Conversão de Balanço para Moeda Estrangeira
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Conversão de Balanço para Moeda Estrangeira


Introdução

Devido à constante expansão das atividade financeiras internacionais e dos extensivos realinhamentos de moedas, incluindo desvalorizações significativas e a aceitação na prática de métodos de conversão, significativamente diferentes, atraiu a atenção do FASB - Financial Accountig Standards Board (Junta de Normas de Contabilidade Financeira), dos Estados Unidos. Após Estudos e várias discussões envolvendo os contadores e auditores, o FASB emitiu em 1975, o Pronunciamento nº 8, Accounting for the Translation for Foreign Currency Transactions and Foreign Currency Financial Statements.

Posteriormente, em 1981, o FASB, atendendo a várias pressões, efetuou alterações no FASB nº 8, através da publicação do FASB nº 52.

Na preparação das demonstrações contábeis de uma companhia, o objetivo da conversão é medir e expressar, em dólares ou em outra moeda forte e em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos, o patrimônio que não são mensurados ou denominados em moeda local (estaremos aqui sempre nos referindo em dólar, uma vez que é a moeda mais usada: entretanto, quando se referir as FASB nº 52, a regra é valida para qualquer outra moeda forte). Isto significa, em outras palavras, que os procedimentos de conversão não deve afetar a aplicação dos princípios contábeis. Dessa forma, antes de se iniciarem os procedimentos de conversão é primordial Ter em mente que as demonstrações deverão estar adaptadas de acordo com o Princípios Contábeis Geralmente Aceitos nos Estados Unidos da América (USGAAP - United States Generally Accepted Accounting Principles).

O pronunciamento nº 52 do FASB estabeleceu critérios distintos para a conversão das demonstrações contábeis, ele é aplicável se for atendida uma condição principal que a economia do país deverá ser considerada estável.

Os ativos monetários e não-monetários são convertidos tomando-se por base os saldos apresentados nos livros contábeis em moeda local, dividindo-os pela taxa de câmbio vigente na data do balanço (taxa corrente).

As contas de resultado são convertidas dividindo-se os saldos dos livros contábeis acumulados no exercício anual pela taxa de câmbio média do período de 12 meses ou outro período pelo qual está se reportando a demonstração de resultado.

Os ganhos ou perdas gerados pelos procedimentos de conversão são classificados em conta do patrimônio líquido, portanto, as demonstrações de resultados.

Embora, mesmo que haja muitas diferenças, ainda, entre critérios contábeis brasileiros e norte-americanos, notamos que os Princípios Contábeis Americanos servem de ponto de apoio para melhoramentos que estão sendo introduzidos nos Critérios Contábeis Brasileiros.

Essa busca e esse apoio nos Princípios Contábeis norte-americanos têm propiciado um avanço rumo à harmonização internacional das práticas Contábeis. Mas esta aparente tranqüilidade na busca de uma solução para uma questão mundial já está resultando em um acalorado debate e que, no entanto, ameaça dividir o mundo corporativo em dois: Europa e Estados Unidos.


2. Princípios Contábeis Geralmente Aceitos nos Estados Unidos

(US GAAP - United States Generally Accepted Accounting Principles)

A contabilidade é uniforme em todo o mundo, mas geralmente existem diferenças na aplicação dos princípios contábeis do Brasil e dos Estados Unidos. De acordo com o IBRACON - Instituto Brasileiro de Contadores - e a CVM - Comissão de Valores Imobiliários - descreveremos a seguir estes Princípios Fundamentais de Contabilidade Aprovados no Brasil.

Entidade - A Contabilidade deverá registrar apenas os fatos contábeis da empresa e não confundindo com os de seus sócios ou de terceiros.

Continuidade - A Contabilidade deverá ter em mente que a empresa ou entidade é um organismo com vida longa ou prazo de duração indeterminado.

Custo Como Base de Valor - Os ativos da empresa deverão ser avaliados pelos valores de aquisição, ou produção, registrados em moeda de capacidade aquisitiva constante.

Realização da Receita - Na contabilidade, a receita só é realizada quando o bem ou serviço é entregue ao comprador.

Confrontação da Despesa As despesas ligadas diretamente com as receitas devem ser apropriadas nos mesmo período em que forem apropriadas as receitas. As que não tiverem relação direta com as receitas devem ser apropriadas no período que forem ocorridas.

Denominador Comun Monetário _ Os registros contábeis deverão ser apresentados em moeda nacional de capacidade aquisitiva constante.

Objetividade - Os fatos contábeis devem ser suportados por documentos ou critérios objetivos.

Conservadorismo - Entre dois valores válidos para os ativos, a contabilidade deve optar pelo menor. Para os passivos, deve optar pelo maior.

Relevância - O rigor da aplicação dos princípios contábeis dependerá da relevância dos fatos envolvidos e da relação custo/benefício.

Consistência - Os critérios Contábeis não devem ser mudados ao longo do tempo para não prejudicar a comparabilidade das informações contábeis.

Os critérios contábeis no mundo são razoavelmente parecidos e enquadram-se com os princípios contábeis brasileiros e nas regras determinadas em nossa legislação societária. Na realidade, hoje existem apenas diferenças de critérios que ao longo do tempo tendem a se igualar.A seguir apresentaremos as principais diferenças que podem surgir entre os princípios contábeis brasileiros e americanos.

Item

Princípios e critérios contábeis brasileiros - CFC BR

Princípios e critérios contábeis americanos – USGAAP
Correção monetária do balanço. Atualmente, a correção monetária calculada sobre ativo permanente e patrimônio líquido não é mais reconhecida na contabilidade societária. Entretanto, caso venha novamente a ser reconhecida, não será convertida para a moeda americana, pois não existe correção monetária na contabilidade americana. Não existe em dólar. Os ativos e passivos não monetários avaliados pelo custo como base de valor.
Encargo financeiro sobre financiamento de ativo imobilizado.

Normalmente apropriados como despesa financeira. Em 1996, a CVM emitiu instrução exigindo que, sob certas condições, esses encargos, sejam capitalizados.

Podem ser incluídos nos custos de aquisição, dependendo descaracterísticas da operação.
Arrendamento mercantil (leasing) Os pagamentos são apropriados como despesa e o bem é ativado no momento da opção pela compra. Atualmente, a CVM e o Ibracon determinam que os arrendamentos de natureza financeira sejam ativados desde o início da operação. Os bens arrendados na modalidade de leasing financeiro são ativados na data da operação em contrapartida de provisão. Os arrendamentos de natureza operacional são contabilizados como despesa de aluguel.

Depreciação

Calculada com base na vida útil média geralmente aceita pela legislação fiscal societária pelo método linear.. Calculada de acordo com a vida útil real medida em termos de tempo ou termos de capacidade de produção pelo método linear ou decrescente.
Despesas incertas, tais como contingências fiscais, garantias e outras. Apesar de exigidas pelos princípios contábeis, muitas vezes somente são provisionados aquelas consideradas dedutíveis fiscalmente. Provisionadas sempre que a perda seja provável e o valor possa ser estimado - FASB 5.
Despesas limitadas fiscalmente, tais como devedores duvidosos. Geralmente, provisionadas de acordo com o limite fiscal. Provisionadas pelo valor real estimado.
Avaliação de estoques. Custo médio, PEPS ou valor arbitrado fiscalmente Custo médio, PEPS ou UEPS
Ajuste a valor presente de direitos ou obrigações monetárias prefixadas. As companhias abertas reconheciam esses ajustes no sistema de Contabilidade em moeda de Capacidade Aquisitiva Constante. A FASB aceita esse ajuste em período de alta inflação
Participações societárias permanentes Custo de aquisição ou equivalência patrimonial. Algumas participações avaliadas ao custo pelos PFC brasileiros podem ser avaliadas pela equivalência em dólar.



