Fato Social em Durkheim
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Fato Social em Durkheim


A coisificação

A análise de tal questão é destinada ao desbravamento da formação do conceito de Durkheim no que diz respeito ao fato social. Como o mesmo comenta em várias partes da sua obra, a questão ímpar consiste em "...considerar os fatos sociais como coisas"1.

O que é uma coisa então? Tal resposta denota simplicidade, mas nela repousa todo o conceito do autor e conseqüentemente seu método. " Uma coisa opõe-se à idéia"2. E por isso mesmo que são considerados coisas os fatos sociais. Por que não se submetem à simples observação corriqueira e obtenção instantânea da compreensão. É preciso muito mais do que tomar posse de seu conhecimento, é necessário que seu conceito tome posse de nós.

O acontecimento em análise requer perseverança e experimentação acima de tudo. É necessário que analisemos um passo à frente, levando em consideração sua inconstância e desdobramento interior.

A coisificação sempre estar ligada à questão da exterioridade como verça o autor a seguir: "Devemos, portanto, considerar os fenômenos sociais em si mesmos, desligados dos sujeitos conscientes que deles tem representações: É preciso estuda-los de fora, como coisas exteriores, por que é deste modo que se nos apresentam"3.

ɒ justamente nisso que repousa a coisificação. Na análise do meio e sempre levando em consideração sua mutação. Esta, talvez, venha a ser a característica que nos conduz à coisificação: "exterioridade e mutação".

Se analisarmos os fenômenos sociais como interiores a nós, estaríamos sujeitos a vários tipos de pré-conceitos e paixões que mistificariam os mesmos. Estes conceitos seriam solidificados por nossas consciências individuais e seriam considerados verdades somente por que o concebemos assim. Disso Durkheim fala a seguir:

"Não é possível o homem viver no meio das coisas sem fazer delas idéias segundo as quais o seu comportamento é regulado. Porém, como nossas noções estão mais próximas de nós e mais ao nosso alcance do que as realidades a que correspondem, tendemos naturalmente a substituí-las a estas últimas e fazer delas a própria matéria das nossas especulações"4.

Já os analisando como exteriores e mutáveis ( conceito expressivo de coisa ), ao tomarmos parte no seu estudo já nos conduziríamos a questiona-los e admitiríamos sua exterioridade e dependência, conseqüentemente mutáveis, independentes de nós mas escravos da sociedade.

E por que nos dispomos a analisar coisas, não materiais, mas tal como as materiais? Por que como Comte analisou, os fatos sociais são naturais e se submetem às leis naturais. Visto que na natureza só existem coisas. Estas podem ser materiais ou não, assim diferem, não bruscamente, mas há em cada uma, elementos distintos. Mas tal idéia nos leva a analisar todas de maneira semelhante, desse modo o material e o não-material tem a ótica de abordagem semelhante. E assim o fato social é analisado como todas as coisas.

Nossa ótica a respeito dos fatos sociais assim é igual à de concepções das coisas materiais. Na análise crítica, ao tempo que criadora das coisas comuns(naturais) nos vemos –não absolutamente- nos distanciarmos da coisa propriamente dita, e nos dispomos a analisar senão suas representações esquemáticas. Adiante se tem:

"... e são precisamente estas representações esquemáticas e sumárias que constituem as prenoções de que nos servimos para os usos correntes da vida. Não podemos, portanto, pensar em duvidar de sua existência, uma vez que nos apercebemos dela ao mesmo tempo que da nossa"5.

Com isto conclui-se que das coisas(fatos sociais) temos idéias do que representam, mas não do que são realmente. Sempre levamos em consideração em consideração seus conceitos e esquemas de representações, mas deixando de lado a idéia ‘real’ de coisa. É-nos difícil a libertação porque "elas não só estão em nós, como, por serem um produto de experiências repetidas, tiram da repetição e do hábito que dela resulta uma espécie de ascendente e de autoridade"6. Como deixa claro Durkheim, sentimos somente nossa corrente quando nos dispomos à libertação.

A concepção da coisificação, assim cremos, surgiu não certamente para o tratamento dos fatos sociais como coisas em essência. A mesma veio a constituir-se da idéia das representações destes fatos sociais no seio da sociedade. Tal idéia instituiu-se para que pudéssemos estudar conceitos e impressões, o que não aconteceria se concebêssemos como fatos sociais apenas as instituições instituídas.

