Atitudes: Conceito, Formação e Mudança
Sociais Aplicadas > Psicologia

ATITUDES: CONCEITO, FORMAÇÃO E MUDANÇA

Feira de Santana

Setembro - 2001

Nós escolhemos, por meio da percepção, pensamento e raciocínio, os valores, as crenças, as opiniões e as expectativas que regularão a conduta para uma tarefa almejada. Porém, o comportamento e seu resultado dependerão tanto das escolhas conscientes do indivíduo, como dos acontecimentos do meio sobre os quais não tem controle e que atuam sobre ele.

(Análise de cunho cognitivo para a explicação da tomada de atitude.)

 

ATITUDES: CONCEITO, FORMAÇÃO E MUDANÇA

1. Conceito de Atitude

Em 1935, Allport reuniu mais de 100 definições do termo atitude, o que mostra o interesse demonstrado pelos psicólogos sociais de várias épocas. Ainda hoje, não são poucas as contribuições apresentadas em torno desse tema clássico da psicologia social.

O tamanho interesse pelo estudo das atitudes, em Psicologia Social, se deve a três argumentos:

  • As atitudes constituem bons preditores de comportamentos;
  • As atitudes sociais desempenham funções específicas para cada um de nós;
  • As atitudes são a base de uma série de situações sociais importantes, tais como as relações de amizade e de conflito.

A atitude social refere-se a um sentimento pró ou contra um objeto social, sendo que este pode ser uma pessoa, um acontecimento social, ou qualquer produto da atividade humana. Porém, como esta conceituação de atitude é muito geral e não é ainda totalmente livre de controvérsia, é preciso uma definição mais clara.

2. Definição de Atitude

Como foi colocado no início, Allport apresenta cerca de 100 definições de atitude. Só que os desenvolvimentos ocorridos através dos tempos permitem que se eliminem muitas destas definições por serem imprecisas e inadequadas.

Com base nas várias definições encontradas em manuais de Psicologia Social, pode-se sintetizar os elementos essencialmente característicos das atitudes sociais como sendo:

  • Uma organização duradoura de crenças e cognições em geral;
  • Uma carga afetiva pró ou contra;
  • Uma predisposição à ação;
  • Uma direção à um objeto social.

Sendo assim, Atitude Social é uma organização duradoura de crenças e cognições em geral, dotada de carga afetiva pró ou contra um objeto social definido, que predispõe a uma ação coerente com as cognições e afetos relativos a este objeto.

As várias definições, embora divirjam nas palavras utilizadas, tendem a caracterizar as atitudes sociais como sendo integradas por três componentes: o cognitivo, o afetivo e o comportamental.

3. Componentes das Atitudes

3.1. O componente cognitivo é o objeto tal como conhecido. Para que se tenha alguma atitude em relação a um objeto é necessário que se tenha alguma representação cognitiva desse mesmo objeto. As crenças e demais componentes cognitivos (conhecimento, maneira de encarar o objeto, etc.) relativos ao objeto de uma atitude, constituem o componente cognitivo da atitude.

3.2. O componente afetivo é o objeto como alvo de sentimento pró ou contra. Para alguns psicólogos, este componente é o único característico das atitudes. Não há dúvida de que o componente mais nitidamente característico das atitudes é o componente afetivo. Nisto, as atitudes diferem, por exemplo, das crenças e das opiniões.

3.3. O componente comportamental é a combinação de cognição e objeto como instigador de comportamentos, dadas determinadas situações. A posição geralmente aceita pelos psicólogos sociais é a de que as atitudes possuem um componente ativo, instigador de comportamentos coerentes com as cognições e os afetos relativos aos objetos atitudinais.

4. Atitude e Comportamento

A relação entre estes dois temas se dá a partir do momento em que são expostos os seus conceitos, ou seja, as atitudes envolvem o que as pessoas pensam, sentem e como elas gostariam de se comportar em relação a um objeto atitudinal. Já o comportamento não é apenas determinado pelo o que as pessoas gostariam de fazer, mas também pelo o que elas pensam que devem fazer, isto é, normas sociais, pelos seus hábitos e pelas conseqüências esperadas de seu comportamento.

Na tentativa de mostrar a inconsistência entre atitude e comportamento, La Piére fez a seguinte experiência: no início da década de 30, ele viajou por uma parte dos EUA acompanhado de um casal de chineses. Durante a viagem, eles pararam em 66 hotéis e 184 restaurantes, sendo atendidos por todos, à exceção de um único hotel. Seis meses depois, ele enviou carta à todos os estabelecimentos que haviam visitado, perguntando se eles prestariam seus serviços a um casal de chineses. Dos 128 que responderam, 92% disseram que recusariam seus serviços à chineses. Então, estes estudos são invocados como prova de ausência de correlação entre atitude e comportamento.