3. Aspectos gerais

3.1 Objetivos da Conversão de demonstrações contábeis para moeda estrangeira

Neste capítulo observaremos que de acordo com os princípios acima relatados veremos quais são os principais objetivos da conversão de demonstrações contábeis para moeda estrangeira:

A. Obter demonstrações contábeis em moeda forte, não sujeita aos efeitos da inflação;

Durante décadas, convivemos com um sistema econômico altamente inflacionarias que, mesmo com o reconhecimentos da correção monetária, acarretava relevantes distorções nas demonstrações contábeis em moeda nacional, prejudicando qualquer tentativa de análise comparativa. Diversas empresas nacionais mantinham, para fins gerências, sistema de contabilidade em moeda estrangeira , moeda forte.

Atualmente, com o sucesso do Plano Real, estamos convivendo com inflação extraordinariamente baixa para nosso padrões. Entretanto, com o término da correção monetária, ao longo do tempo, essa inflação acabará acumulando-se provocando relevantes distorções nas demonstrações contábeis. Por esse motivo, empresas que mantinham sistema de contabilidade em moeda estrangeira optaram pela manutenção do sistema e outras que não possuíam estão empenhadas em implantá-la.

B. - Permitir ao investidor estrangeiro melhor acompanhamento de seu investimentos, já que as demonstrações convertidas estarão expressas na moeda corrente de seu próprio país.

Mais do que nunca vemos a entrada de capitais estrangeiros no país e empresas nacionais preparando-se para parcerias com investidores estrangeiros, ou tentando captação de recursos no exterior através da obtenção de empréstimos ou da colocação de títulos mobiliários nas bolsas de valores do exterior. Para que os investidores possam avaliar o desempenho da empresa e a evolução de seu investimento, é necessário apresentar demonstrações contábeis a que esses investidores estão acostumados.

C. - Possibilitar a aplicação do método da equivalência patrimonial sobre os Investimentos efetuados em diversos países.

As empresas americanas que possuem investimentos em outras empresas devem avaliar esses investimentos de acordo com o método da equivalência patrimonial. Para tanto, é necessário apurar o patrimônio líquido contábil dessas empresas em moeda estrangeira e com os critérios contábeis americanos.

D.- Possibilitar a consolidação e combinação de demonstrações contábeis de empresas situadas em diversos países.

De acordo com as normas americanas, as demonstrações contábeis dos investimentos em subsidiárias devem ser consolidadas com as demonstrações contábeis da matriz. Para tanto, é necessário que as demonstrações contábeis da subsidiária estejam na mesma moeda da matriz e de acordo com os mesmos princípios e critérios contábeis. A combinação de demonstrações contábeis ocorre quando há a fusão de duas ou mais empresas.

3.2 - Distinção entre "Conversão de Demonstrações Contábeis" e "Contabilidade em Moeda Estrangeira".

Apesar de atenderem aos mesmos objetivos, os procedimentos de conversão de Demonstrações Contábeis e de Contabilidade em Moeda Estrangeira são bastante distintos.

No caso de Conversão de Demonstrações Contábeis, a empresa mantém sua contabilidade em moeda nacional de acordo com os princípios contábeis brasileiros e somente no final do exercício, após o encerramentos das demonstrações contábeis em moeda nacional, serão aplicados os procedimentos de conversão. Neste caso serão mantidos controles em moeda estrangeira apenas sobre os itens não monetários, tais como estoques, ativo permanente e patrimônio líquido.

No caso de Contabilidade em Moeda Estrangeira, as operações são convertidas para a moeda estrangeira à medida que ocorrem e registradas em sistema contábil próprio, apurando ao término do exercício as demonstrações contábeis em moeda estrangeira, não havendo a necessidade de qualquer conversão.

Então, observamos que no primeiro caso, há a Conversão das Demonstrações em Moeda Nacional para a Moeda Estrangeira e, no segundo caso, há a Conversão das Operações para a Moeda Estrangeira e sua contabilização já nessa moeda.

3.3 -Taxas de Conversão

Para convertermos um saldo contábil ou uma operação em moeda local para a moeda estrangeira é necessária a determinação de uma taxa de câmbio. Dependendo das circunstâncias e características dos itens contábeis, poderão ser utilizadas as seguintes taxas para conversão:

Taxa Histórica: Taxa de câmbio vigente na época da ocorrência do fato. Por exemplo:

O custo de aquisição de um imóvel em 15 de janeiro de 19X9 seria convertido para a moeda americana pela taxa de câmbio vigente nessa data e mantido na contabilidade em moeda americana por esse valor.

Taxa Corrente: taxa de câmbio vigente no dia em que determinada operação está sendo realizada ou em que o exercício social está sendo encerrado (Nesta caso, também é chamado de taxa de câmbio de fechamento). Por exemplo:

Quando a empresa mantém contabilidade em moeda estrangeira, as operações de pagamentos e recebimentos serão convertidas pela taxa de câmbio vigente na data de cada uma dessas operações.

Taxa de Fechamento: Taxa de câmbio vigente na data de encerramento das demonstrações contábeis. Por exemplo:

O saldo do caixa existente na data do balanço será convertido pela taxa de câmbio vigente nessa data para representar o equivalente em moeda estrangeira.

Taxa Média. Media aritmética das taxas de câmbio vigentes durante determinado período, normalmente um mês apurada a média aritmética simples ou ponderada, de forma que melhor represente a evolução das taxas de câmbio durante o período. Por exemplo:

As vendas de determinado mês seriam convertidas pela taxa média desse mesmo mês.

Taxa Projetada ou Prevista:

Apesar de não prevista pela FAS 52, algumas empresas estão utilizando taxas projetadas para datas futuras, principalmente em economias hiperinflacionárias. Essas taxas são utilizadas para converter itens com valor fixo em moeda nacional e vencimento futuro. Por Exemplo.

Uma duplicata a pagar ou a receber, existente na data do balanço com vencimento futuro, seria convertida pela taxa de câmbio estimada para a data de vencimento de cada duplicata.

Valor da taxa de câmbio, geralmente, é utilizada a taxa de venda de câmbio comercial praticada pelo governo. Quando há grande diferença entre a taxa de câmbio comercial e taxa de câmbio oficial e a taxa de câmbio do mercado paralelo, evidenciando manipulação do governo, é comum a utilização de uma taxa de câmbio praticada no exterior e informada pela matriz. No caso de contabilidade e moeda estrangeira apenas para fins gerências, a empresa deve escolher a taxa que seja mais conveniente para seus objetivos.

Algumas empresas utilizam, inclusive, duas ou mais taxa de câmbio médias para um mesmo período para converterem operações diferentes. Por exemplo:

Determinada empresa utiliza uma taxa média ponderada para converter suas despesas porque elas ocorrem uniformemente ao longo do período e utiliza uma taxa média ajustada para o final do período para converter suas receitas porque seu faturamento está concentrado no final desse período.

3.4 - Obrigatoriedade do FAS 52.

A aplicação do FAS 52 é obrigatória para conversão de demonstrações contábeis, preparadas de acordo com os princípios contábeis norte-americanos (USGAAP), que serão incluídas nas demonstrações contábeis de empresas norte-americanas por meio de:

  • Consolidação (matriz mais subsidiárias);
  • Combinação (fusão de duas ou mais empresas);
  • Avaliação de investimento pelo método da equivalência patrimonial (coligadas).

Quando o objetivo da conversão das demonstrações contábeis é a obtenção de recursos no exterior ou para apresentação a investidores, não há a obrigatoriedade de aplicação de aplicação dos procedimentos de conversão previstos no FAS 52, a menos que haja exigência específica por parte do credor ou investidor, não há essa obrigatoriedade quando a finalidade é gerencial.

Mesmo não sendo obrigada, empresas de diversos países adotam o FAS 52, por ser uma metodologia aceita mundialmente. Algumas empresas japonesas, convertem as demonstrações contábeis em moeda do país em que as subsidiárias estão instaladas para a moeda americana de acordo com o FAS 52 e depois as convertem para a moeda japonesa pelos seus próprios critérios. Dessa forma, obtêm demonstrações comparáveis com outras concorrentes não japonesas.

Alguns países, como a Inglaterra e o Brasil, possuem pronunciamentos e critérios próprios que, entretanto, não diferem muito dos critérios do FAS 52.

