Artigo: "Aleitamento Materno"
Biológicas > Nutrição

UNIVERSIDADE PAULISTA
Danusa de Souza Resende
ARTIGO
ALEITAMENTO MATERNO
SÃo Paulo
2009
SUMÁRIO

1 Introdução

1.1 A importância do Aleitamento Materno
1.2 Tipos de leite
1.3 Benefícios do Aleitamento Materno para a mãe
1.4 Desmame precoce
1.5 Quando a amamentação é contra-indicada ou suspensa por um
período determinado
2 Objetivo
3 Material e Métodos
4 Resultados e Discussão
5 Conclusão
Referências Bibliográficas

RESUMO

O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção e proteção da saúde das crianças em todo o mundo. A superioridade do leite humano como fonte de alimento, de proteção contra doenças e de afeto. Para tanto, este trabalho teve como objetivo conscientizar as mães sobre a importância do aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida de seus filhos. O presente trabalho foi realizado durante o período de estágio em Nutrição Clínica de 15 de setembro a 27 de novembro de 2009, no Hospital Sorocabano, na cidade de São Paulo. Foram entrevistadas 65 pacientes e coletados dados para realização de orientações adequadas sobre aleitamento materno, abordando questões diversas como avaliação nutricional, percepção e conhecimentos maternos sobre aleitamento, hábitos alimentares, entre outros. Por fim, foi entregue uma cartilha com recomendações e informações sobre a importância da amamentação, a introdução do alimento após seis meses de idade no bebê. Como resultados, a maioria das mães que já tiveram um filho (43,07%), dizem que amamentaram, porém apenas 27 exclusivamente. Houve prevalência do IMC pré-gestacional em eutrofia (56,92% - 37 mães), havendo um ganho de peso (GP) na gestação entre 14,1-17 Kg (24,61%) e 8,1-11 Kg (21,54%), obtendo-se recém-nascidos, em sua maioria (73,85%) com peso normal (3000 3999g). Foi realizado pré-natal por 86,15% das mães, onde 72,31% participou de 6-10 consultas, seguidas de apenas 2 (3,08%) participaram de >16 consultas. A maioria afirmou não ter recebido orientação sobre aleitamento materno e 29 relataram ter recebido orientação, principalmente por enfermeiros seguidos do médico. Nenhuma relatou orientação de nutricionista. Sobre os hábitos alimentares, se observou um consumo diário de frituras e gorduras (20%), massas (27,69%), salgadinhos/fast-food (10,77%) e doces (27,7%) relativamente baixo, contra frutas (53,85%), legumes e verduras (63,08%), carnes (65,15%) e leite e derivados (72,30%) todos os dias cobrindo assim, as necessidades de praticamente todas as gestantes saudáveis. Portanto, há necessidade de expansão das atividades de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno para que os índices de baixa amamentação sejam cada vez mais escassos, a fim de aumentar a sobrevida de recém-nascidos e prevenir doenças nas lactantes.
Palavras chave: aleitamento materno; recém-nascido; pré-natal.

ABSTRACT

Breast-feeding is considered one of the fundamental pillars for the promotion and protection of the health of children throughout the world. The superiority of breast milk as a source of food, protection against diseases and affection. So, this work was to educate mothers on the importance of exclusive breast-feeding for the first six months of life for their children. This work was done during the probationary period in clinical nutrition 15 September the 27 November 2009, in Sorocabano Hospital in the city of São Paulo. Patients were interviewed 65 and collected data to conduct appropriate guidance on breast-feeding, addressing various issues such as nutrition assessment and perception about maternal breastfeeding knowledge, food habits, among others. Finally, was delivered a primer with recommendations and information about the importance of breastfeeding, the introduction of the food after six months of age in the baby. As a result, the majority of mothers who have already had a child (43,07%) say that but only 27 exclusively. There was the prevalence of IMC eutrophic prepaid Gestationis into (56,92%-37 mothers), and weight gain in pregnancy (GP) between 14.1-17 kg (24,61%) and 8.1-11 kg (21,54%), newborn, mostly (73,85%) with normal weight (3000 3999g). Prenatal was carried out by 86,15% of mothers, where 72,31% participated in 6-10 queries, followed by only 2 (3,08%) participated in > 16 queries. The majority said they have received guidance on breast-feeding and 29 reported having received guidance, mainly by nurses, followed by the doctor. None reported nutritionist orientation. About dietary habits, have daily frying and fats (20%), masses (27,69%), snacks/fast-food (10,77%) and sweet (relatively low, 27.7% against fruit (53,85%), vegetables (63,08%), meat and milk (65,15%) and derivatives (72,30%) every day cover the needs of almost all healthy pregnant women. Therefore, there is need for expansion of the activities of the promotion, protection and support for breast-feeding for low suckling indices are increasingly scarce resources in order to increase survivable of newborns and prevent diseases in breastfeeding.
Keywords: breast-feeding; newborn