Analisemos os seguintes acontecimentos: uma rebelião em um presídio e a moda. O que os motiva senão impressões? O que os concebe senão pré-conceitos e paixões? São fatos sociais tratados de maneiras distintas, porém em essência constituem-se de impressões de semelhantes naturezas, e muitas delas não estão ainda inseridas no seio da sociedade, não estão instituídas como normalidade visível. Todos os fatos sociais são coisas mas nem todos são instituições instituídas socialmente.

O que é a instituição afinal? A coisa é a oposição da idéia. Podemos dizer que instituição é a idéia básica.

A instituição instituída sobrevive na sociedade e a faz escrava. Ela é a idéia organizacionista e mecanicista da nossa insegurança que ordena que tudo o que concebemos repouse em bases sólidas e coesas. A institucionalização dogmática a cria. Os nossos olhos a alimentam e a nossa mente a faz crescer e evoluir. Nasceu do medo humano de querer ter influencia coerciva e capital sobre as formações e estruturas sociais. A exemplo a igreja, a família, o casamento, a rebelião e todas as formas de tendências, tanto as da arte quanto científicas.

A instituição não-instituída consiste em fatos sociais que os nossos olhos tem dificuldade de percepção. Tal instituição nasce da consciência coletiva que involuntariamente, influenciada por consciências individuais, cria paulatinamente, concepções e tendências a certo tipo de comportamento. A exemplo estão a moda e todas os tipos de tendências.

Da coisa podemos estudar conceitos e representações, já da instituição instituída nos vemos diante de um fato concebido realmente segundo nosso conceito de concepção do real. Este, talvez, não absolva a essência, mas estamos acorrentados aos nossos olhos.

A instituição instituída é fruto da consciência coletiva que percebe sua formação e evolução. A instituição não-instituída é fruto da consciência coletiva que não percebe sua formação e evolução.

Ambas são fatos sociais, são coisas.

A diferença de Durkheim é esse ponto. Ele passa não somente a analisar as instituições instituídas, mas as não-instituídas e as trata como "coisa" procurando estudar seus conceitos e impressões. Coisifica-as.

E tratando ambas assim, conclui-se que "a sociologia tem tratado, mais ou menos, exclusivamente, não de coisas, mas de conceitos"7, sobre coisas (instituições).

Vale a pena lembrar que o conceito de instituição não-instituída é puramente superficial, criado para representar fatos sociais quase que imperceptíveis a nós. A instituição é instituída em essência e independe da consciência individual. Ela existe na massa. A moda, por exemplo, existe e suas tendências instituem-se em si e não as percebemos. As instituições existem em graus diferentes de percepção e jamais existiriam se não fossem instituídas, impregnadas no contexto sócio-cultural. E passam a ser coisas e o fato social passa a ser amplo.

Durkheim nos fez perceber o quão é ampla a consciência social e nos fez abrir os olhos mostrando-nos que há muita coisa de que somos dependentes e outras tantas que concebemos de maneiras involuntária e imperceptivelmente.


Fato Social

Diz Durkheim:

"Acaso não me submeto às convenções da sociedade, se, ao vestir-me, não tenho em conta os usos seguidos no meu país e na minha classe, o riso que provocou e a aversão que suscito produzem, ainda que de uma maneira mais atenuada, os mesmos efeitos que uma pena propriamente dita. Em outros casos, a coerção não é menos eficaz por ser indireta."8.

E a seguir em outro fragmento: "Constituem pois, uma espécie nova e a eles deve atribuir e reservar a qualificação de sociais. Esta lhes convém, pois é evidente que, não tendo o indivíduo por substrato, não podem ter outro senão a sociedade..."9.

Consideremos primeiro e segundo textos.

No que foi extraído do autor, percebemos sua idéia básica do organismo do fato social. Sua estrutura e sua constituição, os dois textos resumem sucintamente o conceito de Durkheim a respeito do fato social. Observemos as seguintes características: no primeiro texto vê-se explícito a questão da coerção provocada pela sociedade em relação a certos comportamentos individuais e como são suscetíveis de serem coagidos tais consciências.

