Características do Músculo Esquelético
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Características do Músculo Esquelético


1- Ativação do músculo esquelético

Os músculos esqueléticos são ativados pelo mesmo tipo de estímulo.


2- O potencial de ação do músculo esquelético

O início da contração no músculo esquelético começa com os potenciais de ação nas fibras musculares. Esses potenciais de ação provocam a liberação de íons cálcio do retículo sarcoplasmático. São os íons cálcio que, por sua vez, iniciam os eventos químicos do processo contrátil.

A fibra muscular esquelética é tão grossa que o potencial de ação que passa por sua membrana produz fluxo insignificante de corrente em seu interior. Entretanto, para que ocorra contração, essa correntes elétricas devem penetrar até a vizinhança de todas as miofibrilas.


3- Propriedade de contração do músculo esquelético

O músculo esquelético tem a propriedade de contrair-se, essa contração ocorre inicialmente com os potenciais de ação nas fibras musculares. Esses potenciais de ação provocam a liberação de íons cálcio do retículo sarcoplasmático. São esses íons cálcio que, por sua vez, iniciam os eventos químicos do processo contrátil.


4- Força de contração do músculo esquelético

O cumprimento a que um músculo é distendido, antes que se contraia, influencia, de modo acentuado, a força dessa contração. Quando o cumprimento é muito menor do que o normal, a força de contração fica extremamente diminuída e, também, quando é muito distendida, além de seus limites normais, não se contrai com a força que seria possível de ser desenvolvida em outras condições.

Felizmente, o cumprimento normal de um músculo, na sua posição mais distendida, é quase que ótimo para a força máxima de contração. Por exemplo, quando o bíceps está em seu comprimento normal total, sua contração ocorre com força máxima e, conforme diminui seu comprimento, pela própria contração, a força desenvolvida diminui proporcionalmente.


5- Atrofia do músculo esquelético

Quando a inervação de um músculo é destruída, o músculo entra em atrofia – isto é, as fibras musculares começam a degenerar. Em cerca de 6 meses a 2 anos, o músculo terá atrofiado a cerca de um quarto de seu volume normal e suas fibras musculares terão sido substituídas, em sua maioria, por tecido fibroso.

Por alguma razão, a estimulação neural de um músculo mantém seu tecido vivo. Mesmo quando uma pessoa não usa muito seus músculos, os impulsos tônicos intermitentes são ainda suficientes para manter o músculo relativamente normal, mas sem esses impulsos, as fibras musculares, dentro em pouco, atrofiariam completamente. Talvez esse efeito seja causado por alterações nutricionais no músculo desnervado. Pois potenciais de ação que passam ao longo da membrana da fibra alteram sua permeabilidade de forma acentuada, o que poderia ser necessário para um transporte adequado de nutrientes através da membrana.

A integridade funcional das fibras musculares desnervadas pode ser mantida de forma bastante satisfatória por estimulação elétrica diária. Os potencias de ação, produzidos por esse meio, tomam o lugar dos potenciais de origem neural, e impedem a atrofia das fibras musculares.


6- Hipertrofia do músculo esquelético

Quanto mais é usado um músculo, maior será seu tamanho e sua força, embora a causa desse efeito desconhecida. O aumento da massa do músculo é chamado de hipertrofia. Exemplos desse efeito são (1) o grande desenvolvimento muscular dos levantadores de peso, (2) a grande hipertrofia dos músculos das pernas de patinadores, (3) o aumento da massa dos músculos do braço e da mão de carpinteiros e (4) aumento da massa de músculo da coxa de corredores.

Associada à hipertrofia muscular existe, normalmente, o aumento da eficiência da contração muscular, visto que os músculos hipertrofiados armazenam quantidades muito aumentadas de glicogênio, de substâncias gordurosas e outros nutrientes. Além disso, o número de miofibrilas contráteis também aumenta. Todas essas alterações fazem com que a eficiência do processo contrátil também aumente, de modo que a porcentagem da energia, que é convertida em trabalho muscular, é muito no atleta que no não treinado.

Deve ser notado que a atividade muscular fraca, mesmo quando mantida por longos períodos de tempo, não resulta em hipertrofia muscular significativa.