1 Introdução

Os seres humanos são geneticamente programados para receber o leite humano, e mesmo com a evolução da espécie, continuaram amamentando os seus descendentes (GIUGLIANI, 2000).
O aleitamento materno é considerado fator de grande importância para o desenvolvimento da criança e proteção da saúde, assim como para a saúde da mãe (KUMMER, 2000; KITOKO, 2000).
Entre os mamíferos a espécie humana é a única em que a amamentação e o desmame não são desencadeados unicamente pelo instinto. Por essa razão, eles devem ser aprendidos. Atualmente isso se tornou mais difícil, pois antigamente esse conhecimento era passado de geração para geração pelas mulheres mais experientes da família, e essa realidade vem mudando e dando lugar às famílias nucleares. Como consequência, mães com pouca habilidade em levar adiante a amamentação e mais vulneráveis a interromperem o processo (GIUGLIANI, 2004).
Além de ser fonte de alimento, o leite materno também protege o recém nascido de doenças, e por esse motivo especialistas recomendam o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 6 (seis) meses de vida, pois os bebês não precisam de chás, sucos, outros leites, ou até mesmo de água, pois, o leite materno fornece tudo o que eles precisam neste período (OMS, 2009 ; UNICEF, 2009).
É reconhecido cientificamente que lactentes amamentados exclusivamente com leite materno durante o período estabelecido crescem e se desenvolvem de modo adequado. Além disso, os riscos de infecções do trato gastrointestinal e de alergias ficam diminuídos nessas crianças (CHEMIM & MURA, 2007).
Apesar de ser biologicamente determinada, a amamentação sofre influências socioculturais e por esse e outros motivos deixou de ser praticada universalmente com tanta frequência a partir do século XX (GIUGLIANI, 2000).
A ausência de amamentação, a interrupção antes do período recomendado e a inclusão de outros alimentos na dieta do recém nascido podem ter consequências importantes para saúde, através de exposição a agentes infecciosos, contato com proteínas estranhas, prejuízo da digestão e assimilação de elementos nutritivos (KUMMER, 2000).
A partir de 1970 foram elaboradas ações governamentais e não governamentais em prol do aleitamento materno, e desde 1981, as autoridade do Brasil desenvolvem um conjunto de atividades pró amamentação, coordenadas pelo Ministério da Saúde para recuperação da prática de amamentar, que é possível ser observada após anos de declínio, e em parte tem sido atribuído a esses esforços (KITOKO, 2000; CHEMIM & MURA, 2007).
O papel do profissional da saúde, no caso nutricionista, é de grande importância na orientação sobre o aleitamento materno exclusivo para focar sua importância, prevenir dificuldades e esclarecer dúvidas (GIUGLIANI, 2004).

1.1 Importância do Aleitamento Materno

O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção e proteção da saúde das crianças em todo o mundo. A superioridade do leite humano como fonte de alimento, de proteção contra doenças e de afeto (KUMMER, 2000).
A amamentação é vital para a saúde da mãe e da criança durante toda a vida. A recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde é que as crianças sejam amamentadas exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade e, após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, continuando, entretanto, a amamentação até pelo menos a idade de 2 anos.(BRASIL, 2006).
A suplementação do leite materno com água ou chás nos primeiros 6 meses é desnecessária, mesmo em locais secos e quentes. Mesmo ingerindo pouco colostro nos primeiros 2-3 dias de vida, recém-nascidos normais não necessitam de mais líquidos além do leite materno, pois nascem com níveis de hidratação tecidual relativamente altos (GIUGLIANI, 2000a).
As evidências indicam que tanto o retardo de crescimento intrauterino como também o ganho de peso excessivo nos primeiros anos de vida estão associados com obesidade, hipertensão, síndrome metabólica, resistência insulínica e morbimortalidade cardiovascular, dentre outros desfechos desfavoráveis, assim, a nutrição adequada de gestantes e crianças deve ser entendida e enfatizada como elemento estratégico de ação com vistas à promoção da saúde também na vida adulta (BRASIL, 2006).
Em documento recente, a Academia Americana de Pediatria cita, entre os benefícios já mencionados, uma possível proteção do aleitamento materno contra a síndrome da morte súbita do lactente, o diabete insulino-dependente, a doença de Crohn, a colite ulcerativa, o linfoma, as doenças alérgicas e outras doenças crônicas do aparelho digestivo (GIUGLIANI, 2000a).
Estudos científicos têm mostrado a importância do aleitamento materno para a saúde materno-infantil e para o espaçamento das gestações. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática da amamentação atualmente salva a vida de 6 milhões de crianças a cada ano, prevenindo diarréia e infecções respiratórias agudas e sendo responsável por cerca de um terço da diminuição da fertilidade observada nas últimas décadas (VENANCIO, 2002).
O Brasil vem, desde a década de 80, desenvolvendo estratégias para apoiar a promoção e proteção do aleitamento materno por meio de iniciativas de capacitação de recursos humanos, apoio aos Hospitais Amigos da Criança, produção e vigilância das normas nacionais de comercialização de alimentos infantis, campanhas nos meios de comunicação e apoio à criação de bancos de leite humano, dentre outras. Os resultados desses esforços podem ser observados em dados de pesquisas nacionais realizadas, aonde a duração mediana do aleitamento materno vem aumentando (BRASIL, 2006).
Em 1990, o Brasil foi um dos países participantes de um encontro realizado em Florença, Itália (Spedale degli Innocenti), promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em busca de mecanismos e ações que pudessem ser desenvolvidos para proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. O conjunto de medidas para atingir as metas contidas na Declaração de Innocenti foi denominado de Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno, elaborado por um grupo de especialistas de saúde e nutrição de vários países. Basicamente, os dez passos consistem de um elenco de medidas que visam a informar a todas as gestantes os benefícios e o correto manejo do aleitamento materno. As mães devem ser informadas das vantagens do aleitamento e das desvantagens em vários aspectos do uso de substitutos do leite materno, além de ter noções sobre a lactação, estímulos para produção do leite materno, dificuldades e soluções para os problemas na amamentação (LAMOUNIER, 1996a).