Ao observarmos nossos modos de agir, nos apercebemos quase que invariavelmente, que não somos senão seres que herdamos costumes e modos de fazer. Nos damos de encontro à dependência inescapável que nos conduz a certos tipos de comportamentos padrões que acabam por limitar-nos a um mundo fechado. Nós percebemos que somos seres adestrados a servir instituições (no conceito amplo), a igreja, a moda, o casamento, a classe social e etc. Somos seres guiados. Nos damos a penas morais ou sociais que muitas vezes valem mais que penas ‘reais’.

Acima de tudo, a sociedade ganha identidade quando coagi seus filhos a serem os outros, ou melhor, a ser o outro, aquele indivíduo padrão.

No segundo texto temos percepção de outra feição básica do fato social, sua exterioridade em relação às consciências individuais. Já que não tem o individuo como elemento formador, forma-se na sociedade. Disso surgi todo o emaranhado de sujeições que vivemos. Todas vêm de fora, formam-se na sociedade e nos obrigam a concebê-las. Muitas vezes nos ilusionam nos fazendo acreditar que são nossas, quando na verdade são frutos do exterior. Como diz Durkheim: "Somos, então, vítimas de uma ilusão que nos faz acreditar termos sidos nós quem elaborou aquilo que se nos impõe do exterior. Porém, se a complacência com que nos deixamos iludir a pressão sofrida, contudo, não a anula"10.

O que o autor verça é que todas as nossas formas de agir estão acorrentadas e sujeitadas à nossa receptividade social. Sempre há uma obrigação social a cumprir. Muitas vezes nem percebemos, mas somos fieis a dogmas e crenças que existem quase que invisíveis. "São as maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam a notável propriedade de existir fora das consciências individuais"11, diz Durkheim. Há uma obrigação social inescapável.

Durkheim afirma: "O que há de inteiramente especial na obrigação social é o fato de ela se dever, não à rigidez de certos arranjos moleculares, mas ao prestigio de que estão investidas certas representações."12.

Diferentemente dos hábitos individuais ou hereditários que nos dominam de dentro, nos impondo certas crenças ou práticas, a obrigação social vem a dominar o indivíduo de fora, impondo-o também crenças e práticas sociais. Conclui-se disso que o ascendente exercido por ambas é muito diferente.

Devemos nos atentar para o fato da "similitude"13, que nos mostra que outros fenômenos da natureza constituem-se da mesma característica do fenômeno social. Isto simplesmente porque uns e outros são coisas reais. E tudo que é real tem uma natureza definida que transparece e que devemos dar importância pelo fato de nunca deixar sobrepujar-se, deixa, no máximo, neutralizar-se.

A característica principal, que é a exterioridade, tem existência própria e vem a constituir, no sentido amplo da palavra, uma instituição.

O individuo já a encontra formada e não pode impedir sua concepção. Tem obrigação de, a ele próprio, concebe-la sem poder, quase impossível, modifica-la.

"Mas, para que haja fato social, é pelo menos necessário que vários indivíduos tenham combinado a sua ação e que desta combinação tenha resultado algum produto novo"14. Diz Durkheim. Isso nos leva admitir que, com, efeito, constroem-se fora de nós, certos modos de agir que não dependem da consciência individual, e que esta ação é pluralista e depende de um grupo para generalização do fato social, não torna-lo social para depois generalizá-lo. Conclui-se que estes certos modos de agir e juízos, podemos definir como, sem mistificar a palavra, instituição, organismo comum à consciência coletiva que leva a sociologia a ser instituída como "a ciência das instituições, da sua gênese e do seu funcionamento."15.

E assim conclui-se este tomo com a expressão capital e segura de Durkheim, onde mostra o nosso assujeitamento restrito e eterno:

"Desagrada ao homem abrir mão do poder sem limites sobre a ordem social que durante muito tempo se atribuiu e por outro lado, parece-lhe que, e existem verdadeiras forças coletivas, está necessariamente condenado a suporta-las sem poder transforma-las. Eis o que inclina a nega-las."16.


Ideação individual e coletiva

Ao propor a analise do "ser social"17, já dito neste trabalho, nos atiramos a esmiuçar suas facetas diversas. Falando em diversidade, é-nos fundamental lembrar e tentar desmembrar a questão da ideação. Vem-se a pergunta o que é ideação? Podemos dizer que o concito de ideação consiste na formação dos conceitos (ou absolvição) sociais, dogmas, crenças, representações e impressões por parte do individuo ou da coletividade. Retornamos, assim, à idéia da coerção e analisemos agora sua face individual e coletiva de sua representação na sociedade.