Como tudo na vida possui os lados positivo e negativo, este estudo de La Piére sofreu críticas. Elas ocorreram no intuito de mostrar que o comportamento é resultante de múltiplas atitudes. No caso da experiência de La Piére, é que as pessoas têm atitudes em relação à situação como tal, ou seja, os chineses quando acompanhados de um americano de boa aparência e solicitando serviços aos quais estavam em condições de pagar, não haveria porque os donos dos estabelecimentos se negarem, por maiores as crenças que possuam, já que eles precisam de clientes.

Fishbein e Ajzen foram dois estudiosos que contribuíram para o estudo da relação entre atitude e comportamento. De acordo com o modelo na página seguinte, para que sejamos capazes de prever a intenção de uma pessoa em praticar determinado comportamento/ato, é necessário determinar quais as suas atitudes em relação ao comportamento (o que é bom ou mau, feio ou bonito, etc.). Além disso, determinar o valor atribuído pela pessoa à norma subjetiva, isto é, a sua percepção das avaliações de outras pessoas acerca da perpetração daquele comportamento.

5. Atitude a Valores

Os valores podem ser interpretados como atitudes geradas em relação a objetos de grande extensão e complexidade. Eles são categorias gerais dotadas também de componentes cognitivos, afetivos e de comportamento, diferindo das atitudes por sua generalidade.

A característica de generalidade dos valores e especificidade das atitudes faz com que uma mesma atitude possa derivar de valores distintos.

Ex.: Uma pessoa pode ter uma atitude favorável a dar esmola por valorizar a caridade, e outra, por valorizar o desejo de mostrar-se superior.

Em 1951, Allport, Vernan e Lindzey propuseram uma escala padronizada para a classificação das pessoas de acordo com a importância dada por ela a seis valores: teoria, estética, praticabilidade, atividade social, poder e religião.

São os valores que nos orientam e fornecem parâmetros para o julgamento, avaliação e adoção de condutas, doutrinas, crenças, ideologias e culturas. Esta é a razão pela qual o tema dos valores desfruta de uma particular atenção junto aos psicólogos.

6. Formação das Atitudes

Não existe um consenso no que diz respeito à formação das atitudes. Entretanto, existem vários enfoques teóricos que salientam diferentes fatores básicos na formação das atitudes sociais. Apesar de diversos, é possível uma integração dos mesmos para uma visão mais completa e mais adequada deste processo de formação.

Vejamos agora, os diferentes enfoques teóricos relativos ao processo de formação das atitudes:

6.1. Enfoques Funcionais

a) A posição de Smith, Bruner e White

Para eles, as opiniões, em síntese, constituem parte da tentativa do homem de enfrentar e dominar o mundo. Elas constituem parte integrante da personalidade.

As atitudes se formam para atender a determinadas funções, as quais são vistas como uma perspectiva pragmática de utilidade para o ajustamento da personalidade diante do mundo exterior. Eles indicam as funções que desempenham as atitudes. São elas:

  • avaliação do objeto – nos proporciona as posições gerais inspiradoras de nossas reações a este objeto específico ou outros a ele relacionados;
  • ajustamento social – desempenha o papel de nos possibilitar a facilitação, o término, a manutenção mais ou menos harmoniosa, de nossas relações com outras pessoas;
  • externalização – consiste na manifestação clara de posições que defendem ou protegem o eu, contra certos estados de ansiedade provocados por problemas interiores.

Smith, Bruner e White, em 1956, apresentam uma série de 10 estudos de personalidades, nos quais procuram identificar o papel desempenhado pelas atitudes no atendimento a uma ou mais funções caracterizadas acima.

b) A posição de Katz e Stotland – Para eles, o estabelecimento da base motivacional das atitudes são quatro:

  • atitude servindo à função de ajustamento, caracterizando-se como um instrumento para a consecução de um objetivo;
  • atitude servindo à função de defesa do eu, protegendo a pessoa contra o reconhecimento de verdades indesejáveis;
  • atitude servindo de expressão a um valor que a pessoa preza sobremaneira, e, em relação ao qual, sente necessidade de exibir inequivocamente sua posição;
  • atitude servindo à função de colocar ordem no ambiente, compreender os fenômenos circunstantes e integrá-los de uma forma coerente.