1.2 Tipos de Leite

O leite secretado até três dias após o parto é denominado colostro, e apresenta características específicas, adequadas às necessidades do recém-nascido, desempenhando, assim, papel mais protetor do que nutricional. Por isso ele tem menor teor de gordura e de calorias e maior quantidade de fatores imunológicos. O leite maduro, ou seja, o leite propriamente dito apresenta uma composição mais estável a partir do 15ª dia após o parto (VITOLO, 2003).
A principal variação biológica do leite materno é a que ocorre durante a mamada: o leite que sai no início, chamado de anterior, é mais aquoso, pois tem menos gordura, e, conseqüentemente, menos calorias. Desse modo, deve-se garantir que a criança, ao mamar, esvazie um seio em cada mamada para receber o leite posterior, quem tem maior quantidade de gordura e, portanto, mais energia. (VITOLO, 2003).

1.3 Benefícios do Aleitamento Materno para a Mãe

Sabe-se que há uma relação positiva entre amamentar e apresentar menos doenças como o câncer de mama, certos cânceres ovarianos e certas fraturas ósseas, especialmente coxofemoral, por osteoporose. Indaga-se também sobre o efeito da amamentação no menor risco de morte por artrite reumatóide. Muitos estudos foram publicados mostrando como a amamentação se relaciona à amenorréia pós-parto e ao conseqüente maior espaçamento intergestacional. Outros benefícios para a mulher que amamenta são o retorno ao peso pré-gestacional mais precocemente e o menor sangramento uterino pós-parto (conseqüentemente, menos anemia), devido à involução uterina mais rápida provocada pela maior liberação de ocitocina (REA, 2004a).

1.4 Desmame Precoce

As chupetas e bicos são largamente utilizados em vários países, constituindo importante hábito cultural em nosso meio. As chupetas são geralmente usadas para acalmar o bebê e não fornecem alimentação; seu uso pode levar à menor freqüência de amamentar. Com isto, a estimulação do peito e a retirada do leite da mama podem ficar diminuídas, levando à menor produção do leite, cuja conseqüência é levar ao desmame. Além disso, as chupetas como os bicos podem ser nocivos por transmitirem infecções, por reduzirem o tempo gasto sugando no peito e interferir na amamentação, levando ao desmame. Podem também prejudicar a função motora oral, exercendo papel importante na síndrome do respirador bucal, e também levar a problemas ortodônticos provocados pela sucção do bico, que não estimula adequadamente os músculos da boca (LAMOUNIER, 2003b).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que as mudanças observadas nos padrões do aleitamento materno fazem parte do desenvolvimento. Assim, em comunidades tradicionais, praticamente todas as mulheres amamentam. À medida que as sociedades se desenvolvem, as mulheres com maior grau de educação passam a preferir as facilidades da mamadeira (VITOLO, 2003).
A ausência de amamentação ou sua interrupção precoce (antes dos 4 meses) e a introdução de outros alimentos à dieta da criança, durante esse período, são freqüentes, com conseqüências importantes para a saúde do bebê, como exposição a agentes infecciosos, contato com proteínas estranhas, prejuízo da digestão e assimilação de elementos nutritivos, entre outras (KUMMER, 2000).
O uso da mamadeira e a introdução de água e chás continuam sendo constatados em diferentes estudos, sendo o Brasil um dos países da América Latina com menor prevalência da amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida (KITOKO, 2000).
O desmame precoce é resultado de uma complexa interação de fatores socioculturais, como por exemplo, o processo de industrialização, o surgimento e a divulgação de leites industrializados, com a respectiva adesão de profissionais de saúde à prescrição da alimentação artificial, a inserção da mulher no trabalho, e a adoção nas Maternidades de medidas pouco incentivadoras do aleitamento materno (ARAÚJO, OTTO, SCHMITZ, 2003).
Apesar de ser biologicamente determinada, a amamentação sofre influências socioculturais e por isso deixou de ser praticada universalmente a partir do século XX. Atualmente, a expectativa biológica se contrapõe às expectativas culturais. Algumas conseqüências dessa mudança já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantil em áreas menos desenvolvidas (GIUGLIANI, 2000a).
A educação e o preparo das mulheres para a lactação durante o período pré-natal comprovadamente contribui para o sucesso do aleitamento materno, em especial entre as primíparas. Durante a assistência pré-natal, as mulheres devem ser informadas dos benefícios da amamentação, ou melhor, das desvantagens do uso de leites não humanos, e devem ser orientadas quanto às técnicas da amamentação, para aumentar a sua habilidade e confiança (GIUGLIANI, 2000a).
Em uma revisão sobre o aleitamento na prática clínica, foi analisada a necessidade de atualização de conhecimentos e habilidades entre os profissionais. Sabendo-se que sua formação na graduação pode ser considerada insuficiente no tema, foram elaborados cursos e materiais de treinamento para graduados. Os cursos organizados pela OMS e pelo UNICEF (de 18 horas, de 12 horas para gestores, de aconselhamento, etc.) passaram a ser amplamente utilizados (REA, 2003b).
A espécie humana é a única entre os mamíferos em que a amamentação e o desmame não são processos desencadeados unicamente pelo instinto. Por isso, eles devem ser aprendidos. Por isso, eles devem ser aprendidos. Atualmente, sobretudo nas sociedades modernas, as mulheres têm poucas oportunidades de obter o aprendizado relacionado à amamentação, já que as fontes tradicionais de aprendizado, mulheres mais experientes da família, foram perdidas à medida que as famílias extensivas foram sendo substituídas pelas famílias nucleares. Como conseqüência, as mulheres tornam-se mães com pouca ou nenhuma habilidade em levar adiante a amamentação, o que as deixa mais vulneráveis a apresentarem dificuldades ao longo do processo (GIUGLIANI, 2004b).