Comecemos pelo tomo: Fenômenos sociais, suas representações privadas. Durkheim afirma:

"Um pensamento comum a todas as consciências particulares, ou um movimento repetido por todos os indivíduos, não é por isso um fato social. Aqueles que se contentaram com esta característica para os definir foi porque os confundiram, erradamente, com aquilo a que se poderia chamar de suas encarnações individuais. O que os constitui são as crenças, as tendências, as práticas do grupo tomado coletivamente; quanto às formas que revestem os estados coletivos ao refratarem-se nos indivíduos, são coisas de uma outra espécie"18 .

Percebe-se no texto que o hábito coletivo em si, desviando toda sua similitude em relação ás ordens naturais, muitas vezes existe em certa concentração popular, mas mesmo no que tange à consciência coletiva, muito pouco, esse aspecto decerto, não se pode de tudo denominar fato social pelo fato de haver certo números de pessoa s que o fazem. São, como diz o autor, "encarnações individuais"19 , que se formam tomando por base às práticas e tendências de certos grupo e que são impregnadas nos indivíduos. Estes estados coletivos, desligados do conceito de conseqüência, guiam os indivíduos, que se lhes assimilam de modos diversos, o que já é outra discurção.

É a questão da repetição de algumas práticas que tornam paralela esta realidade refletida e que pulsa a manifestar-se. Resumido "uma alma coletiva"20. Disso pode ser a necessidade de diferenciação, necessidade de purificação do fato social para analisá-lo no seu estado de pureza e não confundi-lo com vulgos elementos do hábito coletivo que se fragmentam refletidos na consciência individual.

Analisemos a partir desse ponto as manifestações privadas que são sociais por serem de um modelo coletivo. Elas em essência. Durkheim afirma:

"...Um fenômeno não pode ser coletivo ser não for comum a todos os membros da sociedade ou, pelo menos, à maior parte deles, portanto, se não for geral. Sem dúvida; mas se é geral, é porque é coletivo(quer dizer, de certo modo obrigatório) e nunca coletivo, por ser geral. É um estado do grupo que se repete nos indivíduos porque se impõe a eles; está em cada parte porque está no todo, e não no todo por estar nas partes"21.

Tudo ocorre no que nos é dado pelos mais velhos, somos herdeiros de modos de agir e de pensar que golpeiam nossa existência completa. Quando a massa ataca o lixado, não é a vontade de cada um em constante apelo e isolada, é o arrebatamento coletivo em busca de algo que não encontraram neles próprios, mas herdaram impressões que a massa executaria. A massa nada mais é do que a retratação individual e o assujeitamento eterno.

A ideação individual é, em si, um estado laborioso de absolvições dos fenômenos sócias, em que devemos ter cuidado para separar o que é apenas impressões psíquicas nossas e o que de fato é a concepção da informação social. Consiste em tentar analisar o ser social em seu estado de pureza, distanciando-o do hábito e pré-conceitos.

A ideação coletiva não é um plenário. Não se pode dizer que é a soma de todas as consciências individuais, já que ela tem somente uma consciência. Então o queconsideração aspectos como a consciência coletiva em sociedade e sua égide de conceitos e representações. Vê-se também, sua importância para o desenvolvimento, edificação e entendimento das causas que a mistificam.

A ideação coletiva é fruto da "cooperação"22 do individuo com a sociedade. E desta cooperação resultam conceitos para todos. Porem não podemos, a partir do individuo, analisar a sociedade pelo fato de no individuo só existir parte da nossa sociedade.

Galliano diz e complementa;

"De fato, a consciência coletiva se caracteriza tanto por constituir um sistema de crenças e sentimentos difundidos na sociedade como, também, por se independente dos indivíduos, embora só através destes se realize. Esclarece Durkheim que a origem dessa independência estar em que a consciência individual exprima apenas a natureza orgânica e psíquica de cada membro da sociedade tomando separadamente, enquanto que consciência coletiva exprime a combinação de uma pluralidade de indivíduos no processo da vida social"23.