3.5 Métodos de Conversão.

Basicamente, existem três métodos de conversão:

  • Câmbio de fechamento;
  • Monetário e não monetário;
  • Temporal.

A escolha do método a ser aplicado dependerá dos objetivos e dos critérios a que a empresa esteja submissa. Antes de identificarmos qual dos métodos é adotado pelo FAS 52, vejamos o funcionamento de cada um deles e sua adequação ao objetivo determinado pela FAS 52 que é:

3.5.1 OBTER DEMOSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE ACORDO COM USGAAP

3.5.1.1 Câmbio de Fechamento

Por este método, todo os itens das demonstrações contábeis são convertidos pela taxa de câmbio vigente na data de encerramento das demonstrações contábeis, ou seja, taxa corrente.

Este método somente é aplicável em países de economia estável, pois em economias inflacionarias, o valor convertido de alguns itens não representaria seu valor em moeda norte-americana de acordo com USGAAP. Por exemplo:

Contas /Operações Valor em R$ Taxa de câmbio vigente na data da operação Valor em US$ Taxa de câmbio na data do balanço Valor do saldo em R$, convertido pela taxa corrente US$

CAIXA
Dinheiro referente ao recebimento de cliente

5.250

US$ 1,00 =R$ 1,00

5.250

US$ 1,00 =R$ 1,05

5.000

ESTOQUE

Matéria-prima adquirida em 15 de outubro de 19xx

15.750

US$ 1,00 =R$ 1,00

15.750

US$ 1,00 =R$ 1,05

15.000


Conforme pode ser observado no exemplo, o valor do estoque convertido pela taxa de câmbio corrente (US$15.000) não reflete o valor do custo de aquisição (US$15.750) que deve ser adotado de acordo com os princípios contábeis norte-americanos. Caso não houvesse variação da taxa de câmbio, a taxa de câmbio de fechamento seria US$1,00 igual a R$1,00 e a conversão do saldo de R$15.750 por essa taxa resultaria no mesmo valor do custo de aquisição de US$15.750.

No caso do saldo do caixa, o valor encontrado é adequado, pois nessa data realmente R$ 5.250 eqüivalem a US$ 5.000.

Como vimos, em economias em que haja variações nas taxas de câmbio, o método de conversão pela taxa de câmbio de fechamento, apesar de muito simples, não pode ser aplicado, pois os saldos encontrados em moeda estrangeira não estarão de acordo com USGAAP.

3.5.1.2 Método "Monetário e Não Monetário"

Por este método, os itens patrimoniais são classificados em:

  • Monetário - disponibilidades e direitos ou obrigações que serão realizados ou exigidos em dinheiro. Exemplo: caixa, bancos, duplicatas a receber, duplicatas descontadas, provisão para devedores duvidosos, contas a receber, aplicações financeiras, depósitos compulsórios etc.
  • Não Monetário - bens e direitos ou obrigações que serão realizados ou exigidos em bens ou serviços. Exemplo: estoques em geral, despesas pagas antecipadamente, adiantamentos a fornecedores, participações societárias realizáveis ou permanentes, ativo permanente, adiantamento de clientes, resultados de exercícios futuros e patrimônio líquido.

Por este método, os itens patrimoniais são convertidos pela seguintes taxas:

Monetários => taxa corrente;

Não monetários =>taxa histórica.

Este método era adotado pelo FAS 8 e considerado adequado na conversão de demonstrações contábeis em países que adotam o princípio contábil do custo histórico para avaliação dos ativos e passivo não monetários, mas não para aqueles que utilizam o princípio do custo corrigido monetariamente ou custo de reposição. Por exemplo:

CONTA

ITEM

R$

TAXA

US$1,00 = R$

US$

Caixa

Monetário

1.680

Corrente

1,05

1.600

Clientes

Monetário

6.006

Corrente

1,05

5.720

Empréstimos

Monetário

2.394

Corrente

1,05

2.280

Estoque

Não monetário

4.000

Histórica

1,00

4.000

Imobilizado

Não monetário

6.000

Histórica

0,80

7.500



Por esse método, tanto os itens monetários quantos os itens não monetários estão adequadamente avaliados de acordo com USGAAP. Cabe observar que os saldo de Caixa e de Empréstimos estão avaliados em R$ pelo valor presente de liqüidação, assim sendo, caso fossem liquidados e transformados em US$ nessa data, efetivamente eqüivaleriam aos valores obtidos em US$. Entretanto, o saldo a receber de Clientes está avaliado em R$ pelo valor nominal, ou seja, pelo valor futuro de realização. Como estamos considerando que haverá variação na taxa de câmbio até a data de liquidação, nessa data, o valor realizado em R$ será o mesmo, mas o valor em US$ será menor, pois provavelmente, a taxa de câmbio, será maior. Quanto menor for a variação da taxa de câmbio, logicamente, menor será a variação entre os valores em US$ da data do balanço e da data de liquidação.

3.5.1.3 Método Temporal

Este método pode ser aplicável em quaisquer circunstâncias da economia ou princípios contábeis. Por este método, os itens patrimoniais são classificados de acordo com a base de valor adotada para avaliação, que pode ser: valor passado, valor presente ou valor futuro.

Na contabilidade tradicional brasileira, os itens patrimoniais são classificados e avaliados da seguinte forma:

  • Itens monetários prefixados - principalmente, duplicatas a receber e a pagar são avaliadas pelo valor nominal, ou seja, valor futuro.
  • Itens monetários pós-fixados - contas a receber e a pagar e aplicações financeiras indexadas atualizadas até a data do balanço, ou seja, valor presente.
  • Itens não monetários realizáveis - principalmente estoques, avaliados ao custo histórico de aquisição, ou seja, valor passado.
  • Itens não monetários permanente e patrimônio liquido- avaliados pelo custo histórico, pois a partir de 1996 foi extinta a correção monetária.

Os itens patrimoniais classificados dessa forma serão convertidos pelas seguintes taxas:

Itens Base de valor Taxa

Itens

Base de valor

Taxa

Monetários pré-fixados

Futuro

Corrente ou prevista

Monetários pós-fixados

Presente

Corrente

Não monetários realizáveis

Passado

Histórica

Não monetários permanentes ou patrimônio líquido

Passado

Histórica



Em períodos de alta inflação, a conversão dos itens monetários prefixados pela taxa corrente não adequada, pois o valor obtido não representa o valor que será efetivamente realizado ou exigido na data do vencimento e a diferença será relevante.


4. Conversão das Demonstrações Contábeis

4.1 - Metodologia de Conversão

O FAS 52 não exige que a empresa mantenha uma contabilidade paralela em dólar, apesar de ser o mais adequado e usualmente adotado pelas empresas, mas que, ao término do exercício, re-mensure suas demonstrações contábeis para obter valores semelhantes aos que obteria caso mantivesse contabilidade em dólar. De acordo com o FAS 52, a seguinte metodologia deve ser adotada:

a. Apurar o resultado e elaborar o balanço patrimonial na moeda local;

b. Classificar os itens patrimoniais de acordo com a base de valor adotada (passado, presente ou futuro);

c. Converter os itens patrimoniais, como segue:

Itens

Base de valor em moeda local

Taxa de conversão para a moeda

Monetários prefixados (não indexados) * duplicatas a pagar ou receber etc.

Futuro

Corrente ou futura

Monetários prefixados (não indexados) * caixa, empréstimos etc.

Presente

Corrente

Não monetários * estoques, imobilizado, despesas antecipadas, adiantamentos a fornecedores e de clientes, patrimônio líquido, etc.

Passado

Histórica



d. Ajustar extra-contabilidade o resultado e balanço patrimonial para adequá-los aos princípios contábeis geralmente aceitos nos EUA (USGAAP).

e. Obter por diferença de patrimônio líquido, o Resultado Acumulado.


f. Elaborar a Demonstração do Resultado Acumulado e Obter por diferença o Lucro Líquido do Exercício, como segue:

Histórico

Taxa de Conversão

Saldo inicial

Histórico do período anterior.