1.5 Quando a amamentação é contra-indicada ou suspensa por um período determinado

Uma lista de razões médicas aceitáveis para complementação foi originalmente desenvolvida pela OMS e UNICEF como um anexo do pacote IHAC (Iniciativa Hospital Amigo da Criança) de 1992 (OMS, 2009)
Lactentes com galactosemia clássica, doença da urina de xarope do bordo, e fenilcetonúria não devem receber leite materno nem qualquer outro leite, exceto fórmulas especiais (OMS, 2009).
Lactentes com menos de 1500g (muito baixo peso ao nascer), nascidos com menos de 32 semanas de idade gestacional (muito prematuros), risco de hipoglicemia em virtude de adaptação metabólica comprometida ou demanda aumentada de glicose, como são os pré-termos, pequenos para idade gestacional ou que tenham experimentado significante estresse com hipoxia e isquemia intraparto, aqueles que estão doentes e cujas mães são diabéticas e se sua glicemia não melhorou com a amamentação ou com leite materno, tem o leite materno como melhor opção de alimento, mas podem necessitar de complementação com outro leite por um período limitado (OMS, 2009).
Lactentes cujo é as mães são portadoras de HIV/aids e outras doenças transmitidas verticalmente não podem ser amamentados, as mães devem ser orientadas para as adaptações necessárias para a correta alimentação de seus filhos (OMS, 2009).
Algumas condições maternas podem justificar evitar amamentar de forma temporária, como: Doença grave que impede a mãe de cuidar de seu filho, por exemplo, sepsis; Vírus do Herpes simplex tipo 1 (HSV-1) o contato direto entre as lesões mamárias da mãe e a boca do bebê deve ser evitado até que as lesões estejam curadas; e quanto a mãe faz uso de drogas ou medicações que impeçam o aleitamento materno (OMS, 2009).
Outras condições maternas como abscesso mamário, hepatite C, mastite e tuberculose, não são contra-indicados para amamentar, embora elas representem problemas de saúde que causam preocupação (OMS, 2009).

2 Objetivo

Conscientizar as mães sobre a importância do aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida de seus filhos.

3 Material e Métodos

O presente trabalho foi realizado durante o período de estágio em Nutrição Clínica, realizado no período de 15 de setembro a 27 de novembro de 2009, no Hospital Sorocabano, região da Lapa, na cidade de São Paulo, com estagiários da Universidade Paulista (UNIP).
O estudo foi realizado com 65 pacientes atendidas pelos estagiários. Nas consultas foram coletados dados das pacientes para realização de orientações adequadas sobre aleitamento materno, onde foram abordadas questões como: dados pessoais (nome, nascimento, estado civil), dados sócio-econômicos (escolaridade, profissão, religião e número de moradores na mesma casa), história obstétrica (número de filhos/gestações, peso e altura da criança ao nascer), avaliação nutricional (estatura, peso pré-gestacional, prática de atividade física), percepção e conhecimentos maternos sobre aleitamento, hábitos alimentares e aceitação da dieta oferecida pelo hospital.
No final da avaliação, foi entregue uma cartilha elaborada pelos alunos da Universidade Paulista (UNIP) durante o estágio de Nutrição Clínica com recomendações e informações sobre a importância da amamentação, o modo certo de fazê-lo, armazenamento do leite, a alimentação da mãe e a introdução do alimento após seis meses de idade no bebê, o uso de medicamentos durante o período de aleitamento, entre outros.