Derivados do conceito de coletividade daremos atenção à questão da solidariedade mecânica e orgânica, onde fica clara a idéia de Durkheim de cooperação. Tal ênfase vem a constituir um complemento importante a este estudo, sem o qual este ficaria incompleta. Observemos a afirmação:

"... a primeira só é possível na medida em que a personalidade individual é absorvida pela personalidade coletiva. A segunda é apenas possível se cada um tem uma esfera de ação que lhe é própria, por conseguinte, uma personalidade"24, diz Durkheim..

A propósito disso Galliano também afirma:

"Para resumir a oposição entre as duas, pode-se dizer que enquanto a solidariedade mecânica é integração social baseada nas semelhanças, a solidariedade orgânica é a integração realizada a partir da diferença entre os indivíduos e grupos no interior da sociedade"25.

Observamos nos dois fragmentos a questão da diferença e da semelhança. A solidariedade (mecânica ou orgânica) que se segue.

Alberto Tosi Rodrigues, no seu livro "Sociologia da Educação" analisa a questão da solidariedade de uma maneira bem didática.

Tomemos a principio a solidariedade mecânica, esta usada em uma sociedade primitiva, e analisemos seus pontos positivos e negativos. Tudo consiste em saber que em uma tribo de índios, por exemplo, com poucas exceções, todos os elementos daquele grupo sabem fazer todas as tarefas do grupo.Estão reunidos porque são iguais.

Já se observaram a atual sociedade amos perceber o contrário. Hoje existem profissionais para tudo. Desde um vendedor de parafusos especiais a um piloto de avestruz. Tomemos o exemplo da linha de produção das fabricas onde cada um é responsável por parte da montagem de certo aparelho. Hoje nos encontramos em sociedade porque precisamos uns dos outros.

É disso que consiste a "diferenciação"26. Nas mudanças constantes que ocorrem hoje em dia e que deixam o ser humano mais isolado e individualista. Há uma despreocupação constante com o todo, procurando apenas à parte que ser fragmentada é incompleta e trará resultados errôneos.

O individualismo é a herança social que deixamos para os nossos filhos enfrentarem a barbárie.

Do inovador

"Que é o destruidor senão o criador" diz Nietszche.

Durkhein é um exemplo de um pensador que fez um "esforço gigantesco para dar á sociologia a constituição científica que lhe faltava"27.


BIBLIOGRAFIA

ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e a sua regras. SP: Edições Loyola, 2003.

CASTRO, Ana Maria de. Introdução ao Pensamento Sociológico/por/ Ana Maria de Castro /e/ Edmundo Fernandes Dias. 4° Ed. Rio de Janeiro, Eldorado, Tijuca, 1976.

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GALLIANO, A. Guilherme; Introdução á Sociologia; Consultora técnica Lysias Nogueira Negrão; equipe editorial J. Gabriel de la Roque Romeiro, Regiane Festa, Ricardo Ferraz Vespucci - São Paulo: Happer e Rau do Brasil, 1981.

GOYCOCHEA, Castilhos. Filosofia Das Ciências: Ensaios. Ed. Freitas Bastos, Rio de Janeiro - Largo da Carioca, 1959.

RODRIGUES, Alberto Tosi. "Sociedade, educação e vida moral" in: Sociologia e Educação. RJ: Ed. DP & A, 2001.

Notas

1 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 42.

2 Idem, p. 16.

3 Ibidem, p. 52.

4 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 42.

5 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 45.

6 Idem.

7 As Regras do Método Sociológico, p. 45.

8 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 32.

9 Idem, p. 33.

10 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 34.

11 Idem, p. 32.

12 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 25.

13 Idem.

14 Ibidem, p. 26.

15 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 26.

16 Idem, p. 27.

17 Rodrigues. Sociologia da Educação, p. 24.

18 Durkheim. As Regras do Método Sociológico, p. 33.

19 Idem.

20 Ibidem, p. 36.

21 Durkheim. As regras do Método Sociológico, p. 37.

22 Rodrigues. Sociologia da Educação, p. 25.

23 Galliano. Introdução á sociologia, p. 59.

24 Durkheim. Divisão do Trabalho Social, p.70.

25 Galliano. Introdução a Sociologia, p. 66.

26 Rodrigues. Sociologia da Educação, p. 29.

27 Goycochea. Filosofia das Ciências, p. 133.