Correção monetária

Não existe mais. Mesmo que houvesse, não seria convertida.

Ajuste de exercícios anteriores

Histórica do respectivo período anterior.

Dividendos distribuídos

Histórica de quando foram gerado.

Outras operações

Histórica do período original correspondente

Lucro Líquido do Exercício

Obter diferença.

Saldo Final

Obtido do balanço encerrado conforme item anterior



a. - Classificar as receitas e despesas de acordo com a contrapartida das mesmas nos itens patrimoniais e convertê-las, como segue:

Receitas e despesas Contrapartida Taxa para conversão
Receitas e despesas monetárias pré-fixadas * Receitas e encargos Ativos ou passivos monetários prefixados * Salários a pagar * Média ou projetada (Hiperinflação)
Receitas e despesas monetárias pós-fixadas * Salários e encargos Provisões Passivas * Salários a pagar * Média ou do dia de pagamento
Receitas e despesas são monetários * Custo de Vendas * Depreciação Ativos e passivos não monetários * Estoques * Imobilizados * Histórica * Histórica
Receitas e despesas financeiras: * Variação Monetária * Juros * Variação Cambial Ativos ou passivos não monetários * Aplicações financeiras ou empréstimos * Juros a pagar * Ativos ou passivos em dólar * Média ou não é convertida * Média * Não é convertida
Correção Monetária (caso volte) Ativo permanente ou patrimônio líquido * Não é convertida
Imposto de Renda * corrente * diferido (em R$) * diferido (em US$) Provisão para o IR * corrente * diferido * diferido * Média ou corrente * Média ou corrente * Calculada em US$
Equivalência Patrimonial Investimentos permanentes * Calculada em US$


b.
- converter as receitas e despesas conforme item anterior, comparar o resultado obtido com aquele obtido pôr diferença no item f e calcular pôr diferença o ganho ou perda na conversão (translation gain or loss);

c. - demonstrar os ganhos e perdas na conversão conforme será explicado a seguir.

4.2 - Ganhos e Perdas na Conversão (Translations Gain or Loss)

Os ganhos e perdas na conversão são decorrentes do efeito das variações nas taxas de câmbio sobre os itens monetários. Em regimes inflacionarias, geralmente os ativos monetários geram perdas na conversão e os passivos geram ganhos.

4.2.1 - Exemplo de Ganhos e Perdas na Conversão Perda de poder aquisitivo dos ativos monetários
Exemplo
: Duplicata a Receber

 

Data

Valor em R$

Taxa do US$

Valor em US$

Emissão

15/11

10.000

1.05

9.523,81

Vencimento

15/12

10.000

1.00

9.090,91

Perda

 

432,90



Ocorre perda porque o valor recebido em US$ na data de vencimentos é menor que o valor que seria recebido na data de emissão.Caso fosse duplicata a pagar, haveria ganho, pois o valor pago seria menor e quem perderia seria o credor.

4.2.2 - CML -Capital Monetário Líquido

Representa a diferença entre ativos e passivos monetários em determinada data.

BALANÇO PATRIMONIAL

Ativo

Passivo

Monetário

CML

Não Monetário

Monetário

Não Monetário



Itens Monetários

Geram

Ativos

Perdas

Passivos

Ganhos



Quando

CML

Gera

Porque

AM>PM

Próprio

Perda Líquida

Perda com AM Maior que ganho com PM

AM>PM

Terceiros

Ganho Líquida

Perda com AM Maior que ganho com PM


Vale a pena ressaltar que a prova dos ganhos e perdas na conversão somente será efetuada pelas empresas que não mantenham contabilidade em moeda funcional, para elas, os ganhos e perdas serão calculados pôr conta monetária ao término de cada período contábil.

4.3 - Administração dos Ganhos e Perdas na Conversão

O resultado da conversão pode ser modificado alterando-se a estrutura do capital monetário líquido. Para redução do capital monetário líquido exposto à desvalorização cambial, podem ser adotados os seguintes procedimentos:

  • Redução do patrimônio líquido pôr meio da distribuição de dividendos ou mesmo, caso não haja lucros acumulados, através da redução dos capital social;
  • Aplicações no ativo permanente pela compra de ativo imobilizado ou de participações societárias;
  • Equilíbrio do circulante pela substituição de passivos monetários em moeda forte pôr passivos em moeda fraca (diminuir o passivo em moeda forte), substituição dos ativos monetários em moeda fraca pôr ativos monetários em moeda forte (diminuir o ativo em moeda fraca) ou investimento em ativos circulantes não monetários, principalmente, estoques.

A redução do ativo monetário geralmente traz benefícios para a empresa, como:

  • Maior eficiência da gerência financeira, que passará a ter custos maiores em moeda nacional e deverá administrar os passivos monetários negociando taxas e prazos com os credores;
  • os passivos monetários geram despesas financeiras em moeda nacional que são dedutíveis do impostos de renda e ganhos de conversão em moeda estrangeira eu não são tributados;
  • os ativos monetários geram perdas em moeda estrangeira que não são dedutíveis e receitas financeiras que não são tributadas.

4.3.1 Efeitos de Maxi-desvalorizações Cambiais

Maxi-desvalorizações geram grandes perdas de conversão quando ocorrem em situações de ativos monetários elevados. Existem dois impactos.

O primeiro impacto é sentido diretamente sobre os ativos monetários existentes no momento da concorrência da máxi. Pôr exemplo:

 

Saldo em R$

Taxa antes da maxi

Saldo em US$

Taxa após a maxi

Saldo em US$

Perda em US$

Caixa

12.000

1,00

12.000

1,20

10.000

2.000



 

Saldo em R$

Taxa antes da maxi

Saldo em US$

Taxa após a maxi

Saldo em US$

Caixa

12.000

1,00

12.000

1,20

12.000


O segundo impacto, chamado de flow-through effect, ocorre quando os estoques existentes no momento da maxi forem realizados, pois terão mantido seus custo histórico de aquisição enquanto as receitas de vendas em moeda estrangeira terão sensível diminuição. Apenas as empresas que consigam aumentar seus preços de venda pelo mesmo percentual da maxi não sofrerão esse efeito. Exemplo:

 

R$

Taxa US$ 1,00 =

US$

Receita de Venda

13.000

corrente R$ 1,20

10.883

Custo da Venda

(12.000)

histórica R$ 1,00

(12.000)

Resultado

1.000

 

(1.167)



Para que não houvesse prejuízo em US$ a empresa deveria aumentar o preço de vendas em RS$ pelo mesmo percentual da variação cambial.


5. Exemplo de Conversão das Demonstrações Financeiras

O método de conversão de balanços para moeda estrangeira foi definido pelo FASB nº 52 que estabeleceu padrões e forma para reportar transformações e demonstrações financeiras em moeda estrangeira. Este método de conversão de balanço pode ser de uma forma geral, definido para as diversas contas.

 

Taxa de Conversão

Ativo
Disponível e aplicações financeiras de curto prazo Duplicatas e outras contas a receber, duplicatas descontadas Estoques e adiantamentos a fornecedores
Despesas pagas antecipadamente Ativo Imobilizado Depreciação acumulada
Investimentos Ativo diferido

Corrente

Histórica

Passivo
Empréstimos a curto e longo prazo, fornecedores, provisão de imposto de renda e outras provisões e contas de Imposto de Rendas e outras provisões e contas à pagar à curto e longo prazo Adiantamento de clientes

Corrente

Histórica

Patrimônio Líquido

Corrente

Histórica

Resultados

Corrente

Histórica


A taxa oficial para venda é utilizada na conversão de balanço para moeda estrangeira. Esta taxa de venda é utilizada por conservadorismo, uma vez que proporciona um número menor de moeda estrangeira.

Taxa corrente é definida como sendo a taxa da data do balanço ou balancete em que é feita a conversão, e como taxa histórica a taxa do dia em que ocorreu a transação.