4 Resultados e Discussão

Este trabalho constou com a participação efetiva das 65 mães. Observou-se que a faixa etária das mães varia entre < ou = 15 anos e > ou = 36 anos, com predomínio na faixa etária entre 16-20 anos (24,61%), 21-25 anos (23,08%) e 26-30 anos (30,77%). A maior parte das mães encontra-se casada (61,54%), seguidas das solteiras (33,84%), onde o grau de instrução predominante é o Ensino Médio Completo com 41,50%, seguido do Ensino Fundamental Incompleto (16,9%). Quanto ao número de pessoas que residem na mesma residência, houve prevalência de 35 mães (53,85%) que residem com 4-6 pessoas como mostra a Tabela 1.
No estudo de Kummer et al (2000), o risco para a interrupção precoce do aleitamento materno é semelhante, independentemente da renda per capita, escolaridade materna, cor da mãe, assistência pré-natal e estado civil.
Tem-se, por exemplo, a inserção da mulher no mercado de trabalho como um dos fatores determinantes para o desmame precoce. Al-Ayed e Qureshi (1998) mostram que estudos têm revelado que o trabalho fora do lar é um fator de risco para o desmame precoce.
Em relação às profissões das entrevistadas, a maioria é do lar (18), seguida das empregadas domésticas (8), havendo variações nas demais profissões, como mostra a Tabela 2.

Tabela 1 Dados pessoais e sócio-econômicos das mães. São Paulo, 2009.

N = número de entrevistadas; E.F.= ensino fundamental; E.M. = ensino médio; E.S.= ensino superior; N/A = não responderam

Tabela 2 Profissões das mães. São Paulo, 2009.

N/A = não responderam

Atualmente tem se recomendado amamentação exclusiva por aproximadamente 6 meses e manutenção do aleitamento materno complementado até os 2 anos ou mais. Apesar das abundantes evidências científicas da superioridade do leite materno sobre outros tipos de leite, ainda é baixo o número de mulheres que amamentam os seus filhos de acordo com as atuais recomendações (GIUGLIANI, 2000a). Nesse estudo, a maioria das mães que já tiveram um filho (43,07%), dizem que amamentaram, porém poucas exclusivamente (41,50%). Um fato que pode influenciar neste aspecto é a facilidade do uso de mamadeiras e chupetas.
Lamounier (2003) cita que as chupetas e bicos são largamente utilizados em vários países, constituindo importante hábito cultural em nosso meio e são usadas para acalmar o bebê e seu uso pode levar à menor freqüência de amamentar. Com isto, a estimulação do peito e a retirada do leite da mama podem ficar diminuídas, levando à menor produção do leite, cuja conseqüência é levar ao desmame.
Outro fator são os problemas comuns enfrentados durante a lactação como ingurgitamento mamário, traumas mamilares, bloqueio de ducto lactífero, infecções mamárias e baixa produção de leite, assim como a má técnica de amamentação, mamadas infreqüentes e em horários predeterminados, uso de chupetas e de complementos alimentares levam ao desmame precoce (GIUGLIANI, 2004b).
Tem sido descrita uma relação positiva entre amamentação e menor incidência de doenças como câncer de mama e ovário, fraturas ósseas por osteoporose, especialmente de quadril, risco de artrite reumatóide e contribui para o retorno ao peso pré-gestacional mais precoce. Além disso, a amamentação contribui para o maior espaçamento entre gestações, o que evita gravidez indesejada (REA, 2004a).
Segundo a OMS, o monitoramento do ganho ponderal durante a gestação visa à redução de riscos maternos e fetais. A orientação nutricional pode proporcionar um ganho de peso adequado, prevenindo o ganho excessivo e, conseqüentemente, ocasionar redução da incidência de diabetes gestacional, pré-eclampsia, eclampsia e hipertensão arterial (KONNO et al, 2007).
Como mostra a Tabela 3, das 65 mães, 43,07% (28) relatou ter apenas 1 filho, seguido de 30,77% (20) com 2 filhos e 18,46% com 3 filhos. Sobre a amamentação, das 65 mães entrevistadas, apenas 53,84% (35) relataram ter amamentado seus últimos filhos, mas apenas 19 afirmaram ter amamentado exclusivamente. As demais (23,08%) relataram não ter amamentado em nenhum momento.

Tabela 3 Descrição do número de filhos, amamentação e exclusividade na mamentação. São Paulo, 2009.

