Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes ? Incesto
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Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes – Incesto


Incesto
é qualquer contato abertamente sexual entre pessoas que tenham um grau de parentesco ou acreditem tê-lo. É a quebra de confiança entre uma criança ou adolescente e um parente mais velho por atos de exploração sexual. Pode haver penetração ou não.

Palavras-Chaves – Incesto, Crianças, Parentesco, Confiança, Exploração.

A violência contra crianças e adolescentes desperta uma grande necessidade de discussão uma vez que acontece em seus próprios lares, praticada por pessoas ligadas intimamente às vitimas, como seus pais, padrastos e irmãos.

O incesto não é tipificado como crime na legislação penal brasileira. Ele apenas é um dos agravantes aumentando em um quarto a pena aplicada aos chamados crimes contra os costumes. Os principais são o estupro – admitido apenas quando há penetração vaginal, independentemente de consentimento – e o atentado violento ao pudor – que enquadra a violência também contra meninos e outros tipos de ‘coito ou ato libidinoso’. Ambos têm pena de seis a dez anos de detenção.

O incesto é uma engrenagem alimentada por inocentes, que se repete de geração em geração. Só pode ser barrado se for descoberto, denunciado e tratado. Os casos mostram que a maioria das vítimas cresce e se transforma em algoz. E seus filhos violados cresceram e provavelmente violarão sua prole. E rigorosamente isso tem acontecido no RS – e no resto do mundo por séculos, no mais absoluto segredo.

O abusador é como uma pessoa qualquer, geralmente tem padrões morais e religiosos, mas uma perturbação sexual e bastante agressividade com a família.

Segundo o Dr. Renato Caminha, psicólogo e professor da UNISINOS, comenta:

O agressor sexual geralmente é um bom cidadão um bom sujeito. Por isso às vezes é tão difícil acreditar que ele já foi capaz de cometer o abuso sexual.

A maioria dos abusadores, mais de 95% é homens. O comportamento mais violento do homem historicamente detentor do poder e da força dentro da família – é uma das principais hipóteses para explicar a predominância masculina. Mulheres abusadoras são uma raridade. Entre quatro paredes do lar, os grandes sedutores do incesto são os pais e padrastos.

Uma pesquisa realizada em São Paulo, revelou que 68,6% dos agressores são pais biológicos e 29,8% são padrastos – justamente as duas figuras que, estão no lugar de maior poder na estrutura familiar.

Familiares, professores e profissionais da saúde principalmente, têm a obrigação de denunciar o abuso sexual. O local adequado para fazer a denuncia é o conselho tutelar do bairro ou município. Caso não exista, deve procurar a delegacia de polícia ou o Fórum.


Verdades e mentiras sobre o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

Mito – O relato de crianças sobre o abuso sexual é produto da fantasia infantil..

Verdade - As crianças não podem relatar aquilo que não conhecem. Raramente mentem sobre terem sido submetidas a abuso, mas omitem quando coagidas.

Mito – O comportamento sedutor da criança/adolescente justifica o abuso.

Verdade – O comportamento sedutor é normal na criança/adolescente e pode se intensificar em conseqüência do abuso. Os abusadores costumam utilizar esse argumento para justificar seus atos. Mas os adultos são sempre responsáveis pelo seu comportamento com crianças/adolescentes.

Mito – Não é bom falar sobre o ocorrido para que o fato seja esquecido o quanto antes.

Verdade – Eventos traumáticos como o abuso devem ser abordados o quanto antes, pois podem originar problemas psicossociais e transtornos psiquiátricos.

Mito- Quando não há lesões físicas, o abuso não deixa seqüelas.

Verdade- O dano emocional ocorre independentemente de lesões físicas.

O melhor método de tratamento a abusadores, é o afastamento da família, um sistema especial de reclusão e judicialmente obrigados a participar de grupos de terapia. Claro que prender só resolve o problema por um tempo, o único caminho para barrar a repetição do incesto é tratamento psiquiátrico e psicológico para o algoz bem como para as vítimas.


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