Além destas taxa existem, ainda, outra taxa que poderá ser usada; é a taxa média ponderada mensal, e taxa média ponderada anual. Essas taxas são utilizadas quando queremos converter transações uniforme distribuídas num determinado mês ou ano, dada a impraticabilidade de converter cada transação para moeda estrangeira. Nesses casos não pode ser relevante a diferença no resultado da conversão, utilizando-se a taxa histórica ou a taxa média.

É de suma importância ter cuidados ao aplicarmos a taxa de média ponderada.

1. - Que as transações ocorridas no período não sejam sazonai. Por exemplo se queremos converter as vendas do ano em moeda estrangeira utilizado a taxa média anual, devemos tomar cuidado de que elas ocorram uniformemente durante o período. Se tiver acúmulo em determinados meses do ano, ficando outros sem movimentação, talvez seria melhor aplicarmos a taxa média mensal nos meses em que ocorrem essas transações. Se não tomarmos esses cuidados as demonstrações em moeda estrangeira podem sofrer sérias distorções.
2. - Que a variação das taxas de moeda estrangeira com relação à moeda nacional também se comporte de maneira razoavelmente uniforme durante todo o período.

A taxa média ponderada é calculada em função do número de dias e suas respectivas vigências, por exemplo:

Data

1

2

 

Taxa Média

 

Nº de dias em vigor

Taxa Oficial

1 x 2

do mês de Dezembro/X2

01.12.X2

5

237,250

1.186,250

 

06.12.X2

7

241,050

1.687,350

 

13.12.X2

8

244,860

1.958,880

 

21.12.X2

6

248,820

1.492,920

 

27.12.X2

5

253,670

1.263,350

31.12.X2

 

 

 

 

 

31

Dividido

7.588,750

= 244,798



Para uma melhor compreensão, a seguir estão comentados, em detalhes, os métodos de conversão para moeda estrangeira das principais contas do balanço.

5.1 - Contas convertidas à taxa corrente

Todos os direitos e obrigações de natureza monetária, realizáveis ou exigíveis em moeda, são itens expostos à inflação e devem, portanto, serem convertidos à taxa corrente.

 

 

 

 

 

 

Apropriado

 

A Apropriar

 

Centro de custo

Apólice

Data do pagamento

R$

Taxa do dia

US$

R$

US$

R$

US$

Prod

A

28/02

5.000

141,15

35,423

4.167

29.522

833

5.901

Adm

B

31/07

2.000

182,71

10,946

833

4.559

1.167

6.387

Prod

C

30/11

3.000

237,25

12,645

250

1.054

2.750

11.591

 

 

 

10.000

 

59,014

5.250

4.750

4.750

23.879



Exemplos:

Ativo:

Disponível, aplicações financeiras, duplicatas e outras contas a receber, duplicatas descontadas, provisão para devedores duvidosos e empréstimos compulsórios à Eletrobrás.

Passivo:

Empréstimos, à curto e longo prazo, fornecedores, provisão para Impostos de Renda e outras provisões e contas a pagar à curto e longo prazo. Estas contas acima são convertidas à taxa corrente pelo mesmo motivo quem forma atualizadas os valores em moeda nacional correspondentes aos créditos e débitos em moeda estrangeira no balanço, ou seja, para refletir o valor realizável ou exigível e equivalente em moeda estrangeira naquela datas.

5.2 -Contas convertidas à taxa histórica

As contas que deverão ser convertidas à taxa histórica são os direitos e obrigações realizáveis ou exigíveis em bens ou serviços, e itens de natureza não monetária devem ser convertidos à taxa histórica.

Alguns exemplos dessas contas que deverão ser convertidas pela taxa histórica são os estoques, imobilizado, investimentos permanentes, adiantamentos de clientes, Patrimônio Líquido, etc.

5.2.1 -Despesas pagas antecipadamente

Essa conta deve ser convertida para moeda estrangeira com base nas taxas históricas vigentes nas datas dos respectivos lançamentos que compuseram o seu saldo total.

Mapa de apropriação de seguros -31-X2

Com base no mapa acima temos os seguintes valores em dólares:

Saldo dos prêmios de Seguros à Vencer

US$ 23,879

Valor a ser considerado em Despesas Administrativas

US$ 4,559

Valor a ser considerado em Despesas Industriais

UD$ 30,576



5.2.2 - Investimentos

Da mesma maneira e pela mesma razão das contas anteriores, a conversão deverá ser feita à taxas históricas. As provisões para perda de valor dos investimentos deverão ser convertidas às mesmas taxas históricas dos investimentos a que corresponderem.

5.2.3 - Imobilizado

O imobilizado dever ser convertido às taxas históricas nas respectivas datas de aquisição. As depreciações devem ser calculadas tendo-se por base o valor em dólar do bem correspondente.
Reavaliações do imobilizado, contabilizadas nos livros locais e as respectivas depreciações não devem ser convertidas.


Nas conversões do imobilizado em moeda estrangeira, devem existir controles para o saldo das contas em moeda estrangeira, como: valor de aquisição, depreciações mensais, depreciações acumuladas, etc. Exemplo: Veículos _ depreciação 20% a.a.

 

 

 

 

U$$

 

 

US$

 

 

R$

 

 

depreciação

Adições de depreciação em 1992

Ano de

valor

 

 

Acumulada

aquisição

original

Taxa

US$

31/12X1

trimestre

trimestre

trimestre

trimestre

1986

187,769

Diversas

18,495

18,495

-

-

-

-

1987

311,724

-

11,454

9,848

573

573

460

-

1988

820,260

-

37,198

29,795

1,860

1,860

1,860

1,860

1989

3.001,674

-

58,513

32,180

2,926

2,926

2,926

2,926

1990

6.063,933

-

48,014

13,867

2,401

2,401

2,401

2,401

1991

25.661,472

-

125,507

9,615

6,275

6,275

6,275

6,275

 

36.046,832

-

299,181

113,800

14,035

14,035

13,922

13,462



Adições de 19x2:

Fevereiro

2.562,000

311,989

8,212

-

273 411

411

411

 

Março

1.985,500

401,451

312,339

-

82 247

247

247

 

 

40.594,332

 

 

113,800

14,390

14,693

14,580

14,120

57,783

 

 

 

 

171,583

 



Posição em 31.12.X2

 

Saldo do valor de aquisição

US$ 312,339

Depreciação do valor de aquisição

US$ 57,783

Saldo da depreciação acumulada em moeda estrangeira

US$ 171,583


 

5.2.4 -Capital

Deverá ser convertido às taxas históricas vigentes nas respectivas datas de entrada do numerário. As capitalizações de reservas deverão ser consideradas pelos correspondentes valores em moeda estrangeira dessas reservas. A reserva decorrente de correção monetária não deverá ser convertida para moeda estrangeira, portanto sua capitalização em reais não afetará o valor do capital em moeda estrangeira. As capitalizações de lucros deverão ser consideradas pelos correspondentes valores em moeda estrangeira desses lucros.

O valor do capital em moeda estrangeira deve ser aquele constante do certificado de registro de capital estrangeiro emitido pelo Banco Central do Brasil. O capital ainda não registrado deve ser convertido à respectiva taxa histórica.

5.2.5 -Lucros Acumulados

Deverão ser considerados pelo valor de moeda estrangeira correspondente aos respectivos lucros dos exercícios que compõem o saldo da conta de lucros acumulados.

5.2.6 - Contas de resultados

As receitas e despesas relacionadas diretamente com contas de ativo ou passivo devem ser convertidas às mesmas taxas dessas respectivas contas.

Exemplo:

a. - Despesas de depreciação, seguros, resultados de baixa de bens etc.: - As mesmas taxas históricas dos ativos a que se referem
b. - Custo das mercadorias vendidas (CMV): - Quando utilizado o método PEPS, deve ser observada a fórmula contábil tradicional apurada com base nos valores em moeda estrangeira, ou seja: Estoque
inicial + compra - gastos de fabricação - estoque final = Custo das Mercadorias Vendidas.