c) A posição de Kelman

Este autor considera três processos de influência social que nos possibilitam um melhor entendimento em relação ao processo de formação de atitudes, sendo elas:

  • aceitação – é aquela que se verifica quando uma pessoa aceita a influência de outra ou de um grupo a fim de obter aceitação por parte desta pessoa ou do grupo;
  • identificação – quando uma pessoa adota um comportamento que deriva de uma outra pessoa ou grupo, porque este comportamento é associado à uma relação com essa pessoa ou grupo que é, em si mesmo, gratificante pela auto-definição da pessoa em relação à estes pontos de referência;
  • internalização – quando uma pessoa aceita uma influência porque esta influência é congruente com seu sistema de valores.

Kelman salienta que estes três processos de mudança e formação de atitudes não têm que ser, necessariamente, mutuamente exclusivos. Na maioria das vezes, as atitudes se originam ou mudam em função de uma combinação destes tipos de influência.

6.2. Enfoques Baseados na Noção de Consistência Cognitiva

As posições de Heider, Newcomb e Festinger

Todos estes autores tomam a posição de que existe uma força em direção à congruência, à harmonia, à consistência entre as nossas atitudes e entre os componentes integrantes das atitudes. De acordo com as teorias de consistência cognitiva, as atitudes se formam segundo o princípio da harmonia e da boa forma, sendo mais fácil organizarem-se atitudes que formam um todo coerente e internamente consistente, do que se formarem atitudes que, devido à sua incongruência, provocam tensão e desejo de mudança.

A posição de Rosenberg

Essa posição é basicamente fundamentada na teoria do equilíbrio de Heider. O ponto central da posição de Rosenberg é o de que existe uma estreita ligação entre as crenças acerca de um objeto e o afeto dirigido à este objeto. Consequentemente, quando existe coerência entre os componentes cognitivo e afetivo das atitudes, elas se formam de maneira estável e duradoura, sem causar tensão, e sem motivar qualquer mudança; o oposto se verifica caso não haja esta coerência, tornando mesmo difícil a formação das atitudes.

6.3. Enfoques Baseados na Teoria do Reforço

A posição de Hovland, Janis e Kelley

Esses autores achavam que a base das atitudes está no reforço ou na punição que se seguem à emissão de um comportamento. O seu enfoque é baseado numa posição behaviorista, segundo a qual o reforço seguido à emissão de um comportamento, tende a solidificar este comportamento e a atitude à ele subjacente; enquanto que um estímulo aversivo tenderá a extinguir a resposta e, consequentemente, impossibilitará a estruturação de uma atitude.

A posição de Doob

Essa posição é de caráter nitidamente behaviorista. Para ele, a atitude é uma variável interveniente que se interpõe entre um determinado estímulo e o comportamento subsequente. Para Doob, existe um estímulo que conduz a uma resposta implícita (atitude) e termina com um comportamento explícito.

Esse autor ainda admite que o comportamento emitido é função de vários determinantes e não apenas da atitude. Outros hábitos, pulsões, e mesmo outras atitudes previamente adquiridas são capazes de intervir na resposta explícita, que é o comportamento.

7. Mudanças de Atitude

Apesar de serem relativamente estáveis, as atitudes são passíveis de mudança. A quantidade de informação disponibilizada pelos meios de comunicação, principalmente rádio e televisão, por se tratarem de um espaço acústico, e a característica que essa informação adquire ao penetrar em nosso íntimo, são capazes SIM de provocar mudanças de atitude.

ATITUDES SOCIAIS

Como os componentes cognitivo, afetivo e comportamental (atitudes sociais) interagem entre si em busca do equilíbrio, qualquer mudança em um destes três componentes é capaz de alterar os outros. Logo:

  • Uma informação nova,
  • Uma nova experiência,

Ou até mesmo um novo comportamento emitido em cumprimento a normas sociais, ou outro tipo de agente capaz de prescrever comportamento,

pode criar um estado de inconsistência entre os três componentes atitudinais de forma a resultar numa mudança de atitude.

7.1. Mudança no componente cognitivo

Uma mudança no elemento cognitivo pode resultar em mudança também nos componentes afetivo e comportamental.

Ex.: Uma pessoa portadora de atitude preconceituosa para com negros, passando a dividir um espaço com grupos desta raça, terá essa atitude negativa passível de mudança, visto que a pessoa preconceituosa passa a perceber que muitas das crenças nas quais acreditava, à respeito dos negros, eram falsas.