N = número de mães; N/A = não responderam

Existem evidências de que o peso e a saúde do recém nascido, fatores que influenciam definitivamente seu crescimento e desenvolvimento durante a infância, dependem em grande parte do estado nutricional materno. O peso pré-gestacional tem sido utilizado para avaliar o risco inicial de um prognóstico desfavorável da gestação, para determinar o ganho de peso recomendado e direcionar intervenções nutricionais. Um peso pré-gestacional inadequado, acompanhado por ganho de peso insuficiente, aumenta o risco de baixo peso ao nascer, mortalidade perinatal, neonatal e infantil (KRAVOSEC, ANDERSON, 1991).
No estudo de Horta et al (1996) observou-se que o aumento na prevalência de baixo peso ao nascer em 1993 deveu-se à maior proporção de crianças no grupo de peso entre 2.000 g e 2.499 g, que aumentou de 6,1% em 1982 para 7,2% em 1993. No presente estudo pode-se observar o mesmo problema que o estudo de Horta et al (1996), pois alguns dos bebês nasceram com baixo peso, porém apresentou porcentagens menores (6,15%) em relação ao estudo de Horta.
No estudo de Mariotoni e Barros Filho (2000) os resultados identificaram grande participação do peso insuficiente entre os recém-nascidos de Campinas, mantendo-se em torno de 24%. Já no presente estudo o resultado foi diferente, onde se encontrou 15,38% de peso insuficiente ao nascer.
Referente às mães, verificou-se uma prevalência do IMC pré-gestacional em eutrofia (56,92% - 37 mães), seguidas das mães que apresentaram desnutrição (21,54%). Em relação ao ganho de peso (GP) na gestação, 18 apresentaram GP > 17 Kg (27,69%), seguidas das que tiveram GP entre 14,1-17 Kg (24,61%) e 8,1-11 Kg (21,54%). O peso das crianças ao nascer segundo OMS (1979) foram de baixo peso (1500 2500g) em 4 bebês (6,15%), peso insuficiente (2501 2999g) em 15,38% (10) dos bebês, peso normal (3000 3999g) em 48 bebês (73,85%) e sobrepeso (>4000g) em 1 bebê (1,54%).
Se relacionarmos então esses dados, observamos que houve prevalência do peso pré-gestacional das mães em eutrofia, seguido de desnutrição, relacionando com a prevalência do ganho de peso na gestação de 14,1 a > 17kg, obtivemos recém-nascidos, em sua maioria (73,85%), com peso normal ao nascer, seguido de peso insuficiente, o que comprova o estudo de Kravosec e Anderson (1991) quando relacionam o peso da criança ao nascer com o estado nutricional materno, como observado na Tabela 4.

Tabela 4 Comparação do IMC pré-gestacional, ganho de peso na gestação e ganho de peso e altura da criança ao nascer. São Paulo, 2009.

IMC = Índice Massa Corporal; N/A = não responderam; N = número de mães.

As concentrações plasmáticas de muitas vitaminas e minerais mostram uma redução lenta contínua à medida que avança a gestação. No entanto, algumas não se alteram ou mesmo aumentam devido às trocas nos níveis das moléculas transportadoras produzidas pela gestação (RIBEIRO, 2002). Segundo Freire (1997), o ferro é um dos nutrientes mais importantes na gestação, pois sua carência é identificada como um dos maiores problemas de saúde pública, atingindo mais de 50% das gestantes em todo o mundo.
Devido a essa grande necessidade, não pode ser suprida somente através da alimentação e desta forma, recomenda-se um suplemento medicamentoso com 30mg/dia de ferro elementar durante o segundo e o terceiro trimestre. No presente estudo, dentre as patologias apresentadas na gestação, 9 (13,84%) mães relataram anemia, o que comprova os estudos de Ribeiro (2002) e Freire (1997) da necessidade de suplementação. Apesar da maioria das mães (76,90%) não relatar nenhuma patologia associada à gestação, o suplemento é ofertado na gestação devido à carência estar relacionada com maior risco de mortalidade materna, parto prematuro e baixo peso ao nascer (UNICEF, 1998). Referente às demais complicações DM (4,61%) e HAS (4,61%) houve porcentagem baixa em comparação as já citadas acima, como mostra a Tabela 5.

Tabela 5 IMC pré-gestacional, tipo de parto realizado e complicações durante
a gestação. São Paulo, 2009.

IMC = Índice Massa Corporal; N/A = não responderam; DM = Diabetes Mellitus; HAS = Hipertensão Arterial Sistêmica.

Segundo Giugliani (2000) a educação e o preparo das mulheres para a lactação durante o período pré-natal comprovadamente contribui para o sucesso do aleitamento materno, em especial entre as primíparas. Durante a assistência pré-natal, as mulheres devem ser informadas dos benefícios da amamentação, ou melhor, das desvantagens do uso de leites não humanos, e devem ser orientadas quanto às técnicas da amamentação, para aumentar a sua habilidade e confiança.
Os profissionais de saúde desempenham um papel de extrema relevância na assistência à mulher-mãe-nutriz. Para tal, temos que nos instrumentalizar com conhecimentos atualizados e habilidades, tanto no manejo clínico da lactação como na técnica de aconselhamento. Dessa maneira, estaremos cumprindo com o nosso papel de profissional de saúde e de cidadão, ao colaborar com a garantia do direito de toda a criança de ser amamentada, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Como mostra a Tabela 6, a grande maioria das mães (86,15%) relatou ter realizado pré-natal no posto de saúde, sendo que a maioria (47) relatou ter participando de 6-10 consultas, seguidas de apenas 2 (3,08%) participaram de > 16 consultas. Dessas mães, a maioria (34), afirmaram não ter recebido orientação sobre aleitamento materno e 29 (44,62%) relataram ter recebido orientação, principalmente por enfermeiros seguidos do médico. Nenhuma relatou orientação de nutricionista.

Tabela 6 - Informações do local da realização do pré-natal, número de
consultas, orientação e qual profissional as orientou.
São Paulo, 2009.