Os valores em moeda estrangeira componentes dessa fórmula seriam obtidos como segue:

  • Estoque inicial - pelo método de conversão explicado anteriormente;
  • Compras - pela taxa histórica ou média ponderada mensal, quando aplicável;
  • Gastos de fabricação - pelo método de conversão das contas de receitas e despesas relacionadas diretamente com contas de ativo ou passivo, conforme explicado anteriormente, e aquelas não relacionadas conforme explicado a seguir:

Modelo Prático de conversão da demonstração de resultado em moeda estrangeira.

1º passo: Faz-se toda a conversão do balanço seguindo os critérios anteriormente citados, ficando uma única conta sem conversão que é o lucros do exercício. Como o ativo tem de ser igual ao passivo, obtém-se o lucro do exercício em moeda estrangeira por diferença, porem deve-se atentar para o ganho ou perda na conversão que se originará na demonstração do resultado. Existem formas de se testar o ganho ou perda apurado, conforme mencionado, veremos adiante.

COMPANHIA CHAG INK

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 19x2

Ativo

Taxa

US$

Passivo

Taxa

US$

 

 

 

 

 

 

 

 

Circulante

 

 

 

Circulante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caixa e bancos

1.700

65,50

26

Empréstimos

20.500

65,50

313

Duplicatas a receber

80.000

65,50

1.221

Fornecedores

26.000

65,50

397

Estoques

120.000

Hist.

1.894

Salários a Pagar

15.100

65,50

231

Despesas antecipadas

2.000

Hist.

41

Impostos a Recolher

23.800

65,50

363

 

 

 

 

Prov. I. Renda

13.200

65,50

202

 

 

 

 

 

 

 

 

203.700

3.182

98.600

1.506

 

 

 

 

 

 

 

 

Permanente

 

 

 

Patrim. Líquido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Investimentos

5.000

Hist.

78

Capital

100.000

hist

2.351

Imobilizado

65.300

Hist.

1.057

Res. C. Monet.

70.800

-

-

 

 

 

 

Lucro do Exerc.

4.600

-

460

 

70.300

 

1.135

 

175.400

 

2.811

 

274.000

 

4.317

 

274.000

 

4.317



2º Passo:
Calcula-se toda a conversão das contas conforme critérios anteriormente citados. Pôr diferença, para "fechar" o balanço, apuramos o lucro do exercício, no valor de US$ 460. A conversão da Demonstração do Resultado é iniciada então pelo lucro de US$ 460. Para chegarmos a esse resultado, teremos que lançar na DRE, também pôr diferença, um valor denominado de Ganho ou Perda na Conversão.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO CHAG INK

Exercício Findo em 31 de Dezembro de 19X2 –Versão I

 

R$

Taxa

US$

Vendas Líquidas

350.000

52,66

6.646

Custos dos produtos vendidos

180.000

hist e 52,66

3.807

Lucro Bruto

170.000

-

2.839

 

 

 

 

Despesa gerais e administrativas

50.000

hist e 52,66

931

Despesas Financeiras

20.000

52,66

380

Variações Cambiais

30.000

-

-

Perda na Conversão

-

 

817

 

 

 

 

Total das despesas

100.000

 

2.128

Saldo Devedor de Correção Monetária

(52.200)

-

-

 

 

 

 

Lucro antes do I.R.

17.800

 

711

Impostos de Renda

13.200

52,66

251

 

 

 

 

Lucro Líquido

4.600

 

460



DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO CHAG INK

Exercício Findo em 31 de Dezembro de 19X2 – Versão II

 

 

 

 

 

 

 

R$

Taxa

US$

Reclassificação

US$ Saldo Final

** Vendas Liquidas

350.000

-

-

-

5.697

* Valor a vista

300.000

52,66

5.697

-

5.697

* Valor a Prazo

 

 

 

 

 

Limite da Var. Cambial

45.000

-

-

-

-

Acima da Var. Cambial

5.000

52,66

95

(95)

-

 

 

 

 

 

 

** C.P.V.

180.000

 

3.807

 

3.807

** Lucro Bruto

170.000

-

-

-

1.890

** Desps Gerais Adm.

(50.000)

(931)

(931)

* Variação mon. passiva;

 

 

 

 

 

Limite da var. cambial

(75.000)

-

-

-

Acima da var. cambial

(10.000)

52,66

(190)

190

-

 

(85.000)

 

 

 

 

* Variação mon. Ativa

 

 

 

 

 

Limite da var. cambial

62.000

-

-

-

-

Acima da var. cambial

8.000

52,66

152

(152)

-

 

70.000

 

 

 

 

* Receita Financeira

5.000

52,66

95

152+95

342

* Despesa financeira

(10.000)

52,66

(190)

(190) + (171)

(551)

** Desp. financ. liquidas

(20.000)

-

(133)

(76)

(209)

** Variações cambiais)

(30.000

-

-

-

-

** Perda na conversão

-

-

-

-

(39)

** Saldo Dev. da C.M.B.

(52.200)

-

-

-

-

Limite da var. cambial

(43.200)

-

-

-

-

Acima da var. cambial

(9.000)

52,66

(171)

171

-

** Lucro antes do I. R .

17.800

-

-

-

711

** Imposto de renda

13.20

52,66

(251)

-

(251)

** Lucro líquido

4.600

-

460

-

460



A versão I contém algumas imperfeições, que resultam numa perda "irreal" de USS 817, superior portando a quase 2 vezes o Lucro Líquido e representando mais de 10 % das vendas acumuladas.
Esta perda é tão significativa que um análise precipitada poderia levar, inclusive, ao fechamento da Empresa.

A versão II é a Demonstração do Resultado convertida de forma mais adequada, de conformidade com o FASB-52.

Quando das conversão de alguma conta da Demonstração do Resultado, for necessário a utilização de taxa diferentes (Pôr exemplo taxa histórica e média) convém demostrarmos essa conversão para facilitar a revisão.

Detalhes da conversão do Custo dos Produtos Vendidos

 

R$

Taxa

US$

Estoque Inicial

-

-

-

(+) Compras

200.000

52,66

3.798

(+) despesa Industriais

100.000

hist + 52,66

1.903

(-) Estoque Final

120.000

hist. 1.894

 

 

180.000

 

3.807

 

 

 

 

Despesas Industriais

R$

Taxa

US$

Salários e Ordenados

69.600

52,66

1.322

Seguros

4.000

hist.

82

Depreciação

5.300

hist.

99

Manutenção e Reparos

3.000

52,66

57

Despesas de Viagens

2.050

52,66

39

Refeições e Lanches

6.450

52,66

122

Energia Elétrica

9.600

52,66

182

 

100.000

 

1.903



5.2.7 - Demais Contas

As demais contas de receitas e despesas não relacionadas diretamente com contas de ativo ou passivo devem ser convertidas de uma maneira que produza aproximadamente o mesmo valor em moeda estrangeira que seria obtido se cada lançamento fosse convertido para moeda estrangeira com base na taxa cambial vigente nas das respectivas transações.

Considerando a impraticabilidade de converter cada transação para moeda estrangeira, devem ser utilizadas as taxas mensais ponderadas em função do número de dias de suas respectivas vigências, para converter as despesas e receitas pela movimentação mensal de cada conta em moeda nacional. Quando, porém, os acréscimos das taxas de estrangeira em relação a moeda nacional se distribuem de maneira razoavelmente uniforme durante todo o exercício e também as receitas e despesas em moeda nacional se distribuem com razoável uniformidade durante os meses, a utilização de uma única taxa média anual ponderada produzirá substancialmente o mesmo resultado que seria obtido pela utilização de taxas médias mensais ponderadas, e seria, portanto, um método aceitável nas circunstâncias, além de ser mais prático.


6. Ganhos ou perda na tradução (translation gain or loss - tgl)

O ganho ou prejuízo expresso em moeda estrangeira resultante da conversão das demonstrações financeiras, deverá ter o seguinte tratamento:

  • Como regra geral deverão ser incluídos nas demonstrações financeiras como conta de receita ou despesas de exercício.
  • No caso particular do resultado líquido da conversão das demonstrações financeiras para moeda estrangeira representar um ganho, deverá ser considerado o efeito das prováveis oscilações da moeda nacional em relação ao dólar sobre esse ganho. Sempre que houver evidência de que esperadas desvalorizações ( ou valorizações) futuras em relação ao dólar terão efeito de consumir aquele ganho, ele deverá ser diferido. Quando, porém, não houver essa evidência, esse ganho deverá ser considerado como receita do exercício.