Ou seja, após recebida e aproveitada uma oportunidade, as cognições podem ser modificadas, acarretando também uma reestruturação cognitiva no sentido de modificar os componentes afetivo e comportamental relacionados. No exemplo acima citado, essa oportunidade e a mudança ocorrida em sua decorrência, conduziriam essa pessoa à extinção do preconceito e ao convívio amistoso com os negros.

Logo, conhecer fatos de uma pessoa, que sejam discordantes de nosso sistema de valores, pode levar-nos a uma mudança de atitude de seqüência negativa; como o contrário, pode também nos levar a uma mudança de atitude, porém, neste caso, de seqüência positiva.

7.2. Mudança no componente afetivo

Refere-se à mudança de atitude, porém relacionada à afeição.

Ex.: Devido a uma desavença, mudamos nosso comportamento afetivo em relação à alguém. A partir daí, começam os comportamentos hostis e a atribuição de defeitos (componente cognitivo), com o intuito de justificar a mudança de nosso afeto. Da mesma forma, passar a gostar de alguém com quem não simpatizávamos antes, é passar a perceber todos os defeitos capitais da pessoa de forma atenuada, ou até como virtudes.

Esse tipo de mudança de atitude é muito comum no cenário político mundial.

7.3. Mudança no componente comportamental

Refere-se à prescrição de determinado comportamento.

Ex.: A exigência de determinados pais para que os filhos estudem em escolas que não agrada aos pequenos, pode resultar numa reorganização dos componentes cognitivo e afetivo das crianças em relação ao colégio, passando este a ser um objeto de atitude positiva por parte delas.

Essa mudança de atitude caracteriza-se como uma busca de tornar as nossas crenças e afetos compatíveis/coerentes com o comportamento que precisamos exibir.

7.4. Influências a serem consideradas no fenômeno da mudança de atitude

7.4.1. Influência do comunicador no fenômeno de mudança de atitude

Para Hovland, Janis e Kelley (1953) a mudança de atitude deve ser provocada através de incentivos e reforçada para que se incorpore ao comportamento da pessoa.

Hovland e Weiss (1951) apresentaram um estudo à respeito da origem das informações e de seus efeitos num determinado grupo. Verificou-se que as informações oriundas de fontes de alta credibilidade eram mais passíveis de promover uma mudança de atitude, que as de baixa credibilidade.

A aceitação tardia da comunicação oriunda de uma fonte de baixa credibilidade foi classificada como sleeper effect, que ocorre quando o recebedor dissocia a informação de sua fonte posteriormente.

Hovland, Janis e Kelley (1953) dizem que, de fato, as intenções, os conhecimentos e a credibilidade inspirada pelo comunicador são variáveis importantes no que concerne à eficácia da comunicação persuasiva. Estudos realizados neste sentido, no Brasil e Uruguai não obtiveram êxito com a utilização da credibilidade do comunicador. Parece que a cultura tem algo à ver com a eficácia desta variável no processo persuasivo.

Experimentos conduzidos por Walster e Festinger (1962) e por Becker (1965) demonstram que as pessoas que escutam uma comunicação persuasiva sem saber que ela está sendo dirigida à elas, mudam mais suas atitudes que aqueles que atribuem tendenciosidades e interesse por parte do comunicador.

Asch (1952) porém, sugere que há uma mudança de objeto de julgamento e não no julgamento do objeto. Exemplo: versos de um mesmo autor apresentado à dois grupos distintos para análise.

7.4.2. Influência da forma de apresentação da comunicação no fenômeno de mudança de atitude

Esta pode ser apresentada de diversas formas:

Argumentos mais importantes primeiro;

Os resultados experimentais dos estudos de Hovland indicam ser a melhor posição, visto que com o passar da explanação do assunto, a audiência estará pouco motivada; porém, no caso de uma platéia sintonizada com o comunicador, a ordem dos argumentos em direção ao clímax é mais eficiente.

Argumentação seguida de conclusão e/ou argumentação com conclusão implícita;

A apresentação da conclusão torna a comunicação mais clara e inequívoca, mas possui o inconveniente de despertar sentimentos negativos, referentes à uma possível parcialidade do comunicador. Ao deixar a conclusão para os ouvintes, o comunicador poderá parecer mais digno de crédito e menos interessado em conduzí-los para os fins desejados. Estudos revelaram ser a apresentação da conclusão mais eficiente para grupos pouco sofisticados intelectual e educacionalmente.

