) e dividem-se com a finalidade de discutir um tema e o segundo grupo(GO) com o objetivo de analisar o procedimento e comportamento do primeiro grupo.

Grupos para formulação de questões

Estratégia boa para estimular os alunos a falar. Serve também para fazer uma espécie de triagem das questões levantadas eliminando o que for de irrelevante ou impertinente.

Grupo de cochicho

Este grupo é bastante informal, de fácil organização, aplicável a grupos grandes e que favorece a participação total da classe, que possibilita à participação individual e para a expressão das características heterogêneas dos membros em relação a conhecimentos, experiências e opiniões pessoais.


Simulações

Conceituação

Simulações são estratégias que colocam o aluno bem próximo de situações reais e que possibilitam um feedback imediato acerca das conseqüências de seus comportamentos, atitudes e decisões. Essas experiências fazem com as simulações sejam vistas como estratégias adequadas para uma série de objetivos. Já no ensino superior dirigem-se mais ao domínio afetivo e sobretudo ao desenvolvimento de atitudes dos alunos. Os principais objetivos para serem usados na simulação são: a) estimular a reflexão acerca de determinado problema; b) promover um clima de descontração entre os alunos; c) favorecer o autoconhecimento; d) desenvolver a empatia; e) analisar situações de conflito; f) desenvolver atitudes específicas; g) desenvolver habilidades específicas.

Simulações são mais aplicáveis no treinamento de pessoal do que ensino superior. Existem quatro (4) tipos de simulações: a) demonstração; b) processo do incidente; c) estudo de caso; d) dramatização.


Os Recursos Audiovisuais

Comunicação e Recursos Audiovisuais

Os recursos de audiovisuais constituem-se em importantes ferramentas à disposição dos professores para facilitar a comunicação docente e quando bem elaboradas são capazes de despertar a atenção dos alunos de forma bem superior à exposição oral. Geralmente os recursos audiovisuais não substituem a realidade, pois nem sempre está organizada e, consequentemente não constitui garantia de aprendizagem. O que mais ajuda o aluno a reter o aprendizado é o seu próprio interesse, experiência, organização da matéria e repetição daquilo que foi transmitido. Quanto à avaliação, os recursos audiovisuais podem ser utilizados também para aprendizagem, como o uso de gravadores e videocassetes.

Em termos de desvantagens, o principal problema dos audiovisuais é que, muitas vezes desestimulam a adoção de um papel mais ativo por parte do aluno. É o caso do uso constante de retroprojetores, que demasiadamente não ajudam na aprendizagem do aluno. O professor que decidir pela utilização de audiovisuais, deve considerar que estes apesar de serem atraentes e agradáveis, deveriam em primeiro lugar, estimular o interesse pela matéria e não despertar o atenção sobre si mesmos.

Alguns recursos de audiovisuais mais usados são: Recursos Visuais: cartazes, quadro-de-giz, transparências, flip-chart (bloco de papel), álbum seriado, Recursos Auditivos: rádio, fita magnética, Recursos audiovisuais tradicionais: televisão, videocassete, cinema sonoro, diapositivos com som e Recursos audiovisuais integrados ao computador: data-show, projetor de multimídia, videodisco.


A Avaliação da Aprendizagem

A importância da avaliação

Em questão de avaliação são inúmeros os casos que podem ser considerados objetos de acusações, alguns deles são: a) stress; b) consumir tempo dos professores e dos alunos também; c) incentivo a fraude; d) competição; e) ensino voltado em função das provas; f) mais forma do que conteúdo; g) especulação com a sorte; h) não respeitarem o saber elaborado pelos alunos.

Não se pode pensar em educação por objetivos sem considerar algum tipo de avaliação.

Fundamentos de uma Avaliação adequada ao ensino superior nos tempos atuais

A principal função da escola passa a ser a de promover o desenvolvimento do indivíduo, ou seja, fornecer aos alunos os conhecimentos e as habilidades necessárias para viverem de forma eficiente numa sociedade complexa. Assim a escola passa a ser vista como um método de coleta e análise dos dados necessários à melhoria da aprendizagem dos alunos, como parte integrada e essencial desse processo, e não como instrumento de seleção.

Alguns conceitos que devemos levar em conta, em relação à avaliação são: a) a avaliação vincula-se diretamente aos objetivos da aprendizagem; b) a avaliação dever ser contínua; c) a avaliação deve ser objetiva; d) a avaliação deve abranger os diversos domínios da aprendizagem; e) a avaliação deve envolver também o julgamento dos alunos, quando estes estiverem amadurecidos.

As Técnicas de Avaliação

As Estratégias de técnicas são: Provas discursivas – dissertações; Provas objetivas – associação, ordenação, questões de certo ou errado, escolha múltipla, questões de completamento, Provas práticas, Provas orais, Observação, Questionários, Diários de Curso ( registro diário e conciso das atividades realizadas no curso) e Entrevistas.