6.1 - O que representa ganho ou perda em moeda estrangeira na conversão do balanço

Representa todos os efeitos de flutuação da moeda, originados nas contas de ativo, passivo e transações efetuadas, que englobam os efeitos de variação cambial e correção monetária.

Como vimos, o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado, em moeda estrangeira, são "fechados" pôr diferença. Na demonstração do Resultado essa diferença vem a ser o Ganho ou a Perda na Tradução.

Embora não haja uma exigência do FASB de se demostrar as origens desse Ganho/Perda, é de suma importância técnica e gerencial, a demonstração da composição detalhada do TGL.

O raciocínio básico de que os itens monetários (caixa, bancos, contas a receber, fornecedores etc.) expostos a inflação geram perdas ou ganhos. Também, a diferença entre a correção monetária contabilizada nos itens não monetários (investimento, imobilizado etc.) e a variação da moeda estrangeira no período representa uma perda ou ganho.

Não há forma padrão de se efetuar essa demonstração. Uma forma que se pode seguir como proposta considera o seguinte:

a) Ativo/Passivo monetário líquido expostos a inflação no início do período (+)
b) Resultado do período ajustado pelos itens que não movimentaram capital de giro (+)
c) Outras origens de recursos (aumento de capital, empréstimos etc)( (-)
d) Aplicação em itens não monetários (estoque, imobilizado etc.) (=)
e) Ativo/Passivo monetário exposto a inflação no final do período

A letra "a" é extraída do balanço inicial e a letra "e" deve conferir com o balanço final.

Os valores em moeda nacional referentes a cada letra acima são então traduzidos para moeda estrangeira, à taxa corrente e às taxas históricas. O total das diferenças entre valores em moeda estrangeira resulta no ganho ou perda na tradução.

Dadas as imperfeições contábeis existentes no Brasil, faz-se necessário, para fins gerências, a reclassificação de parte do saldo do "Ganho/Perda" na tradução, a fim de refleti-lo mais adequadamente. Exemplos dessas imperfeições, são a contabilização como receita de vendas, de encargos financeiros incluídos nas vendas a prazo, receitas financeiras sem segregação contábil dos juros e variação monetária, perdas e ganhos com ativos e passivos não indexados que deveriam ajustar as respectivas contas de despesas e receitas etc.

A prova é valida para itens traduzidos à taxa corrente. Não se constitui numa garantia de que a tradução como um todo foi feita corretamente, visto os valores históricos são extraídos do balanço já convertido. Ela fornece porém subsídios para verificarmos se as taxas históricas são razoáveis.

Prova do Ganho (ou perda) na Tradução

R$

Corrente

Histórico

Ganho

US$

US$(*)

(perda)

Ativo (Passivo) monetário
líquido, exposto no início do exercício

 

 

 

 

 

Origens dos Recursos:

 

 

 

 

Integralização de Capital

100.000

1.527

2.351

(824)

Lucro do exercício

4.600

70

1.277

 

 

 

 

 

 

Ajuste ao Lucro:

 

 

 

 

Depreciação

6.300

96

117

 

Correção Monetária do Balanço

52.200

797

-

 

Provisão para desvalorização de Investimentos

5.000

76

78

 

 

 

 

 

 

Lucro Ajustado

68.100

1.039

1.472

(433)

168.100

2.566

3.823

(1.257)

 

 

 

 

 

Aplicação de Recursos:

 

 

 

 

Aquisição de Imobilizado

(53.000)

( 809)

(1.174)

365

Aquisição de Investimentos

( 10.000)

( 153)

( 156)

3

Variação de Estoques

(120.000)

(1.832)

(1.894)

62

Variação nas Desp. Antecipadas

( 2.0000)

( 31)

( 41)

10

(185.000)

(2.825)

(3.265)

440

Passivo monetário líquido exposto a Variação monetária

 

 

 

 

no final do exercício

(16.900)

 

 

 

Perda na Tradução

( 259)

558

 

817

 

 

 

 

 

Origens dos Recursos:
Integralização de Capital

100.000

1.527

2.351

( 824)

Lucro do exercício

4.600

70

499

 

Ajuste ao Lucro:

 

 

 

 

Depreciação

6.300

96

117

 

Correção Monet. do Balanço

52.200

797

-

 

Provisão para desvalorização de Investimentos

5.000

76

78

 

 

 

 

 

 

Lucro Ajustado

68.100

1.039

694

345

 

168.100

2.566

3.045

( 479)

Aplicação de Recursos:

 

 

 

 

 

Aquisição de Imobilizado

( 53.000)

( 809)

(1.174)

365

Aquisição de Investimentos

( 10.000)

( 153)

( 156)

3

Variação de Estoques

(120.000)

(1.832)

(1.894)

62

Variação nas Desp. Antec.

( 2.000)

( 31)

( 41)

10

(185.000)

(2.825)

(3.265)

440

 

 

 

 

 

Passivo monetário líquido

 

 

 

 

exposto a Variação monetária no final do exercício

(16.900)

 

 

 

Perda na tradução

 

(259)

(220)

(39)


(*)Valores extraídos do balanço já convertidos para US$


7 . – Considerações Finais

Embora haja muitas diferenças, ainda entre os critérios brasileiros e os norte-americanos, podemos notar que os Princípios Contábeis Americanos servem de ponto de apoio a melhoramentos que estão sendo introduzidos nos Critérios Contábeis Brasileiros.

Em decorrência de todos os fatores apresentados, cada vez mais empresas brasileiras estão elaborando suas demonstrações contábeis pelos critérios Contábeis norte-americanos. Como, na maioria dos casos, os critérios norte-americanos são mais rígidos do que os nossos, as empresas os incorporam na contabilidade brasileira, resultando uma maior fidedignidade dos demonstrativos contábeis.

Essa busca e esse apoio nos Princípios Contábeis norte-americanos têm propiciado um avanço rumo à harmonização internacional das práticas contábeis, necessária, diante da crescente internacionalização de mercados. Mas esta aparente tranqüilidade em busca de uma solução para uma questão mundial já está resultando em um acalorado debate e que, no entanto, ameaça dividir o mundo corporativo em dois: Europa e Estados Unidos. Por um lado a Europa que quer as normas com suas características européias e por outro os EUA que defendem o seu modelo como o mais aceitável (Anexo I).

Os profissionais de contabilidade estão enfrentando um desafio de ajustar-se à exigências de um mundo globalizado. O currículo ideal apontado durante o encontro de Genebra que foi resultado de um trabalho de três anos feito por especialistas de todas as regiões do planeta e apresenta 36 páginas incluindo exigências que provocam reação irônica de alguns peritos .

O novo currículo para o contador global pode ser dividido em três grandes grupos:

a) - Conhecimentos das organizações e dos negócios: economia; métodos quantitativos e estatística para negócios; organização comportamental; operações administrativas; marketing e negócios internacionais.
b) - Informática: conceitos de Tecnologia da Informação para sistemas de negócios; controle interno baseado na computação; administração de Tecnologia da Informação; implementação e uso; e avaliação do trabalho com computação.
c) - Conhecimento Contábil e relacionado com a matéria: contabilidade financeira e publicação; administração contábil; taxação; lei comercial; auditoria interna e externa; administração financeira e finanças; e ética profissional.


8. - Conclusão

Neste mundo globalizado, onde os negócios e investimentos são realizados nas mais diferentes localidades por todo o mundo, diante das diferenças entre as moedas e os sistemas financeiros, tivemos a chance de apontar como se deve ser executada a correta conversão do balanço para moeda estrangeira, a fim de que se possa produzir informações financeiras compatíveis em uma mesma moeda.