Apresentação de argumentos exclusivamente positivos;

COMUNICAÇÃO UNILATERAL – apresentação dos argumentos prós ou contras certo tema;

COMUNICAÇÃO BILATERAL – apresentação de ambos os argumentos, sendo esta mais eficaz quando direcionada aos grupos mais sofisticados.

Porém, a escolha do tipo de comunicação depende da posição inicial da audiência e se ela será submetida à contrapropaganda. No caso de uma audiência à favor do exposto, recomenda-se a utilização da unilateral. A bilateral é de grande eficiência quando a audiência é exposta futuramente à contra propaganda. O fato de ter ouvido as duas posições, tem o poder de inocular a audiência contra as tentativas de persuasão no sentido contrário.

  • Apresentação de uma posição pouco divergente da do recebedor;
  • Latitude de aceitação – a posição aceitável em relação à um tema, sem exclusão de outras opiniões também aceitáveis à respeito de determinado assunto, mesmo que não seja exatamente a mesma;
  • Latitude de rejeição – Idem, porém em sentido inverso à anterior;
  • Latitude de não-envolvimento - possuem latitudes de aceitação e rejeição pequenas.

Logo: tentativas de persuasão com pessoas cujas latitudes de rejeição são muito grandes, devem ser MODERADAS.

  • Apelo a argumentos de natureza emocional e/ou apresentação de argumentos racionais;
  • Comunicações com apelos emocionais:
  • Desperta mais atenção ao seu conteúdo;
  • Motiva o recebedor a entender a essência da comunicação, e
  • Facilita a aceitação das conclusões sugeridas.
  • Surtem mais efeito em audiências pouco sofisticadas intelectualmente.
  • Apelo a argumentos suscitadores de medo ou exclusão;

Ou seja, uma comunicação que ameace o recebedor no sentido de que decorreriam situações desagradáveis de sua não-aceitação de determinado argumento. Porém, isso pode também suscitar a criação de defesas que resultem numa maior resistência.

7.4.3. Influência do tipo de audiência

Segue abaixo a análise do efeito na personalidade dos recebedores da comunicação:

  • Personalidade do recebedor da comunicação persuasiva
  • Fatores de personalidade capazes de resultar em maior ou menor persuasibilidade:
  • auto-estima – quanto maior a auto-estima, menos susceptível de influência será o indivíduo, ou seja, menos conformismo ele irá demonstrar.
  • autoritarismo – pessoas autoritárias são altamente influenciáveis por comunicadores de prestígio.
  • isolamento social – a sensação de isolamento conduz a uma maior dependência de aprovação por parte dos outros, o que representa maior susceptibilidade à influência.
  • maior ou menor riqueza de fantasias – pessoas mais fantasiosas são mais propensas á persuasão.
  • sexo – considerando o papel "passivo" da mulher (estabelecido pela sociedade), elas apresentam-se mais persuasíveis.
  • tipo de orientação vital – pessoas que não estabelecem metas e objetivos pessoais e nem buscam por uma independência pessoal, são mais susceptíveis à persuasão.
  • Filiação a grupos sociais e suscetibilidade influência

Pesquisas realizadas pelos estudiosos da época, confirmaram que quanto mais inserido e realmente conectado com os ideais de um grupo, menos susceptível torna-se o indivíduo às comunicações contrárias às normas do grupo. E, além disso, as atitudes formadas no grupo ao qual este indivíduo encontra-se filiado, perpetuam-se por longos períodos.


8. Conclusão

Neste breve ensaio, tivemos a oportunidade de percorrer e conhecer o processo de conceituação, formação e mudança de atitudes, sendo esta última objeto de diversos estudos por parte de psicólogos e estudiosos.

Como citado pelo próprio autor, estamos inseridos em diversas atividades do dia-a-dia que predizem e suportam mudanças de atitudes, logicamente, suportadas e precedidas por métodos persuasivos.

O disposto em nossa base de estudo, e agora resumidamente exposto aqui, tem o objetivo de apresentar alguns fatores e variantes envolvidos no processo da facilitação ou não do processo da mudança de atitude.

Finalizamos o trabalho, esperando ter elucidado possíveis dúvidas e/ou questões advindas ou geradas no momento da exposição em sala de aula do tema aqui estudado.

Desejamos ao (s) leitor (es) que tenham um bom e proveitoso uso das informações e do material aqui apresentado.

A Equipe.

* * *

 

Outros Autores: Erica Souza e Níthissa Queiroz


Trabalhos Relacionados