N = número de mães; N/A = não responderam

Durante a gestação e lactação, períodos de intensa atividade metabólica, as necessidades nutricionais devem estar equilibradas do ponto de vista qualitativo e quantitativo, não só para atender as demandas maternas, mas, sobretudo, para sustentar o crescimento fetal e curva ponderal da criança (COSTA, 1999). No presente estudo foi observado um consumo diário de frutas (53,85%), legumes e verduras (63,08%), carnes (65,15%) e leite e derivados (72,30%) todos os dias.
O consumo de frituras e gorduras (20%), massas (27,69%), salgadinhos/fast-food (10,77%) e doces (27,7%) todos os dias foi relativamente baixo em relação aos alimentos citados acima, porém esses alimentos não são adequados e sim, outros mais saudáveis. Desta forma, os alimentos selecionados pela gestante são de fundamental importância para uma nutrição adequada, tanto da lactante como para o lactente. Estudos experimentais e clínicos, desenvolvidos nas últimas décadas, têm constatado a importância da nutrição materna antes e durante a gestação, em relação ao desenvolvimento do feto e à saúde do neonato, assim como à capacidade materna para a lactação. Embora uma mãe desnutrida possa gerar uma criança sadia, tais estudos de nutrição em mulheres durante a gestação têm demonstrado uma relação definitiva entre dieta da mãe e as condições de vitalidade do recém nascido (RIBEIRO, 2002).
Segundo Costa (1999), durante a lactação as necessidades energéticas e protéicas da nutriz são semelhantes às do período gestacional. Picciano (1997) sugere que a ingestão protéica deve ser aumentada na gestação, devido à sua contribuição específica para o crescimento do feto, placenta e tecidos maternos. Durante a gestação ocorre armazenamento de aproximadamente 925 g de proteínas, sendo que 60% são depositadas no feto e placenta e 40% em tecidos maternos, como mamas e útero. Durante o período gestacional, recomenda-se uma ingestão adicional de 10g/dia que cobre as necessidades de praticamente todas as gestantes saudáveis, e, portanto, um consumo total de 60g/dia de proteínas. Conforme o observado, vimos um significativo consumo de carnes (65,15%), ovos (15,38 %) e leite e derivados (72,30%). , como mostra a Tabela 7.

Tabela 7 Freqüência do consumo alimentar das mães. São Paulo, 2009.

N = número de mães; Não = não consomem.

Segundo Fagen (2000), é importante também a ingestão de dois a três litros de líquidos diariamente para garantir a produção do leite. Segundo Ribeiro (2002), além dos alimentos que compõem a dieta, o consumo de líquidos também é importante na gestação. O consumo total deve ser por volta de 1,5 a 2 litros/dia, conseguido através da ingestão de água, sucos, caldos, sopas e outros líquidos, principalmente nos intervalos entre as refeições. Na Tabela 8 verificou-se um maior consumo de água entre 1501-2000 ml (30,77%), seguido de < 1000 ml (23,08%) e 1001-1500 ml (20%) por dia, sendo estes últimos, um dado relevante para um acompanhamento e orientação contínuos das mães sobre a necessidade do consumo.

Tabela 8 Consumo de água das mães. São Paulo, 2009.

N/A = não responderam

O uso de cigarros, álcool, entre outras drogas, pode levar ao aumento do risco nutricional nos bebês. Segundo Chaves (2004) o leite materno está sujeito a mudanças significativas nas concentrações de lipídeos e proteínas, dependentes da fase da lactação (colostro versus leite maduro) ou até mesmo da fase de uma mamada (leite anterior versus leite posterior). Tais alterações influenciam na extensão da transferência de drogas do plasma para o leite, causando variações nas concentrações das mesmas no leite materno. Durante os primeiros dias de lactação (colostro), as células alveolares são pequenas e o espaço intercelular é largo, o que faz com que substâncias maternas, incluindo drogas, linfócitos, imunoglobulinas e proteínas transfiram-se mais facilmente para o leite materno. Com a redução dos níveis de progesterona, há crescimento das células alveolares e estreitamento dos espaços intercelulares, com conseqüente redução da transferência de drogas e demais substâncias. Contudo, o volume de leite (colostro) ingerido nos primeiros dias de vida do bebê (50 a 60 ml/d) é considerado baixo, sendo a dose absoluta de medicamento passada para o recém-nascido durante esse período muito baixa.
No presente estudo, é possível verificar o predomínio de 78,46% (51) das mães que relataram não beber e 84,62% (55) relataram não fumar antes, durante e após a gravidez, havendo uma baixa incidência de transferência de substâncias através do leite materno e conseqüente baixa de contaminação em recém nascidos, como mencionados na Tabela 9.

Tabela 9 Consumo de álcool, cigarro e prática de atividade física.
São Paulo, 2009.

N/A = não responderam

Conclusão

O incentivo à realização do pré-natal é indispensável, pois ele assegura a saúde da mãe e da criança até o momento do parto. O presente estudo aponta a necessidade de expansão das atividades de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno exclusivo, além do incentivo do mesmo até os 2 anos de idade, a fim de aumentar a sobrevida de recém-nascidos e prevenir doenças nas lactantes.
É importante que as autoridades de saúde disponibilizem este serviço de forma efetiva e dinâmica para a população de baixa renda, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência e dos índices de aleitamento materno durante a gestação.