Um dos objetivo das demonstrações financeiras é apresentar informações em termos financeiros sobre desempenho, posição financeira, e informações para tomadas de decisões com o máximo de confiabilidade e exatidão.

Para esse fim, notamos que as demonstrações financeiras de entidades separadas, dentro de uma empresa, e que existem e operem em sistemas econômicos e monetários diferentes, são consolidadas e apresentadas como se fossem as demonstrações financeiras de uma única empresa. Como não é possível combinar, somar ou subtrair medidas expressas em moeda diferentes, é necessário traduzir em uma única moeda de relatório os ativos, passivos, receitas, despesas, ganhos e perdas que foram medidos ou denominados em moeda estrangeira.

Entretanto, pudemos notar que ao decorrer deste trabalho, notamos que a unidade apresentada por uma tradução assim feita, não altera o significado dos resultados e relação das partes constituintes da empresa e é somente através da operação eficaz dessas partes que a empresa, como um todo, consegue alcançar seu objetivo. Sendo assim, a conversão das demonstrações financeiras de cada entidade componente de uma empresa deverão estar confeccionadas com o mesmo sentido.

Um dos principais resultados colhidos através da conversão é que através contabilidade, em qualquer lugar do mundo, seu papel é o de fornecer informações compatíveis com os efeitos econômicos esperados de uma alteração nas taxas de câmbio sobre o fluxo de caixa ou patrimônio líquido de uma empresa.

Refletir nas demonstrações consolidadas os resultados financeiros e as relações financeiras de entidades individuais consolidadas, como medidos em suas moedas funcionais, em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos.


9 . Referências Bibiográficas:

ALMEIDA, Marcelo Cavalcante. Contabilidade Avançada. São Paulo, Editora Atlas, 1998.

CAMPOS FILHO, Ademar. Fluxo de Caixa em Moeda Forte. 2ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 1993

COOPERS & LYBRAND et al. Contabilidade no Contexto Internacional - 9. São Paulo: Atlas, 1998.

IUDÍCIBUS, Sérgio de & MARTINS, Eliseu & GELBECKE, Ernesto Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. 4ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 1998.

[PADOVEZE, Clóvis Luis. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. 2ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 1998.

YOSHITAKE, Mariano e HOJI, Masakazu. Gestão de Tesouraria. São Paulo, Editora Atlas, 1997.

A BATALHA Pelo Controle da Contabilidade. Gazeta Mercantil, 02/06/1999. Caderno Empresas & Carreiras, Capital Aberto, Pág. C-4.

[GLOBALIZAÇÃO exige novo perfil de contador]. Gazeta Mercantil, 26/02/1999. Caderno Empresa & Carreiras, Administração & Marketing, pág. C-8.

MILANESE, Daniela. Contadores enfrentam desafio da globalização. O Estado de São Paulo. 20/05/1999

FIPECAFI, ARTHUR ANDERSEN. Normas e Práticas Contábeis no Brasil. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1994.

Lei das S/A. nº 6404 de 15/12/76, Lei 9.457, de 05/05/97. 26ª ed. São Paulo: Atlas, 1998.

PEREZ JUNIOR, José Hernandes, OLIVEIRA, José Martins de. Contabilidade Avançada. São Paulo: Atlas, 1997.

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Contabilidade Avançada. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 1997.

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Contabilidade Intermediária. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 1996.

PEREZ JUNIOR, José Hernandez. Conversão de Demonstrações Contábeis p/ Moeda Estrangeira. São Paulo: Atlas, 1997.

LUCA, Márcia M. Mendes de. Demonstração do Valor Adicionado: Do Cálculo da Riqueza Criada pela Empresa ao Valor do PIB. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 1998.

IUDÍCIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1995.


10 . Lista de Anexos

NBC T 7 - Da Conversão da Moeda Estrangeira nas Demonstrações Contábeis.

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pela Portaria CFC nº 10/01, bem como o intenso auxílio desempenhado pelos profissionais que o compõem representado, além desta Entidade, o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o Instituto Brasileiro de Contadores, o Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro Nacional, a Secretaria Federal de Controle e a Superintendência de Seguros Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº 51, de 19 de setembro de 2001;

resolve:

Art. 1º - Aprovar a Norma Brasileira de Contabilidade NBC T7 - Da Conversão da Moeda Estrangeira nas Demonstrações Contábeis.

Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação.

JOSÉ SERAFIM ABRANTES

Presidente do Conselho

 

ANEXO

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC T - 7 - DA CONVERSÃO DA MOEDA ESTRANGEIRA NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

7.1 - DISPOSIÇÕES GERAIS

7.1.1 - Esta norma visa a definir como devem ser contabilizadas as transações que envolvam moeda estrangeira, realizadas por entidades sediadas no Brasil. com base no valor do patrimônio líquido.

7.1.2 - Na norma são utilizados os seguintes termos e expressões:

a) sede.

Transação em moeda estrangeira é toda operação de exportação, importação, empréstimo, etc. realizada por entidade sediada no Brasil, com entidade do exterior, a ser liquidada em moeda estrangeira;

b) no exterior realizada diretamente por entidade sediada no Brasil, tais como exportações, importações, empréstimos, etc.

Moeda nacional do país é a moeda de curso legal no Brasil e na qual se expressam os registros e as demonstrações contábeis da entidade brasileira;

c) Moeda estrangeira é uma moeda de curso legal em um no país estrangeiro;

d) onde são realizadas as transações comerciais ou onde se situa a investida da empresa brasileira. fora do Brasil diferente da moeda do país. Taxa cambial é a taxa para a troca de duas moedas distintas;

e) Variação cambial é a diferença, acumulada em moeda nacional, do país resultante das modificações nas taxas cambiais de uma moeda estrangeira; e

f) entre duas datas, afetando determinado montante de moeda estrangeira.

Taxa de fechamento é a taxa cambial vigente na data do encerramento do exercício ou período, ou não sendo disponível ou divulgada, a taxa cambial do último dia útil antes do encerramento do exercício ou período.

7.2 - DO REGISTRO CONTÁBIL

7.2.1 - Uma transação em moeda estrangeira deve ser contabilizada, no seu momento inicial, em moeda do país nacional, aplicando-se para conversão dão montante estrangeira a taxa cambial entre dessa a moeda na data da transação nacional do país e a moeda estrangeira na data da transação, em conformidade com a natureza da transação, como compra, venda ou financiamento.

7.2.1.2 - A taxa de câmbio a ser utilizada na data da transação é normalmente designada como spot rate, assim considerada a taxa cambial vigente no local da transação.

7.2.2 - Na data de cada encerramento de exercício ou de período menor, os saldos devedores e credores decorrentes de operações em moeda estrangeira devem ser avaliados pela taxa de fechamento de cambio câmbio aplicável naquela data, conforme a natureza da o tipo de transação.

7.2.3 - A variação cambial está vinculada à mudança na taxa de câmbio entre as datas original da transação e a da liquidação de saldos devedores e credores em moeda estrangeira.

7.2.4 - A variação cambial eventualmente apurada entre as datas do recolhimento registro inicial e a da liquidação de saldos devedores ou credores em moeda estrangeira no mesmo período, ou a entre a data inicial ou a do último encerramento e a data de encerramento atual ou de liquidação, deve ser reconhecida contabilizada como receita ou despesa no(s) exercício(s) ou período(s) em que foi incorrida, de acordo com o Princípio da Competência.

Conforme Apêndice à Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade.

7.3 - DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

7.3.1 - As demonstrações contábeis da entidade sediada no Brasil que efetua transações no exterior devem divulgar:

a) os saldos devedores e credores relevantes em moedas estrangeiras, com indicação de sua natureza; e

b) a política da entidade no gerenciamento do risco relacionado com a moeda estrangeira.

7.3.2 - 2 A investidora entidade sediada no Brasil deve divulgar o efeito sobre os itens monetários em moeda estrangeira uma operação estrangeirada mudança nas taxas cambiais ocorrida depois da data do balanço, se essa mudança for relevante.

Ata CFC nº 818

Procs. CFC nº 40/01 e 42/01