Referências Bibliográficas

AL-AYED, I.H e Quresshi,I.. Breastfeeding practices in urban Riyadh. Journal of Tropical Pediatrics, p.113-117, 1998.
ARAÚJO, M.F.M, OTTO, A.F.N, SCHMITZ, B.A.S. Primeira avaliação do cumprimento dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno nos Hospitais Amigos da Criança do Brasil. Rev.Bras.Saúde Matern.Infant., Recife, out./dez., 2003.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: Promovendo a Alimentação Saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
COSTA, M.C.O; FONTES, A. Sociedade brasileira de pediatria. Abordagem nutricional de gestantes e nutrizes adolescentes: estratégia básica na prevenção de riscos. Jornal de Pediatria, 1999.
CHEMIN, S.S.M. & MURA, J.D.P; Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: Roca, 2007. 1122p.
FAGEN, C. Nutrition during pregnancy and lactation. In Mahan LK, Escott-Stump S. Krauses Food, Nutrition & Diet therapy. 10th ed. WB Saunders Company: Philadelphia; 2000. p.167-195.
FREIRE, W.B. Strategies of the Pan American Health Organization/ World Health Organization for the control of iron deficiency in Latin America. Nutr Rev 1997: 55(6): 183-8. 1997.
CHAVES, R.G;LAMOUNIER,J.A. Uso de medicamento durante a lactação. Jornal de pediatria. Vol 80. nº5. Porto Alegre Nov.2004.
GIUGLIANIa, Elsa R. J. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. O aleitamento materno na prática clínica. - Jornal de Pediatria, vol. 76, Supl.3, 2000.
GIUGLIANIb, Elsa R.J. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. Problemas comuns na lactação e seu manejo. - Jornal de Pediatria, vol. 80, Nº5 (supl), 2004.
HORTA, B.L et al. Baixo peso ao nascer em duas coortes de base populacional no Sul do Brasil  - Cad. Saúde Pública vol.12  suppl.1. Rio de Janeiro  1996. Disponivel em Acesso em: 26 nov. 2009.
KRASOVEC, K; ANDERSON, M.A. Nutrición maternal y resultados del embarazo, evaluación Antropométrica. Washington DC: PAHO/WHO; 1991 [Publicación científica nº 529].
KITOKO, Pedro Makumbundu. Situação do aleitamento materno em duas capitais brasileiras: uma análise comparada Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 16(4):1111-1119, out-dez, 2000.
KONNO, S. C. et al. Fatores associados à evolução ponderal de gestantes: uma análise multinível. Rev. Saúde Pública, v.41, n.6, São Paulo, dez., 2007.
KUMMER, S.C. et al. Evolução do padrão de aleitamento materno. Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Revista de Saúde Pública p. 144 vol.34, nº2, Abril, 2000.
KUMMER,S.C  et  al Evolução do padrão de aleitamento materno.Rev.Saúde Pública 2000;34(2):143-8
LAMOUNIERa, Joel Alves. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. Promoção e incentivo ao aleitamento materno: Iniciativa Hospital Amigo da Criança Jornal de Pediatria - Vol. 72, Nº6, 1996.
LAMOUNIERb, Joel Alves. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. O efeito de bicos e chupetas no aleitamento materno. Jornal de Pediatria - Vol. 79, Nº4, 2003.
MARIOTONI, G.G.B; BARROS FILHO, A.A. Peso ao nascer e mortalidade hospitalar entre nascidos vivos, 1975-1996 - Rev. Saúde Pública vol.34 n.1 São Paulo Feb. 2000 Disponível em Acesso em: 26 nov. 2009.
PICCIANO, MF. Embarazo y lactancia. Conocimientos actuales sobre nutrición. 7ª ed. Washington: OPAS, OMS; 1997. p. 410-422.
REAa, Marina F. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. Jornal de Pediatria - Vol. 80, Nº5 (Supl), 2004.
REAb, Marina F. SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria O pediatra e a amamentação exclusiva Jornal de Pediatria - Vol. 79, Nº6, 2003.
RIBEIRO, L.C. Nutrição e Alimentação na Gestação. COMPACTA NUTRIÇÃO. Vol.3, nº 2, agosto/2002 Disponível em: Acesso em: 25 nov. 2009.
UNICEF/UNU/WHO Preventing iron deficiency in women and children: background and consensus on key technical issues and resources for advocacy, planning and implementing national programmes. New York, 1998 Technical workshop section 7 p.34-40.
VENANCIO, S.I. et al. Freqüência e determinantes do aleitamento materno em municípios do Estado de São Paulo. Rev Saúde Pública, p.314, 2002. Disponível em: Acesso em: 25 nov.2009.
VITOLO, Márcia Regina. Nutrição da gestão à adolescência. p.63-73. Ed.Metha, 2003.
Razões médicas aceitáveis para uso de substitutos do leite materno ATUALIZAÇÃO OMS, 2009 WHO/ UNICEF Acceptable medical reasons for use of breast-milk substitutes.


Trabalhos Relacionados